Aula 115 - Parábola da torre - Conduta Espírita

Ciclo 1 - História: A parábola da torre inacabada  - Atividade: PH - Jesus - 76 . Parábola da torre.

Ciclo 2 - História: A parábola da torre  - Atividade: PH - Chico Xavier - 10. Conduta Espírita.

Ciclo 3 - História: A parábola da torre  - Atividade: PH - Jesus - 77. Parábola da torre inacabada.

 

Dinâmicas: Parábola da torre; Conduta Espírita; Progresso espiritual e material.

Mensagens espíritas: Parábola da torre; Conduta Espírita.

Sugestão de vídeo:

- História: O pequeno livro do bom comportamento (Dica: pesquise no Youtube)

Sugestão de livro infantil: - Coleção:Valores para a vida - Quem Parte, Reparte – Justiça . Cida Lopes. Editora Brasileitura.

 

Leitura da Bíblia: Lucas - Capítulo 14


14. 28 Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?


14. 29 Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele,


14.30 dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar.


14.31 Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?


14.32 De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.


14.33 Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.


 

Tópicos a serem abordados:

- Todas as coisas, neste mundo e na Eternidade, têm um custo exato. Tudo tem seu preço na vida. Preço material, representado pelo valor em dinheiro, ou preço espiritual, que significa outro valor — valor moral —, diante de Deus.  Vocês compreendem isso ? Veja, então: vocês sabem o preço de seus livros, sabem o preço do sorvete, sabem o custo da bola e do lápis. Todas essas coisas têm um custo. Se você quer um sorvete, tem que saber primeiro se pode pagar o custo dele. Se pode, você o compra.

- Assim também,  são os valores espirituais para quem quer seguir a Jesus. Se você quer ser bom, se quer ser honesto e digno, se quer ser um verdadeiro discípulo do Evangelho, você tem que “pagar” alguma coisa por isso. Mas, não é pagar dinheiro. O dinheiro não compra virtudes. As virtudes, os valores morais, as qualidades superiores da alma são conquistadas pelo esforço no bem, com a renúncia do mal. Eis ai o preço: você tem de se esforçar muito e abandonar tudo que prejudica seu progresso espiritual .Ou seja,  é necessário combater os vicíos, tais como: o egoísmo, o orgulho, a inveja, a preguiça, a mentira, etc.

-Pensando nisso,  o  Espírito André Luiz nos traz algumas orientações sobre a conduta espírita (normas morais ) que devemos ter no nosso dia-a-dia, para que possamos construir a torre de virtudes,  conforme fez o homem da parábola. Vejamos:

- NO LAR: Nunca fale aos gritos,  poupando o lar do desequilíbrio e perturbação. Colabore na solução do problema que surja, sem reclamar. Aprendamos a ouvir sem interromper os que falam à mesa doméstica, a fim de que possamos aprender com eles. Evite as brincadeiras de mau gosto que, não raro, conduzem ao desastre. Colabore no trabalho caseiro, tanto quanto possível. Sem organização de horário e previsão de tarefas, é impossível conservar a ordem e a tranqüilidade dentro de casa.  Recorde que você precisa tanto de seus parentes quanto seus parentes precisam de você. Ordem, trabalho, caridade, benevolência, compreensão começam dentro de casa.  Os pequeninos sacrifícios em família formam a base da felicidade no lar.

- NA SOCIEDADE: Encontrando amigos ou simples conhecidos, tome a iniciativa da saudação, usando cordialidade e carinho sem excesso. Colabore na higiene das vias públicas, não atirando lixo nas calçadas. As pessoas de bons costumes se revelam nos menores atos. Respeite as pessoas, evitando assobios, brincadeiras de mau gosto ou frases desrespeitosas, na certeza de que os outros estimam ser tratados com a consideração que reclamamos para nós. Auxilie os doentes e os idosos em meio ao trânsito público. Se você está num local coletivo, acomode-se de maneira a não incomodar os vizinhos. Se você está de carro, por mais inquietação ou mais pressa, atenda às leis do trânsito e aos princípios do respeito ao próximo. Perante alguém que surja enfermo ou acidentado, coloquemo-nos, em pensamento, no lugar difícil desse alguém e providencie-mos o socorro possível. O culto da caridade não exige circunstâncias especiais.

- NO TRABALHO OU NA ESCOLA:  Nunca se envergonhe, nem se lamente de servir. Enriquecer o estudo ou o trabalho profissional, adquirindo conhecimentos novos, é simples dever. Colabore com os professores ou chefes através da obrigação retamente cumprida, sem fazer bajulações (elogios em excesso). Em hipótese alguma diminua ou desvalorize o esforço dos colegas. Jamais finja enfermidades ou acidentes, para faltar da responsabilidade do trabalho ou estudo,  porque a vida costuma cobrar caro semelhantes mentiras. Nunca atribua unicamente a você o sucesso dessa ou daquela tarefa, compreendendo que em todo trabalho há que considerar o espírito de equipe. Não aceite a desordem (bagunça) ou tente estimulá-la, pois você estará promovendo  o próprio desequilíbrio. O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.

- NO TEMPLO: Entre pontualmente no templo espírita para participar da evagelização, sem provocar barulho ou perturbações . Fique sempre atento aos ensinos ministrados pelos doutrinadores, sem conversação ou bocejo , para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração. Evite aplausos e manifestações outras, as quais, apesar de interpretarem atitudes sinceras, por vezes geram desentendimentos e desequilíbrios vários. O silêncio favorece a ordem. Com espontaneidade, prive-se dos primeiros lugares da sala, reservando-os para visitantes e pessoas fisicamente menos capazes. Não confunda preguiça ou timidez com humildade, aceite a realizar os trabalhos que lhe forem propostos com boa vontade. Enquanto estivermos recebendo o passe, é aconselhável manter-se em oração e silêncio,  a fim de que  possamos assimilar as energias recebidas do passista (1). O templo é local previamente escolhido para encontro com os Espíritos Superiores.
- Após estas recomendações, examine sua alma. Pense no que você é. Faça os cálculos de seus valores morais e de seus defeitos, tal como fez o construtor da torre. Analise, num exame de consciência, seu próprio espírito.... Faça isso sinceramente. Pergunte a você mesmo:  Gosto mais de estudo ou da vadiagem?  Gosto mais das coisas de Deus ou das inutilidades do mundo?  Quero ser mesmo um seguidor de Jesus? Ou tenho ambições de grandeza terrena?  Sou honesto nos meus negócios ou não me incomodo de prejudicar os outros?  Sou vingativo ou tenho o costume de perdoar? Sincero ou mentiroso? Obediente ou rebelde? Humilde ou orgulhoso? Cumpridor das minhas tarefas ou preguiçoso? Reconheço o auxílio  dos benfeitores espirituais  ou sou ingrato?  Se você reconhece que ainda possui muitos defeitos, procure corrigir-se...

Comentário  (1): Estudando a mediunidade. Cap. 27. Martins Peralva.

 

Perguntas para fixação:

1. Antes de construir uma torre o que é preciso fazer?

2. O que é necessário adquirir para edificar nossa alma ?

3. Como conseguimos adquirir as virtudes?

4. Cite um exemplo de conduta espírita no lar.

5. Cite um exemplo de conduta espírita na sociedade.

6. Cite um exemplo de conduta espírita no templo.

7. Cite um exemplo de conduta espírita  na escola ou no trabalho.

8. Por que é necessário fazer uma análise da nossa própria consciência?

 

Subsídio para o Evangelizador:

            (...)Todas as coisas, neste mundo e na Eternidade, têm um custo exato. Tudo tem seu preço na vida. Preço material, representado pelo valor em dinheiro, ou preço espiritual, que significa outro valor — valor moral —, diante de Deus.

            Compreende bem isso... ? Veja, então: você sabe o preço de seus livros, sabe o preço do sorvete, sabe o custo da bola e do lápis. Todas essas coisas têm um custo. Se você quer um sorvete, tem que saber primeiro se pode pagar o custo dele. Se pode, você o compra.

            Antes de comprar a bola, você busca saber quanto ela custa, se você possue o dinheiro suficiente, você pode adquiri-la.

            Assim também, (...) são os valores espirituais para quem quer seguir a Jesus. Se você quer ser bom, se quer ser honesto e digno, se quer ser um verdadeiro discípulo do Evangelho, você tem que “pagar” alguma coisa por isso. Mas, não é pagar dinheiro. O dinheiro não compra virtudes.

            As virtudes, os valores morais, as qualidades superiores da alma são conquistadas pelo esforço no bem, com a renúncia do mal. Eis ai o preço: você tem de se esforçar muito e abandonar tudo que prejudica seu progresso espiritual.

            Se você der todas as suas forças para tornar-se bondoso, honesto, cumpridor dos seus deveres; abandonando os maus costumes, os vícios, não acompanhando os maus exemplos, você estará construindo sua torre (que significa seu valor moral, o aperfeiçoamento espiritual).

            Para sermos cristãos verdadeiros, (...) é preciso que paguemos o preço do esforço e da renúncia. Esforço no caminho do bem e renúncia de tudo que prejudica nosso espírito.

            Examine sua alma. Pense no que você é. Faça os cálculos de seus valores morais e de seus defeitos, tal como fez o construtor da torre. Analise, num exame de consciência, seu próprio espírito.... Faça isso sinceramente. Pergunte a você mesmo:

            — Gosto mais de estudo ou da vadiagem?

            — Gosto mais das coisas de Deus ou das inutilidades do mundo?

            — Quero ser mesmo um seguidor de Jesus? Ou tenho ambições de grandeza terrena?

            — Sou honesto nos meus negócios ou não me incomodo de prejudicar os outros?

            — Sou vingativo ou perdoador? Sincero ou mentiroso? Obediente ou rebelde? Humilde ou orgulhoso? Cumpridor das minhas tarefas ou preguiçoso? Reconhecido aos meus benfeitores ou ingrato?

             Se você reconhece que ainda é um menino que tem muitos defeitos, procure corrigir-se...  Renuncie ao mal, abandone o que mancha sua alma, largue o que impede seu progresso, recuse o que ofende a Deus e a consciência. Com seu esforço, “compre” no Evangelho os bens materiais de construção, as “pedras” do bem e da sabedoria de Jesus. Proceda como o fazendeiro da parábola e você edificará uma torre de virtudes no seu coração.

            Tenha a certeza de que Jesus, que é o Mestre Construtor de nossas vidas, abençoará seu esforço no bem e sua renüncia ao mal. E ajudará sua alma. Sua torre espiritual será, para sempre, a poderosa fortaleza de seu Espírito. (Histórias que Jesus contou. Cap. 9. Clóvis Tavares )

            Além disso, Antônio Luiz Sayão nos faz outra recomendação, dizendo: "Antes de enveredarmos por um caminho novo, pre­cisamos certificar-nos de que dispomos de uma vontade bastante forte, para percorrê-lo todo; pois, se assim o não fizermos, ficaremos sujeitos a perder o nosso tempo, o que se dará, desde que paremos hesitantes e indecisos, sobretudo em se tratando do caminho do progresso.

            Em tal caso, preferível é esperemos, até nos fortale­cermos bastante, antes que nos arriscarmos a tentativas infrutíferas, que amargos pesares nos trarão.

            Para caminharmos pela senda do progresso, que é a da caridade universal, devemos desprender-nos dos bens materiais, considerando-os simples meio de fazermos o bem e proporcionarmos alívio aos nossos irmãos que sofrem.

            Renunciar a tudo o que possuímos não quer dizer que devamos esbanjar, pôr fora os nossos bens; mas, que não lhes devemos criar uma afeição que nos impeça de dar-lhes a aplicação para que nos foram confiados, isto é, de praticarmos a caridade, condição essencial de todo progresso, porque sem ela não há salvação." (Elucidações Evangélicas. Cap. 66. Antônio Luiz Sayāo )

            De acordo com Vinícius, "Jesus não se preocupava com o número avultado de prosélitos que porventura se reunissem em torno do ideal que anunciava. Ele queria homens compenetrados, convencidos e perfeitamente cônscios dos seus deveres, e da grande responsabilidade que assumiam perante Deus em suas próprias consciências.

            (...) Jesus não pretendia arrebatar, mas convencer. Não hipnotizava atuando sobre os sentidos por meio de aparatosos ritualismos: dirigia-se à razão, falava aos corações.

            Jamais intentou granjear adeptos iludindo-os com falazes promessas. Salientou bem as dificuldades que teriam a vencer, e precisou com a máxima clareza as condições que deveriam preencher os que quisessem ser seus discípulos. Não ocultou a escabrosidade do carreiro. Comparou-o mesmo com a trajetória do Calvário, determinando que cada um deve levar sua cruz, se quiser segui-lo.

            Para ser ainda mais claro, aconselhou aqueles que pretendessem seguir-lhe as pegadas a medirem primeiramente suas forças, assim como o homem que, tendo em vista construir uma obra, deve balançar previamente seus haveres para evitar ridículos insucessos. (Nas pegadas do Mestre. Quantidade e qualidade. Vinicius )

            Certa feita, disse o Divino Mestre: “Quem me segue, siga-me”, e, noutra circunstância, afirmou: “Quem me segue não anda em trevas.”

            Reconhecemos, assim, que não basta admirar o Cristo e divulgar-lhe os preceitos. É imprescindível acompanhá-lo para que estejamos na bênção da luz.

            Para isso, é imperioso lhe busquemos a lição pura e viva.

            De igual modo acontece na Doutrina Espírita que lhe revive o apostolado de redenção.

            Quem procure servi-la, deve atender-lhe as indicações. E quem assim proceda, em parte alguma sofrerá dúvidas e sombra. (Conduta Espírita.  Conduta Espírita. Espírito Emmanuel. Psicografado por Waldo Vieira  )

            Pensando assim, o Espírito André Luiz traçou as normas morais que constituem este epítome de conduta nos livros entitulados por "Conduta Espírita" e "Sinal verde". Vamos citar algumas delas:

NO RECINTO DOMÉSTICO:

            Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.

            Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.

            Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.

            Aprenda a servir-se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.

            Colabore na solução do problema que surja, sem alterar-se na queixa.

            A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.

            Converse edificando a harmonia. É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.

            Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?

            Abstenha-se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.

            Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.

            Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existência.

            Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.

            Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranqüilidade dos outros.(Sinal verde. Cap. 4. Espírito André Luiz.  Psicografado por Chico Xavier )

            No livro "Conduta Espírita " o Espírito André Luiz acrescenta:

            "Sempre que possível, converter o santuário familiar em dispensário de socorro aos menos felizes, pela aplicação daquilo que seja menos necessário à mantença doméstica.

            A Seara do Cristo não tem fronteira.

            Se está sozinho com a sua fé, no recesso do próprio lar, deve o espírita atender fielmente ao testemunho de amor que lhe cabe, lembrando-se de que responderá, em qualquer tempo, pelos princípios que abraça.

            A ribalta humana situa-nos sempre no papel que devamos desempenhar.

            Ao menos uma vez por semana, formar o culto do Evangelho com todos aqueles que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas.

            Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.

            Evitar o luxo supérfluo nos aposentos, objetos e costumes, imprimindo em tudo características de naturalidade, desde os hábitos mais singelos até os pormenores arquitetônicos da própria moradia.

            Não há verdadeiro clima espírita cristão, sem a presença da simplicidade conosco."

            “Aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família e a recompensar seus pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus.” — Paulo. (I TIMÓTEO, 5:4.) (Conduta Espírita. Cap. 5. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)

EXPERIÊNCIA DOMÉSTICA:

            Ordem, trabalho, caridade, benevolência, compreensão começam dentro de casa.

            A parentela é um campo de aproximação, jamais cativeiro.

            Aprendamos a ouvir sem interromper os que falam à mesa doméstica, a fim de que possamos escutar com segurança as aulas da vida.

            O lar é um ponto de repouso e refazimento, nunca mostruário de móveis e filigranas, conquanto possa e deva ser enfeitado com distinção e bom gosto, tanto quanto possível.

            Quem pratica o desperdício, não reclame se chegar à penúria.

            Benditos quantos se dedicam a viver sem incomodar os que lhe compartilhem a experiência.

            Evite as brincadeiras de mau gosto que, não raro, conduzem a desastre ou morte prematura.

            O trabalho digno é a cobertura de sua independência.

            Aconselhe a criança e ajude a criança na formação espiritual, que isso é obrigação de quem orienta, mas respeite os adultos em suas escolhas, porque os adultos são responsáveis e devem ser livres nas próprias ações, tanto quanto você deseja ser livre em suas idéias e empreendimentos.

            Se você não sabe tolerar, entender, abençoar ou ser útil a oito  ou dez pessoas do ninho doméstico, de que modo cumprir os seus ideais e compromissos de elevação nas áreas da Humanidade?

            Muitos crimes e muitos suicídios são levados a efeito a pretexto de se homenagear carinho e dedicação no mundo familiar.(Sinal verde. Cap. 6. Espírito André Luiz.  Psicografado por Chico Xavier )

AMBIENTE CASEIRO:

            A casa não é apenas um refúgio de madeira ou alvenaria, é o lar onde a união e o companheirismo se desenvolvem.

            A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando na condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos.

            Respeite a higiene, mas não transfigure a limpeza em assunto de obsessão.

            Enfeite o seu lar com os recursos da gentileza e do bom-humor.

            Colabore no trabalho caseiro, tanto quanto possível.

            Sem organização de horário e previsão de tarefas, é impossível conservar a ordem e a tranqüilidade dentro de casa.

            Recorde que você precisa tanto de seus parentes quanto seus parentes precisam de você.

            Os pequeninos sacrifícios em família formam a base da felicidade no lar. (Sinal verde. Cap. 8. Espírito André Luiz.  Psicografado por Chico Xavier )

NA VIA PÚBLICA:

            A rua é um departamento importante da escola do mundo, onde cada criatura pode ensinar e aprender.

            (...) Caminhe em seu passo natural dentro da movimentação que se faça precisa, como se deve igualmente viver: sem atropelar os outros.

            Se você está num coletivo, acomode-se de maneira a não incomodar os vizinhos.

            Se você está de carro, por mais inquietação ou mais pressa, atenda às leis do trânsito e aos princípios do respeito ao próximo, imunizando-se contra males suscetíveis de lhe amargurarem por longo tempo.

            (...) Perante alguém que surja enfermo ou acidentado, coloquemo-nos, em pensamento, no lugar difícil desse alguém e providencie-mos o socorro possível. (Sinal verde. Cap. 10. Espírito André Luiz.  Psicografado por Chico Xavier )

            No livro "Conduta Espírita " o Espírito André Luiz nos traz outras recomendações:

            Demonstrar, com exemplos, que o espírita é cristão em qualquer local.

            A Vinha do Senhor é o mundo inteiro.

            Colaborar na higiene das vias públicas, não atirando detritos nas calçadas e nas sarjetas.

            As pessoas de bons costumes se revelam nos menores atos.

            Consagrar os direitos alheios, usando cordialidade e brandura com todo transeunte, seja ele quem for.

            O culto da caridade não exige circunstâncias especiais.

            Cumprimentar com serenidade e alegria as pessoas que convivem conosco, inspirando-lhes confiança.

            A saudação fraterna é cartão de paz.

            Exteriorizar gentileza e compreensão para com todos, prestando de boamente informações aos que se interessem por elas, auxiliando as crianças, os enfermos e as pessoas fatigadas em meio ao trânsito público, nesse ou naquele mister.

            Alguns instantes de solidariedade semeiam simpatia e júbilo para sempre.

            Coibir-se de provocar alarido na multidão, através de gritos ou brincadeiras inconvenientes, mantendo silêncio e respeito, junto às residências particulares, e justa veneração diante dos hospitais e das escolas, dos templos e dos presídios.

            A elegância moral é o selo vivo da educação.

            Abolir o divertimento impiedoso com os mutilados, com os enfermos mentais, com os mendigos e com os animais que nos surjam à frente.

            Os menos felizes são credores de maior compaixão.

            Proteger, com desvelo, caminhos e jardins, monumentos e pisos, árvores e demais recursos de beleza e conforto, dos lugares onde estiver.

            O logradouro público é salão de visita para toda a comunidade."

            “Vede prudentemente como andais.” — Paulo. (EFÉSIOS, 5:15.) (Conduta Espírita. Cap. 6. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)

NO TRABALHO:

            Desde que se encontre em condições orgânicas favoráveis, dedicar-se ao exercício constante de uma profissão nobre e digna.

            O engrandecimento da vida exige o tributo individual do trabalho.

            Situar em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da profissão, da Doutrina que abraça e da coletividade a que deve servir, atendendo a todas as obrigações com o necessário equilíbrio.

            O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.

            Examinar os temas de serviço que lhe digam respeito, para não estagnar os próprios recursos na irresponsabilidade destrutiva ou na rotina perniciosa.

            Da busca incessante da perfeição, procede a competência real.

            Ajudar aos colegas de trabalho e compreendê-los, contribuindo para a honorabilidade da classe a que pertença.

            O espírita responde por sua qualificação nos múltiplos setores da experiência.

            Cultuar a caridade nas tarefas profissionais, inclusive naquelas que se refiram às transações do comércio.

            O utilitarismo humano é uma ilusão como as outras.

            Jamais prevalecer-se das possibilidades de que disponha no movimento espírita para favoritismos e vantagens na esfera profissional.

            Quem engana a própria fé, perde a si mesmo.

            Em nenhuma ocasião, desprezar as ocupações de qualquer natureza, desde que nobres e úteis, conquanto humildes e anônimas.

            O trabalho recebe valor pela qualidade dos seus frutos.

            “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” — Jesus. (JOÃO, 5:17.) (Conduta Espírita. Cap. 8. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)

NOS COMPROMISSOS DE TRABALHO:

            Nunca se envergonhe, nem se lamente de servir.

            Enriquecer o trabalho profissional, adquirindo conhecimentos novos, é simples dever.

            Colabore com as chefias através da obrigação retamente cumprida, sem mobilizar expedientes de adulação.

            Em hipótese alguma diminuir ou desvalorizar o esforço dos colegas.

            Jamais fingir enfermidades ou acidentes, principalmente no intuito de se beneficiar das leis de proteção ou do amparo das instituições securitárias, porque a vida costuma cobrar caro semelhantes mentiras.

            Nunca atribua unicamente a você o sucesso dessa ou daquela tarefa, compreendendo que em todo trabalho há que considerar o espírito de equipe.

            Sabotar o trabalho será sempre deteriorar o nosso próprio interesse.

            Aceitar a desordem ou estimulá-la, é patrocinar o próprio desequilíbrio.

            Você possui inúmeros recursos de promover-se ou de melhorar a própria área de ação, sem recorrer a desrespeito, perturbação, azedume ou rebeldia.

            Em matéria de remuneração, recorde: quem trabalha deve receber, mas igualmente quem recebe deve trabalhar. (Sinal verde. Cap. 19. Espírito André Luiz.  Psicografado por Chico Xavier)

NA SOCIEDADE:

            Desistir de somente aparentar propósitos de evangelização, mas reformar-se efetivamente no campo moral, não se submetendo a qualquer hábito menos digno, ainda mesmo quando consagrado por outrem.

            A evolução requer da criatura a necessária dominação sobre o meio em que nasceu.

            Perdoar sempre as possíveis e improcedentes desaprovações sociais à sua fé, confessando, quando preciso for, a sua qualidade religiosa, principalmente através da boa reputação e da honradez que lhe exornam o caráter.

            Cada Espírito responde por si mesmo.

            Libertar-se das injunções sociais que funcionem em detrimento da fé que professa e desapegar-se do “desculpismo” sistemático com que possa acomodar-se a qualquer atitude menos feliz.

            A negligência provoca desperdícios irreparáveis.

            Afastar-se dos lugares viciosos com discrição e prudência, sem crítica, nem desdém, somente relacionando-se com eles para emprestar-lhes colaboração fraterna a favor dos necessitados.

            O cristão sabe descer à furna do mal, socorrendo-lhe as vítimas.

            Em injunção alguma, considerar ultrapassadas ou ridículas as práticas religiosas naturais do Espiritismo, como meditar, orar ou pregar.

            A Doutrina Espírita é uma só em todas as circunstâncias.

            Tributar respeito aos companheiros que fracassaram em tarefas do coração.

            Há lutas e dores que só o Juiz Supremo pode julgar em sã consciência.

            Atender aos supostos felizes ou infelizes, cultos e incultos, com respeito e bondade, distinção e cortesia.

            A condição social é apenas apresentação passageira e todos os papéis são permutáveis na sucessão das existências.

            “Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.” — Paulo. (ROMANOS, 14:19.) (Conduta Espírita. Cap. 9. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)

TEMAS INOPORTUNOS:

            Doenças.

            Crimes.

            Intrigas.

            Crítica.

            Sarcasmo.

            Contendas domésticas.

            Desajustes alheios.

            Conflitos sexuais.

            Divórcios.

            Notas deprimentes com referência aos irmãos considerados estrangeiros.

            Racismo.

            Preconceitos sociais.

            Divergências políticas.

            Atritos religiosos.

            Auto-elogio.

            Carestia da vida.

            Males pessoais.

            Lamentações.

            Comparações pejorativas.

            Recordações infelizes.

            Reprovação a serviços públicos.

            Escândalos.

            Infidelidade conjugal.

            Pornografia.

            Comentários desprimorosos quanto à casa dos outros.

            Anedotário inconveniente.

            Histórias chulas.

            Certamente não existem assuntos indignos da palavra e todos eles podem ser motivo de entendimento e de educação, mas sempre que os temas importunos ou difíceis forem lembrados, em qualquer conversação, o equilíbrio e a prudência devem ser chamados ao verbo em manifestação, para que o respeito aos outros não se mostre ferido. (Sinal verde. Cap. 29. Espírito André Luiz.  Psicografado por Chico Xavier)

NOS EMBATES POLÍTICOS:

            Situar em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o Senhor.

            Só o Espírito possui eternidade.

            Distanciar-se do partidarismo extremado.

            Paixão em campo, sombra em torno.

            Em nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda política, nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade.

            O despistamento favorece a dominação do mal.

            Cumprir os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos eletivos, segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas do fanatismo de grei.

            O discernimento é caminho para o acerto.

            Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos.

            O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.

            Não comerciar com o voto dos companheiros de Ideal, sobre quem a sua palavra ou cooperação possam exercer alguma influência.

            A fé nunca será produto para o mercado humano.

            Por nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim de que se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.

            Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego da crítica.

            Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.

            A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana.

            “Nenhum servo pode servir a dois senhores.” — Jesus. (LUCAS, 16:13.) (Conduta Espírita. Cap. 10. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)

NO TEMPLO:

            Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões, sem provocar alarido ou perturbações.

            O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças Superiores.

            Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação, bocejo ou tosse bulhenta, para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração.

            Os atos da criatura revelam-lhe os propósitos.

            Evitar aplausos e manifestações outras, as quais, apesar de interpretarem atitudes sinceras, por vezes geram desentendimentos e desequilíbrios vários.

            O silêncio favorece a ordem.

            Com espontaneidade, privar-se dos primeiros lugares no auditório, reservando-os para visitantes e pessoas fisicamente menos capazes.

            O exemplo do bem começa nos gestos pequeninos.

            Coibir-se de evocar a presença de determinada entidade, no curso das sessões, aceitando, sem exigência, os ditames da Esfera Superior no que tange ao bem geral.

            A harmonia dos pensamentos condiciona a paz e o progresso de todos.

            Acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade, abraçando os encargos que lhe couberem, com desassombro e valor.

            A disposição de servir, por si só, já simplifica os obstáculos.

            Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou quaisquer objetos que possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios religiosos.

            Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas.

            Oferecer a tribuna doutrinária apenas a pessoas conhecidas dos irmãos dirigentes da Casa, para não acumpliciar-se, inadvertidamente, com pregações de princípios estranhos aos postulados espíritas.

            Quem se ilumina, recebe a responsabilidade de preservar a luz.

            Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de coletas, peditórios ou vendas de tômbolas, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais expedientes podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios.

            A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo custo.

            “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” — Jesus. (MATEUS, 18:20.) (Conduta Espírita. Cap. 11. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira )

NA OBRA ASSISTENCIAL:

            Pelo menos uma vez por semana, cumprir o dever de dedicar-se à assistência, em favor dos irmãos menos felizes, visitando e distribuindo auxílios a enfermos e lares menos aquinhoados.

            Quem ajuda hoje, amanhã será ajudado.

            Prestar serviço espiritual e material nas casas assistenciais de internação coletiva, sem perceber remunerações e sem criar constrangimento às pessoas auxiliadas.

            Só impõe restrições ao bem quem se acomoda com o mal.

            Na casa assistencial de caráter espírita, alimentar a simplicidade doutrinária, desistindo da exibição de quaisquer objetos, construções ou medidas que expressem supérfluo ou luxo.

            O conforto excessivo humilha as criaturas menos afortunadas.

            Viver em familiaridade respeitosa com todos, desde o servo menor até o dirigente mais responsável e categorizado, nos lares e escolas, hospitais e postos de socorro fraterno.

            A humildade assegura a visita contínua dos Emissários do Senhor.

            Jamais reter, inutilmente, os excessos no guarda-roupa e na despensa, objetos sem uso e reservas financeiras que podem estar em movimento nos serviços assistenciais.

            Não há bens produtivos em regime de estagnação.

            Converter em socorro ou utilidades, para os menos felizes, relíquias e presentes, jóias e lembranças afetivas de familiares e amigos desencarnados, ciente de que os valores materiais sem proveito, mantidos em nome daqueles que já partiram, representam para eles amargo peso na consciência.

            Posse inútil, grilhão mental.

            Seja qual for o pretexto, nunca permitir que as instituições espíritas venham a depender econômica, moral ou juridicamente de pessoa ou organização meramente política, de modo a evitar que sejam prejudicadas em sua liberdade de ação e em seu caráter impessoal.

            A obra espírita cristã não se compadece com qualquer cativeiro.

            Sempre que os movimentos doutrinários, em particular os de assistência social, envolvam a aceitação de muitos donativos, apresentar periodicamente os quadros estatísticos dos recebimentos e distribuições, como satisfação justa e necessária aos cooperadores.

            O desejo de acertar aumenta o crédito de confiança.

            Organizar a diretoria e o corpo administrativo das instituições assistenciais exclusivamente com aqueles companheiros que se eximam de perceber ordenados, laborando apenas com finalidade cristã, gratuitamente.

            O trabalho desinteressado sustenta a dignidade e o respeito nas boas obras.

            “E quanto fizerdes, por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando a Ele graças a Deus, o Pai.” — Paulo. (COLOSSENSES, 3:17.) (Conduta Espírita. Cap. 12. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)

PERANTE NÓS MESMOS:

            Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica do auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.

            Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.

            Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.

            A exploração da fé anula os bons sentimentos.

            Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.

            O Espiritismo é caminho libertador.

            Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.

            O afastamento do dever é deserção.

            Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.

            Palavra empenhada, lei no coração.

            Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.

            O espírita está informado de que o acaso não existe.

            Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.

            O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável.

            “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.” — Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:5.) (Conduta Espírita. Cap. 18. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)

PERANTE OS PARENTES:

            Desempenhar todos os justos deveres para com aqueles que lhe comungam as teias da consangüinidade.

            Os parentes são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito encarnado.

            Intensificar os recursos de afeto, compreensão e boa-vontade para os afins mais próximos que não lhe compreendam os ideais.

            O lar constitui cadinho redentor das almas endividadas.

            Dilatar os laços da estima além do círculo da parentela.

            A humanidade é a nossa grande família.

            Acima de todas as injunções e contingências de cada dia, conservar a fidelidade aos preceitos espíritas cristãos, sendo cônjuge generoso e melhor pai, filho dedicado e companheiro benevolente.

            Cada semelhante nosso é degrau de acesso à Vida Superior, se soubermos recebê-lo por verdadeiro irmão.

            Melhorar, sem desânimo, os contactos diretos e indiretos com os pais, irmãos, tios, primos e demais parentes, nas lides do mundo, para que a Lei não venha a cobrar-lhe novas e mais enérgicas experiências em encarnações próximas.

            O cumprimento do dever, criado por nós mesmos, é lei do mundo interior a que não poderemos fugir.

            Imprimir em cada tarefa diária os sinais indeléveis da fé que nutre a vida, iniciando todas as boas obras no âmbito estreito da parentela corpórea.

            Temos, na família consangüínea, o teste permanente de nossas relações com a Humanidade.

            “Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel.” — Paulo. (I TIMÓTEO, 5:8.) (Conduta Espírita. Cap. 19. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)

PERANTE OS COMPANHEIROS:

            Guardar comunicabilidade e atenção ante os companheiros de luta, ainda mesmo para com aqueles que se mostrem distantes do Espiritismo.

            Todos somos estudantes na grande escola da Vida.

            Respeitar as idéias e as pessoas de todos os nossos irmãos, sejam eles nossos vizinhos ou não, estejam presentes ou ausentes, sem nunca descer ao charco da leviandade que gera a maledicência.

            Quem reprova alguém conosco, decerto que nos reprova perante alguém.

            Quando emprestar objetos comuns, não porfiar sobre a sua restituição, sustentando-se, firme, no propósito de auxiliar os outros de boamente, naquilo em que lhes possa ser útil.

            Desapego é alicerce de elevação.

            Perdoar sem condições àqueles que não nos correspondam às esperanças ou que direta ou indiretamente nos prejudiquem, inclusive os obsessores e outros irmãos infelizes.

            Perdão nas almas, luz no caminho.

            Fugir de elogiar companheiros que estejam agindo de conformidade com as nossas melhores aspirações, para não lhes criar empecilhos à caminhada enobrecedora, embora nos constitua dever prestar-lhes assistência e carinho para que mais se agigantem nas boas obras.

            O elogio é sempre dispensável.

            Suprimir toda crítica destrutiva na comunidade em que aprende e serve.

            A Seara de Jesus pede trabalhadores decididos a auxiliar.

            Coibir-se de qualquer acumpliciamento com o mal, a título de solidariedade nesse ou naquele sentido.

            Quem tisna a consciência, desce à perturbação.

            Nunca fazer acepção de pessoas e nem demonstrar cordialidade fraterna somente em circunstâncias que lhe favoreçam conveniências e interesses materiais.

            A Lei Divina registra o móvel de toda ação.

            “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” — Jesus. (JOÃO, 13:35.) (Conduta Espírita. Cap. 20. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier)

PERANTE A PÁTRIA:

            Ser útil e reconhecido à Nação que o afaga por filho, cumprindo rigorosamente os deveres que lhe tocam na vida de cidadão.

            Somos devedores insolventes do berço que nos acolhe.

            No desdobramento das tarefas doutrinárias, e salvaguardando os patrimônios morais da Doutrina, somente recorrer aos tribunais humanos em casos prementes e especialíssimos.

            Prestigiando embora a justiça do mundo, não podemos esquecer a incorruptibilidade da Justiça Divina.

            Situar sempre os privilégios individuais aquém das reivindicações coletivas, em todos os setores.

            Ergue-se a felicidade imperecível de todos, do pedestal da renúncia de cada um.

            Cooperar com os poderes constituídos e as organizações oficiais, empenhando-se desinteressadamente na melhoria das condições da máquina governamental, no âmbito dos próprios recursos.

            Um ato simples de ajuda pessoal fala mais alto que toda crítica.

            Quando chamado a depor nos tribunais terrestres de julgamento, pautar-se em harmonia com os princípios evangélicos, compreendendo, porém, que os irmãos incursos em teor elevado de delinqüência necessitam, muitas vezes, de justa segregação para tratamento moral, quanto os enfermos graves requisitam hospitalização para o devido tratamento.

            Diante das Leis Divinas, somos juizes de nós mesmos.

            Nunca adiar o cumprimento de obrigações para com o Estado, referendando os elevados princípios que ele esposa, buscando a quitação com o serviço militar, mesmo quando chamado a integrar as forças ativas da guerra.

            Os percalços da vida surgem para cada Espírito segundo as exigências dos próprios débitos.

            Expressar o patriotismo, acima de tudo, em serviço desinteressado e constante ao povo e ao solo em que nasceu.

            A Pátria é o ar e o pão, o templo e a escola, o lar e o seio de Mãe.

            Substancializar a contribuição pessoal ao Estado, através da execução rigorosa das obrigações que lhe cabem na esfera comum.

            O genuíno amor à Pátria, longe de ser demagogia, é serviço proveitoso e incessante.

            “Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” — Jesus. (LUCAS, 20:25.) (Conduta Espírita. Cap. 31. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)

            Entretanto, o Espírito André Luiz nos adverte: "Não temos aqui um compêndio à guisa de código para boas maneiras, tendo em vista a etiqueta e a cerimônia dos protocolos sociais.

            Reunimos algumas páginas com indicações cristãs para que venhamos a burilar as nossas atitudes no campo espírita em que o Senhor, por acréscimo de misericórdia, nos situou os corações." (Conduta Espírita.  Mensagem ao leitor. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)

 

Bibliografia:

- Histórias que Jesus contou. Cap. 9. Clóvis Tavares.

- Elucidações Evangélicas. Cap. 66. Antônio Luiz Sayāo.

- Nas pegadas do Mestre. Quantidade e qualidade. Vinicius.

- Conduta Espírita. Mensagem ao leitor. Cap. 5, 6, 8, 9, 10, 11, 12, 18, 19, 20 e 31. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira.

- Sinal verde. Cap. 4, 6, 8, 19 e 29. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.