Aula 18 - Diferentes ordens de Espíritos *

Ciclo 2 - História:  O girassol  -  Atividade: LE - L2 - Cap.1 - 5 - Diferente ordens de Espíritos ou/e 6 - Escala Espírita.  

Ciclo 3 - História: A águia desperta -  Atividade: LE - L2 - Cap.1 - 7 - Terceira ordem.Espíritos Imperfeitos ou/e 8 - Segunda ordem. Bons Espíritos.

 

Dinâmica: Classificação dos Espíritos.   

Mensagens Espíritas: Busca da perfeição; Grau de evolução.

Sugestão de Vídeo: Música Espírita: Anjos (Dica: pesquise no Youtube).

Sugestão de livro infantil:  Eles são especiais. Sônia Xavier Pimentel. Editora Fonte Viva. 

 

Leitura da Bíblia: Provérbios - Capítulo 4


4.11   No caminho da sabedoria, te ensinei e pelas veredas da retidão te fiz andar.


4.12   Em andando por elas, não se embaraçarão os teus passos; se correres, não tropeçarás.


4.13   Retém a instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida.


4.14   Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus.


4.15   Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo;


4.18   Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.


4.19   O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam.


4.20   Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos.


 

Tópicos a serem abordados:

-  Deus não tem favores nem privilégios para nenhuma de suas criaturas; todos os Espíritos têm um mesmo ponto de partida e a mesma estrada a percorrer. Deus, nosso pai, não criou os Espíritos nem bons e nem maus. Ele criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada tarefa, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente (gradualmente) à perfeição.

- Uns podem alcançar a perfeição mais rápido  do que outros, isso depende da sua vontade, ou seja, do seu esforço (1) .

- Todo conhecimento adquirido nas diversas existências, não se perdem. Portanto, o Espírito não retrograda, isto é, não volta para trás,  mas pode permanecer estacionário ( sem fazer progresso), devido a sua má vontade(2). 

- Nem todos os Espíritos são iguais; são de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado.  São ilimitados os graus de perfeição, porém considerando as características gerais dos Espíritos, estes podem ser divididos em três ordens principais: 1º Espíritos Puros, 2º Bons Espíritos, 3º Espíritos Imperfeitos.

- Os Espíritos que pertencem a 3º ordem - Espíritos Imperfeitos, possuem as seguintes características:

·    Predominância da matéria sobre o Espírito;

·    Propensão ao mal; possuem ignorância, orgulho, egoísmo, paixões más;

·    Não são todos essencialmente maus; uns não fazem nem o bem nem o mal;

·    Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem;

·    Conhecimentos limitados sobre o mundo espiritual;

·    Sofrem pelos males que tem que suportar;

·    Possuem inveja da felicidade dos bons.

- Os Espíritos Imperfeitos, cujas características estão acima descritas, dividem-se em cinco classes diferentes:
10ª classe: Espíritos Impuros: Inclinado para o mal.  

 9ª classe: Espíritos Levianos: Maliciosos, ignorantes, zombeteiros. A tudo respondem, sem se preocuparem com a verdade.
 8ª classe: Espíritos Pseudo-Sábios: Possuem amplos conhecimentos, mas julgam saber mais do que sabem. Misturam verdades com erros absurdos.
7ª classe: Espíritos Neutros: Não são nem muito bons para fazerem o bem, nem muito maus para fazer o mal. São apegados as coisas do mundo material.
6ª classe: Espíritos Batedores e Perturbadores: Produzem manifestações de efeitos físicos, tais como pancadas, movimento de objetos etc..  Estes Espíritos podem pertencer a todas as classes de terceira ordem.
- Os Espíritos que pertencem a 2ª ordem - Bons Espíritos possuem as seguintes características:

·   Predominância do Espírito sobre a matéria;

·   Desejo do bem e felicidade ao praticá-lo;

·   Não possuem ódio, inveja, ciúmes etc.

      ·   Não estão completamente desmaterializados e conservam traços da existência corpórea, na linguagem, nos hábitos, nas manias,  segundo seu grau de adiantamento;

·   Compreendem Deus e o infinito;

·   Influenciam os homens para o bom caminho e  os protegem;

   ·   Terão ainda que passar por provas, até atingirem a perfeição absoluta.

        - Os Espíritos Bons se dividem em quatro classes, a saber:
5ª classe: Espíritos Benévolos (bons): Sua qualidade principal é a bondade. Progrediram mais moralmente do que intelectualmente.
 4ª classe: Espíritos Sábios (ciência): Se preocupam mais com as questões cientificas, devido sua utilidade.
3ª classe: Espíritos de Sabedoria (moral): Possuem qualidades morais de ordem elevada e uma enorme capacidade intelectual.
2ª classe: Espíritos Superiores: Possuem bondade, ciência e sabedoria (moral). Quando encarnar na Terra, é para cumprir missão de progresso.
- Os espíritos de 1ªordem - Espíritos puros, possuem as seguintes características:

·    Não sofrem influência da matéria;

·    Não estão mais sujeitos à reencarnação;

·    Superioridade moral e intelectual absolutas, em relação aos Espíritos de outras classes.

·    Ajudam os homens nos seus sofrimentos e a se aperfeiçoarem.  

·    Possuem felicidade absoluta.

- Esta ordem possui apenas uma classe:
 1ª classe: Classe Única: Percorreram todos os graus da escala; despojados de todas as impurezas da matéria. São os mensageiros de Deus, às vezes, chamados de anjos . Comandam os Espíritos que lhes são inferiores e determinam suas missões. Jesus está nessa categoria; Ele recebeu a palavra diretamente de Deus, com a missão de revelá-la aos homens (3).

 

Observação (1): LE. Questão 117. A. K. (2): Questão 118. A.K. (3): Vide: Obras póstumas. 1ª parte - Estudo sobre a natureza do Cristo. A. K. 

 

Perguntas para fixação:

1. Deus criou os Espíritos bons ou maus?

2. Os Espíritos que escolheram o caminho do mal poderão se tornar bons?

3. Qual é o objetivo de reencarnar diversas vezes?

4. O Espírito pode retrogradar, ou seja, se tornar pior?

5. Em quantas ordens estão divididos os Espíritos?

6. Quais são elas?

7. Cite algumas características dos Espíritos Imperfeitos - 3º ordem.

8. Cite algumas características dos Espíritos Imperfeitos - 2º ordem.

9. O que são Espíritos puros?

10.  Qual ordem pertence o nosso mestre Jesus?

 

Subsídio para o Evangelizador:

            Dos Espíritos, uns terão sido criados bons e outros maus?

            Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinada. Outros só a suportam murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade. ( O Livro dos Espíritos. Questão 115. Allan Kardec).

            São iguais os Espíritos, ou há entre eles qualquer hierarquia?

            São de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado. (O Livro dos Espíritos. Questão 96. Allan Kardec).

            As ordens ou graus de perfeição dos Espíritos são em número determinado?

            São ilimitadas em número, porque entre elas não há linhas de demarcação traçadas como barreiras, de sorte que as divisões podem ser multiplicadas ou restringidas livremente. Todavia, considerando-se os caracteres gerais dos Espíritos, elas podem reduzir-se a três principais.

            Na primeira, colocar-se-ão os que atingiram a perfeição máxima: os Espíritos puros. Formam a segunda os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é o que neles predomina. Pertencerão à terceira os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. A ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam o progresso, eis o que os caracteriza. (O Livro dos Espíritos. Questão 97. Allan Kardec).

            Esta divisão nos pareceu perfeitamente racional e com caracteres bem positivados. Só nos restava pôr em relevo, mediante subdivisões em número suficiente, os principais matizes do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benévolas instruções jamais nos faltaram. Com o auxílio desse quadro, fácil será determinar-se a ordem, assim como o grau de superioridade ou de inferioridade dos que possam entrar em relações conosco e, por conseguinte, o grau de confiança ou de estima que mereçam. É, de certo modo, a chave da ciência espírita, porquanto só ele pode explicar as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos acerca das desigualdades intelectuais e morais dos Espíritos. Faremos, todavia, notar que estes não ficam pertencendo, exclusivamente, a tal ou tal classe. Sendo sempre gradual o progresso deles e muitas vezes mais acentuado num sentido do que em outro, pode acontecer que muitos reúnam em si os caracteres de várias categorias, o que seus atos e linguagem tornam possível apreciar-se. (O Livro dos Espíritos. Item 100. Allan Kardec).

            Terceira ordem. - Espíritos imperfeitos

            CARACTERES GERAIS. - Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são conseqüentes.

            Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem. Nem todos são essencialmente maus. Em alguns há mais leviandade, irreflexão e

malícia do que verdadeira maldade. Uns não fazem o bem nem o mal; mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo. A inteligência pode achar-se neles aliada à maldade ou à malícia; seja, porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e mais ou menos abjetos seus sentimentos.

            Restritos conhecimentos têm das coisas do mundo espírita e o pouco que sabem se confunde com as idéias e preconceitos da vida corporal. Não nos podem dar mais do que noções errôneas e incompletas; entretanto, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, o observador atento encontra a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.

            Na linguagem de que usam se lhes revela o caráter. Todo Espírito que, em suas comunicações, trai um mau pensamento pode ser classificado na terceira ordem. Conseguintemente, todo mau pensamento que nos é sugerido vem de um Espírito desta ordem.

            Eles vêem a felicidade dos bons e esse espetáculo lhes constitui incessante tormento, porque os faz experimentar todas as angústias que a inveja e o ciúme podem causar.

            Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea e essa impressão é muitas vezes mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos males de que padeceram em vida e pelos que ocasionam aos outros. E, como sofrem por longo tempo, julgam que sofrerão para sempre. Deus, para puní-los, quer que assim julguem.

            Podem compor cinco classes principais. (O Livro dos Espíritos. Item 101. Allan Kardec).

            Décima classe. ESPÍRITOS IMPUROS (1). - São inclinados ao mal, de que fazem o objeto de suas preocupações.

            Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as maneiras para melhor enganar. Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos com o conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam.

            Nas manifestações dão-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosseria das expressões, nos Espíritos, como nos homens, é sempre indício de inferioridade moral, senão também intelectual. Suas comunicações exprimem a baixeza de seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito tempo o papel e acabam sempre por se traírem.

            Alguns povos os arvoraram em divindades maléficas; outros os designam pelos nomes de demônios, maus gênios, Espíritos do mal.

Quando encarnados, os seres vivos que eles constituem se mostram propensos a todos os vícios geradores das paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez, a avareza sórdida. Fazem o mal por prazer, as mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas honestas. São flagelos para a humanidade, pouco importando a categoria social a que pertençam, e o verniz da civilização não os forra ao opróbrio e à ignomínia.  (O Livro dos Espíritos. Item 102. Allan Kardec).

            Nona classe. ESPÍRITOS LEVIANOS. - São ignorantes, maliciosos,

irrefletidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente tratados de duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos Espíritos superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores.

            Em suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem é, amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de idéias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e os apreciam, mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade. (O Livro dos Espíritos. Item 103. Allan Kardec).

             Oitava classe. ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS. - Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir com respeito às suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso não passa

de reflexo dos preconceitos e idéias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de algumas verdades com os erros mais polpudos, através dos quais penetram a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se. (O Livro dos Espíritos. Item 104. Allan Kardec).

             Sétima classe. ESPÍRITOS NEUTROS. - Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e não ultrapassam a condição comum da Humanidade, quer no que concerne ao moral, quer no que toca à inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias

sentem saudades. (O Livro dos Espíritos. Item 105. Allan Kardec).

            Sexta classe. ESPÍRITOS BATEDORES E PERTURBADORES. - Estes Espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. Afiguram-se, mais do que outros, presos à matéria. Parecem ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer atuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não derivam de uma causa fortuita ou física, quando denotam caráter intencional e inteligente.         Todos os Espíritos podem produzir tais fenômenos, mas os de ordem elevada os deixam, de ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para as coisas materiais do que para as coisas da inteligência; quando julgam úteis as manifestações desse gênero, lançam mão destes últimos como seus auxiliares . (O Livro dos Espíritos. Item 106. Allan Kardec).

            Segunda ordem. - Bons Espíritos

            CARACTERES GERAIS - Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns têm a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traços da existência corporal, assim na forma da linguagem, como nos hábitos, entre os quais se descobrem mesmo algumas de suas manias. De outro modo, seriam Espíritos perfeitos.

                Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. O amor que os une lhes é fonte de inefável ventura, que não tem a perturbá-la nem a inveja, nem os remorsos, nem nenhuma das más paixões que constituem o tormento dos Espíritos imperfeitos. Todos, entretanto, ainda têm que passar por provas, até que atinjam a perfeição (Vide: O Livro dos Espíritos. Questão 268. Allan Kardec).

            Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de proteção e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não é grato sofrê-la.

            Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus semelhantes. Não os movem o orgulho, nem o egoísmo, ou a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo bem.

            A esta ordem pertencem os Espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Em épocas de superstições e de ignorância, eles hão sido elevados à categoria de divindades benfazejas. Podem ser divididos em quatro grupos principais:  (O Livro dos Espíritos. Item 107. Allan Kardec).

            Quinta classe. ESPÍRITOS BENÉVOLOS. - A bondade é neles a qualidade dominante. Apraz-lhes prestar serviço aos homens e protegê-los. Limitados, porém, são os seus conhecimentos. Hão progredido mais no sentido moral do que no sentido intelectual. (O Livro dos Espíritos. Item 108. Allan Kardec).

            Quarta classe. ESPÍRITOS SÁBIOS. - Distinguem-se pela amplitude de seus conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais, do que com as de natureza científica, para as quais têm maior aptidão. Entretanto, só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade e jamais dominados por quaisquer paixões próprias dos Espíritos imperfeitos (O Livro dos Espíritos. Item 109. Allan Kardec).

            Terceira classe. ESPÍRITOS DE SABEDORIA. - As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza. Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os homens e as coisas. (O Livro dos Espíritos. Item 110. Allan Kardec).

            Segunda classe. ESPÍRITOS SUPERIORES. - Esses em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Da linguagem que empregam se exala sempre a benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem.

            Quando, por exceção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a Humanidade pode aspirar neste mundo. (O Livro dos Espíritos. Item 111. Allan Kardec).

            Primeira ordem. - Espíritos puros

             CARACTERES GERAIS. - Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens. (O Livro dos Espíritos. Item 112. Allan Kardec).

            Primeira classe. Classe única. - Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.

            Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade, porém, não é a ociosidade monótona, a transcorrer em perpétua contemplação. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento e lhes designam as suas missões. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservem distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.

            Podem os homens pôr-se em comunicação com eles, mas extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens. (O Livro dos Espíritos. Item 113. Allan Kardec).

            Os puros Espíritos são os Messias ou mensageiros de Deus pela transmissão e execução das suas vontades. Preenchem as grandes missões, presidem à formação dos mundos e à harmonia geral do Universo, tarefa gloriosa a que se não chega senão pela perfeição. Os da ordem mais elevada são os únicos a possuírem os segredos de Deus, inspirando-se no seu pensamento, de que são diretos representantes. ( O Céu e o Inferno. Primeira parte. Cap. 3. Item 12. Allan Kardec).

 

Observação (1): Os maus Espíritos são aqueles que ainda não foram tocados de arrependimento; que se deleitam no mal e nenhum pesar por isso sentem; que são insensíveis às reprimendas, repelem a prece e muitas vezes blasfemam do nome de Deus. (...)Duas categorias há bem distintas de Espíritos perversos: a dos que são francamente maus e a dos hipócritas. Infinitamente mais fácil é reconduzir ao bem os primeiros do que os segundos. Aqueles, as mais das vezes, são naturezas brutas e grosseiras, como se nota entre os homens; praticam o mal mais por instinto do que por cálculo e não procuram passar por melhores do que são. Há neles, entretanto, um gérmen latente que é preciso fazer desabrochar, o que se consegue quase sempre por meio da perseverança, da firmeza aliada à benevolência, dos conselhos, do raciocínio e da prece. (...)  Os Espíritos hipócritas quase sempre são muito inteligentes, mas nenhuma fibra sensível possuem no coração; nada os toca; simulam todos os bons sentimentos para captar a confiança, e felizes se sentem quando encontram tolos que os aceitam como santos Espíritos, pois que possível se lhes torna governá-los à vontade. O nome de Deus, longe de lhes inspirar o menor temor, serve-lhes de máscara para encobrirem suas torpezas. No mundo invisível, como no mundo visível, os hipócritas são os seres mais perigosos, porque atuam na sombra, sem que ninguém disso desconfie; têm apenas as aparências da fé, mas fé sincera, jamais. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 28. Item 75. Allan Kardec).

 

Tabela: Diferentes ordens de Espíritos          

Ordem

Características gerais

Classe

Denominação

Características particulares

Terceira

Espíritos

imperfeitos

Predominância da matéria sobre o Espírito.

10.ª

Impuros

Inclinados ao mal.

9.ª

Levianos

Ignorantes, maliciosos, zombeteiros.

8.ª

Pseudo-sábios

Possuem amplos conhecimentos, mas julgam saber mais do que sabem.

7.ª

Neutros

Não fazem bem nem mal.

6.ª

Batedores/ perturbadores

 Produzem manifestações de efeitos físicos, tais como pancadas, movimento de objetos etc. 

Segunda

Bons

espíritos

Predominância do Espírito sobre a matéria.

5.ª

Benévolos

Sua qualidade principal é a bondade.

4.ª

Sábios

Se preocupam mais com as questões cientificas.

3.ª

De sabedoria

Qualidades morais elevadas.

2.ª

Superiores

Possuem sabedoria, ciência e bondade.

Primeira

Espíritos

puros

Nenhuma influência da matéria.

1.ª

Espíritos puros

Superioridade intelectual e moral absoluta

sobre as outras classes.

 

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos. Questões: 96, 97 ,115 e 268. Itens: 100 a 113. Allan Kardec.

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 28. Item 75. Allan Kardec.

-  O Céu e o Inferno. Primeira parte. Cap. 3. Item 12. Allan Kardec.