Aula 110 - A caridade moral e a caridade material

Ciclo 1  -  História:  Uma menina chamada Julinha  -  Atividade: ESE - Cap. 13 - 2. Os infortúnios ocultos ou/e ESE - Cap. 15 - 4. Necessidade da caridade, segundo São Paulo.

Ciclo 2-  História: O carrossel  -  Atividade: ESE - Cap. 13 - 6 . A beneficência.

Ciclo 3 - História:  Tem pão velho? -  Atividade:  ESE - Cap. 13 - 5. A caridade material  e a caridade moral. ou/e LE-L3-Cap.11-3. Caridade e amor ao próximo.

Dinâmicas: Caridade por pensamentos, por palavras e por ações; Caridade material e caridade moral; Paulo de Tarso.

Mensagens espíritas: Caridade.

Sugestão de vídeos:

- Música espírita: Caridade com Jesus (Dica: pesquise no Youtube)

- Música: Balada da caridade (Dica: pesquise no Youtube)

Sugestão de livros infantis:

- A moeda - Patrícia Furlan (acesse o livro digital)

- A descoberta de Joaninha. Bellah Leite Cordeiro. Editora Paulinas.

 

Leitura da Bíblia: 1 Coríntios - Capítulo 13


13. 1 Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine;


13.2 ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.


13.3  E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.


13.4 A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho;


13.5  não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma;


13.6 não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade;


13.7 tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.


13. 13 Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade.


 

Tópicos a serem abordados:

- Caridade é a qualidade moral que consiste em ajudar o próximo, sem esperar recompensa. De acordo com Jesus, o verdadeiro sentido da palavra caridade significa: “Benevolência para com todos, indulgência (tolerância )  para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas.” Segundo São Paulo, " a  caridade é paciente, branda e benevolente ;  Não tem inveja de ninguém; não prejudica ao seu próximo; não é egoísta e não se enche de orgulho; alegra-se com a justiça e a verdade. "O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejamos nos fosse feito. Toda a eterna felicidade está nesta máxima: “Amai-vos uns aos outros.” Não pode a alma elevar-se às altas regiões espirituais, senão pela prática da caridade.
- A caridade pode ser feita  de diversas maneiras: por pensamentos, por palavras e por ações. Por pensamentos, orando pelos pobres, doentes e abandonados. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos e bom ânimo.  Por ações, ajudando os nossos pais a realizar algumas tarefas domésticas. É na caridade que devemos procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida. A caridade é o pleno cumprimento da lei de Deus.

- Muitos confundem a caridade com a esmola. "A esmola”, para nós, é a coisa que se dá, como, por exemplo , dinheiro, comida, remédios, roupas, etc.,  enquanto "a caridade” é essencialmente o amor ao próximo. A esmola, é algumas vezes útil, porque dá alívio aos pobres; mas é quase sempre humilhante, tanto para o que a dá, como para o que a recebe. A caridade, ao contrário, liga o benfeitor ao beneficiado e pode ser feita de várias formas! Pode-se ser caridoso, mesmo com os parentes e com os amigos, sendo indulgentes uns para com os outros, perdoando-se mutuamente as fraquezas, cuidando para não ferir o amor-próprio de ninguém.

- Entretanto, ninguém poderá reprovar o ato de pedir e, muito menos, deixará de louvar a iniciativa de quem dá a esmola material. O que merece reprovação não é a esmola, mas a maneira por que habitualmente é dada. O homem de bem, que compreende a caridade de acordo com Jesus, vai ao encontro do necessitado , sem esperar que este lhe estenda a mão. Uma sociedade que se baseia na lei de Deus e na justiça deve prover à vida do fraco, sem que haja para ele humilhação. Deve assegurar a existência dos que não podem trabalhar, sem lhes deixar a vida à mercê do acaso e da boa-vontade de alguns.

- A caridade poderá ser material ou moral, ambas possuem grande importância. A caridade material, de valor inquestionável, é mais fácil de ser praticada, pois que dificilmente alguém não disporá de algum recurso para diminuir, mesmo que seja um pouco, as carências materiais de um necessitado (1).Por exemplo: doar uma cesta básica de alimentos à família pobre, roupas aos desabrigados, brinquedos para crianças órfãs e enxovais para recém-nascidos carentes.   Já a caridade moral , de maior e mais intensa abrangência, necessita de maior empenho e perseverança para a sua execução. Ela nada custa financeiramente, mas é mais difícil de ser exercida . 

- Fazemos a caridade moral quando conseguimos, com equilíbrio, suportarmos uns aos outros, aceitando cada criatura como ela é, e não como gostaríamos que ela fosse. Fazemos a caridade moral quando não damos ouvidos a uma palavra zombeteira que se escapa de uma boca habituada a falar mal .  Fazemos a caridade moral quando não guardamos  ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração. Fazemos a caridade moral quando doamos o nosso tempo de folga, privando-nos de vez em quando, do prazer de assistir um programa de T. V.  ou fazer algo de nosso agrado, para visitarmos pessoalmente aqueles que estão em hospitais ou asilos  e anseiam por um pouco de atenção e afeto. Fazemos a caridade moral quando fazemos bom  uso do nosso pensamento e oramos diariamente em favor dos doentes, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.

- O importante é que façamos a caridade, seja ela material ou moral,  pois, à medida que plantamos a alegria de viver nos corações que nos cercam, a Providência Divina, que tudo sabe e vê,  um dia, vos retribuirá  o bem que houverdes feito, recebendo -os num mundo mais feliz.   Francisco de Assis, há mais de um milênio, já nos dizia “que é dando que se recebe”. (1)

Comentário (1) : http://www.oconsolador.com.br/ano4/159/waldenir_cuin.html . Data de consulta : 08-02-18.

 

Perguntas para fixação:

1. Segundo Jesus, qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade?

2. Por quais maneiras podemos fazer a caridade?

3. O que é a esmola?

4. Por que a esmola é quase sempre humilhante?

5. Quais são os dois tipos de caridade que podemos fazer?

6. Dê alguns exemplos de caridade material.

7. Dê alguns exemplos de caridade moral.

8. Quem dizia a expressão: "é dando que se recebe"?

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Subsídio para o Evangelizador:

            Vejamos qual foi a explicação, no Evangelho Segundo o Espiritismo ,da explanação feita por São Paulo  :"  Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.

            Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo." (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 15. Item 7. Allan Kardec)

            Segundo o dicionário Michaelis o termo "Caridade" significa: Qualidade moral e espiritual que leva ao amor a Deus e ao próximo;  Amor ao próximo, que consiste em ajudar os desvalidos; Ajuda ou donativo que se dá aos pobres; esmola; Compaixão em relação a alguém que se encontra em situação difícil; benevolência. (http://michaelis.uol.com.br/busca?id=NoVD)

            Caridade! Essa palavra existe desde o começo da Humanidade. A partir do dia em que o homem estendeu a mão a outro homem, ele praticou um ato de caridade, e desde esse tempo desconhecido quantos fatos, quantos exemplos vivazes deste pensamento profundo da consciência humana! Exemplos de caridade têm sido relatados pelos historiadores e moralistas em obras presentes na memória de todos. (Revista Espírita. Outubro de 1869. A caridade.  Bernard.Allan Kardec)

            Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

            “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

            O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.

            A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa. (O Livro dos Espíritos. Questão 886. Allan Kardec)

            O bispo de Argel nos esclarece  dizendo :" A beneficência, meus amigos,  dar-vos-á nesse mundo os mais puros e suaves deleites, as alegrias do coração, que nem o remorso, nem a indiferença perturbam. Oh! pudésseis compreender tudo o que de grande e de agradável encerra a generosidade das almas belas, sentimento que faz olhe a criatura as outras como olha a si mesma, e se dispa, jubilosa, para vestir o seu irmão! Pudésseis, meus amigos, ter por única ocupação tornar felizes os outros! Quais as festas mundanas que podereis comparar às que celebrais quando, como representantes da Divindade, levais a alegria a essas famílias que da vida apenas conhecem as vicissitudes e as amarguras, quando vedes nelas os semblantes macerados refulgirem subitamente de esperança, porque, faltos de pão, os desgraçados ouviam seus filhinhos, ignorantes de que viver é sofrer, gritando repetidamente, a chorar, estas palavras, que, como agudo punhal, se lhes enterravam nos corações maternos: "Estou com fome!..." Oh! compreendei quão deliciosas são as impressões que recebe aquele que vê renascer a alegria onde, um momento antes, só havia desespero! Compreendei as obrigações que tendes para com os vossos irmãos! Ide, ide ao encontro do infortúnio; ide em socorro, sobretudo, das misérias ocultas, por serem as mais dolorosas! Ide, meus bem-amados, e tende em mente estas palavras do Salvador: "Quando vestirdes a um destes pequeninos, lembrai-vos de que é a mim que o fazeis!"

            Caridade! sublime palavra que sintetiza todas as virtudes, és tu que hás de conduzir os povos à felicidade. Praticando-te, criarão eles para si infinitos gozos no futuro e, enquanto se acharem exilados na Terra, tu lhes serás a consolação, o prelibar das alegrias de que fruirão mais tarde, quando se encontrarem reunidos no seio do Deus de amor. Foste tu, virtude divina, que me proporcionaste os únicos momentos de satisfação de que gozei na Terra. Que os meus irmãos encarnados creiam na palavra do amigo que lhes fala, dizendo-lhes: E na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida. Oh! quando estiverdes a ponto de acusar a Deus, lançai um olhar para baixo de vós; vede que de misérias a aliviar, que de pobres crianças sem família, que de velhos sem qualquer mão amiga que os ampare e lhes feche os olhos quando a morte os reclame! Quanto bem a fazer! Oh! não vos queixeis; ao contrário, agradecei a Deus e prodigalizai a mancheias a vossa simpatia, o vosso amor, o vosso dinheiro por todos os que, deserdados dos bens desse mundo, enlanguescem na dor e no insulamento! Colhereis nesse mundo bem doces alegrias e, mais tarde... só Deus o sabe!... "(O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. 13. Item 11. Adolfo, bispo de Argel. Bordéus, 1861. Allan Kardec)

            O Espírito da Irmã Rosália nos afirma: "Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles."Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi ainda: não mais pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se alimentariam e não mais veríeis, nos quarteirões sombrios onde habitei durante a minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo faltava.

            Ricos! pensai nisto um pouco. Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes. Dai, para que Deus, um dia, vos retribua o bem que houverdes feito, para que tenhais, ao sairdes do vosso invólucro terreno, um cortejo de Espíritos agradecidos, a receber-vos no limiar de um mundo mais ditoso.

            Se pudésseis saber da alegria que experimentei ao encontrar no Além aqueles a quem, na minha última existência, me fora dado servir!...

            Amai, portanto, o vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que, repelindo um desgraçado, estareis, quiçá, afastando de vós um irmão, um pai, um amigo vosso de outrora. Se assim for, de que desespero não vos sentireis presa, ao reconhecê-lo no mundo dos Espíritos!

            (...)Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa. Encontrei aqui um dos pobres da Terra, a quem, por felicidade, eu pudera auxiliar algumas vezes, e ao qual, a meu turno, tenho agora de implorar auxílio.

            Lembrai-vos de que Jesus disse que todos somos irmãos e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo.  (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 13. Item 9. Irmã Rosália. Paris, 1860 . Allan Kardec)

            São Vicente de Paulo nos aconselha: "Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus, chave que tendes em vossas mãos. Toda a eterna felicidade se contém neste preceito: “Amai-vos uns aos outros.” Não pode a alma elevar-se às altas regiões espirituais, senão pelo devotamento ao próximo; somente nos arroubos da caridade encontra ela ventura e consolação. Sede bons, amparai os vossos irmãos, deixai de lado a horrenda chaga do egoísmo. Cumprido esse dever, abrir-se-vos-á o caminho da felicidade eterna. Ao demais, qual dentre vós ainda não sentiu o coração pulsar de júbilo, de íntima alegria, à narrativa de um ato de bela dedicação, de uma obra verdadeiramente caridosa? Se unicamente buscásseis a volúpia que uma ação boa proporciona, conservar-vos-íeis sempre na senda do progresso espiritual. Não vos faltam os exemplos; rara é apenas a boa vontade. Notai que a vossa História guarda piedosa lembrança de uma multidão de homens de bem. Eu vos citaria aos milhares aqueles cuja moral não tinha por objetivo senão melhorar o vosso globo.

            Não vos disse o Cristo tudo o que concerne às virtudes da caridade e do amor? Por que desprezar os seus ensinamentos divinos? Por que fechar o ouvido às suas divinas palavras, o coração a todos os seus bondosos preceitos? Quisera eu que dispensassem mais interesse, mais fé às leituras evangélicas. Desprezam, porém, esse livro, consideram-no repositório de palavras ocas, uma carta fechada; deixam no esquecimento esse código admirável.             Vossos males provêm todos do abandono voluntário a que votais esse resumo das leis divinas. Lede-lhe as páginas cintilantes do devotamento de Jesus, e meditai-as. Eu mesmo me sinto envergonhado de ousar vos prometer um trabalho sobre a caridade, quando penso que se encontram nesse livro todos os ensinamentos que vos devem levar às regiões celestes.

            Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei da vossa brandura, da vossa fé, as vossas armas. Sede mais persuasivos, mais constantes na propagação da vossa nova doutrina. Apenas encorajamento é o que vos vimos dar; apenas para vos estimularmos o zelo e as virtudes é que Deus permite nos manifestemos a vós outros. Mas, se cada um o quisesse, bastaria a sua própria vontade e a ajuda de Deus; as manifestações espíritas unicamente se produzem para os de olhos fechados e corações indóceis. Há, entre vós, homens que têm a cumprir missões de amor e de caridade: escutai-os, exaltai a sua voz; fazei se resplandeçam seus méritos e sereis, vós próprios, exaltados pelo desinteresse e pela fé viva de que vos penetrarão.

            As advertências detalhadas que vos deveriam ser dadas, sobre a necessidade de ampliar o círculo da caridade e nele incluir todos os infelizes, cujas misérias são ignoradas; todas as dores que, em nome dessa doutrina — caridade — se devem buscar em seus redutos para os consolar, seriam muito extensas. Vejo com satisfação que homens eminentes e poderosos auxiliam esse progresso, que deve unir todas as classes humanas: os felizes e os infelizes. Os infelizes – coisa estranha! – dão-se todos as mãos e se ajudam mutuamente em sua miséria. Por que são os felizes mais morosos em ouvir a voz do infeliz? Por que necessitamos da mão dos poderosos da Terra para impulsionar as missões de caridade? Por que não respondemos com mais ardor a esses apelos? Por que deixamos a miséria, assim como o prazer, macular o quadro da Humanidade?

            A caridade é a virtude fundamental sobre que há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem ela não existem as outras. Sem a caridade não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que nos guie; sem a caridade não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma caridosa; é a sua consequência decisiva.

            Quando deixardes que vosso coração se abra à súplica do primeiro infeliz que vos estender a mão; quando lhe derdes algo, sem questionar se sua miséria não é fingida ou se seu mal provém de um vício de que deu causa; quando abandonardes toda a justiça nas mãos divinas; quando deixardes o castigo das falsas misérias ao Criador; quando, por fim, praticardes a caridade unicamente pela felicidade que ela proporciona e sem inquirir de sua utilidade, então sereis os filhos amados de Deus e ele vos atrairá a si.

            A caridade é, em todos os mundos, a eterna âncora da salvação; é a mais pura emanação do próprio Criador; é a sua própria virtude, dada por ele à criatura. Como desprezar essa bondade suprema? Qual o coração, disso ciente, bastante perverso para recalcar em si e expulsar esse sentimento todo divino? Qual o filho bastante mau para se rebelar contra essa doce carícia: a caridade?" (Revista Espírita. Agosto de 1858. A caridade. Pelo  Espírito São Vicente de Paulo. Sociedade de Estudos Espíritas, sessão de 8 de junho de 1858. Allan Kardec )

            Após fazer esta comunicação, a Sociedade de Estudos Espíritas pediu outros esclarecimentos ao Espírito São Vicente de Paulo :

             Pode-se entender a caridade de duas maneiras: a esmola propriamente dita e o amor aos semelhantes. Quando dissestes que era necessário que o coração se abrisse à súplica do infeliz que nos estendesse a mão, sem questionarmos se não seria fingida a sua miséria, não quisestes falar da caridade do ponto de vista da esmola?

            Resposta. – Sim; somente nesse parágrafo.

            Dissestes que era preciso deixar à justiça de Deus a apreciação da falsa miséria. Parece-nos, entretanto, que dar sem discernimento às pessoas que não têm necessidade, ou que poderiam ganhar a vida num trabalho honesto, será estimular o vício e a preguiça. Se os preguiçosos encontrassem aberta com muita facilidade a bolsa dos outros, multiplicar-se-iam ao infinito, em prejuízo dos verdadeiros infelizes.

            Resposta. – Podeis discernir os que podem trabalhar e, então, a caridade vos obriga a fazer tudo para lhes proporcionar trabalho; entretanto, também existem falsos pobres, capazes de simular com habilidade misérias que não possuem; é para os tais que se deve deixar a Deus toda a justiça.

            Aquele que não pode dar senão um centavo, e que deve escolher entre dois infelizes que lhe pedem, não tem razão de inquirir quem, de fato, tem     mais necessidade, ou deve dar sem exame ao primeiro que aparecer?

            Resposta. – Deve dar ao que pareça sofrer mais.

            Não se deve considerar também como fazendo parte da caridade o modo por que é feita?

            Resposta. – É sobretudo na maneira de fazer a caridade que está o seu maior mérito; a bondade é sempre o indício de uma bela alma.

            Que tipo de mérito concedeis àqueles a quem chamamos de benfeitores de ocasião?

            Resposta. – Só fazem o bem pela metade. Seus benefícios não lhes aproveitam.

            A caridade é bem compreendida quando praticada exclusivamente entre pessoas que professam a mesma opinião ou pertencem a um mesmo partido?

            Resposta. – Não. É sobretudo o espírito de seita e de partido que se deve abolir, porquanto todos os homens são irmãos. É sobre essa questão que concentramos os nossos esforços. (Revista Espírita. Agosto de 1858. A caridade. Pelo  Espírito São Vicente de Paulo. Sociedade de Estudos Espíritas, sessão de 8 de junho de 1858. Questões 1, 2, 3, 4, 5 e 8. Allan Kardec)

            Segundo o Espírito Emmanuel "Tanto quanto no Cristianismo primitivo, puro e simples, a caridade para nós não possui privilégios, nem fronteiras e a fé, para manifestar-se, não precisa lugares especiais. "

            "Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, é o gênio de mil mãos, ajudando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque onde estiver o Espírito do                     Senhor, aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro." (Dicionário da alma. Caridade.  Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier )

            O campo da caridade é muito vasto; compreende duas grandes divisões que, em falta de termos especiais, podem designar-se pelas expressões caridade beneficente (caridade material ) e caridade benevolente (caridade moral ).

            Compreende-se facilmente a primeira, que é naturalmente proporcional aos recursos materiais de que se dispõe; mas a segunda está ao alcance de todos, do mais pobre como do mais rico. Se a beneficência é forçosamente limitada, nada além da vontade poderia estabelecer limites à benevolência.

            O que é preciso, então, para praticar a caridade benevolente? Amar ao próximo como a si mesmo. Ora, se se amar ao próximo tanto quanto a si, amar-se-o-á muito; agir-se-á para com outrem como se quereria que os outros agissem para conosco; não se quererá nem se fará mal a ninguém, porque não quereríamos que no-lo fizessem.

            Amar ao próximo é, pois, abjurar todo sentimento de ódio, de animosidade, de rancor, de inveja, de ciúme, de vingança, numa palavra, todo desejo e todo pensamento de prejudicar; é perdoar aos inimigos e retribuir o mal com o bem; é ser indulgente para as imperfeições de seus semelhantes e não procurar o argueiro no olho do vizinho, quando não se vê a trave no seu; é esconder ou desculpar as faltas alheias, em vez de se comprazer em as pôr em relevo, por espírito de maledicência; é ainda não se fazer valer à custa dos outros; não procurar esmagar ninguém sob o peso de sua superioridade; não desprezar ninguém pelo orgulho. Eis a verdadeira caridade benevolente, a caridade prática, sem a qual a caridade é palavra vã; é a caridade do verdadeiro espírita, como do verdadeiro cristão; aquela sem a qual aquele que diz: Fora da caridade não há salvação, pronuncia sua própria condenação, tanto neste quanto no outro mundo. (Revista Espírita. Dezembro  de 1868. Sessão Anual Comemorativa do dia dos Mortos. Allan Kardec)

            Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se.

            A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de outrem é caridade moral. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 13. Item 9. Irmã Rosália. Paris, 1860 . Allan Kardec)

            Seríamos caridosos se, fazendo bom uso dê nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.

            (...) Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.

            (...) Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.

            Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitàssemoe mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.

            Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhássemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo-o de o levar a efeito.

            Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T. V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.

            Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.

            Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássems criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranqüilidade e bom humor.

            Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estímulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.

            Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.

            Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.

            Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.

            Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.

            Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.

            Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.

            Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.

            E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.

            Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.

            Porquê?

            É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.

            Nós traímos, empregamos a violência, tratamos os outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo; via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.

            Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!

            Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidos do espírito de renúncia para praticá-la...

            Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque a caridade é o cumprimento  da Lei”. (As leis morais. Cap. 42. Rodolfo Calligaris)

            Devemos nós, os espiritistas, praticar somente a caridade espiritual, ou também a material?

            -A divisa fundamental da codificação kardequiana, formulada no “fora da caridade não há salvação”, é bastante expressiva para que nos percamos em minuciosas considerações.

            Todo serviço da caridade desinteressada é um reforço divino na obra da fraternidade humana e da redenção universal.

            Urge, contudo, que os espiritistas sinceros, esclarecidos no Evangelho, procurem compreender a feição educativa dos postulados doutrinários, reconhecendo que o trabalho imediato dos tempos modernos é o da iluminação interior do homem, melhorando-se-lhe os valores do coração e da consciência.

            Dentro desses imperativos, é lícito encarecermos a excelência dos planos educativos da evangelização, de modo a formar uma mentalidade espírita cristã, com vistas ao porvir.

            Não podemos desprezar a caridade material que faz do Espiritismo evangélico um pouso de consolação para todos os infortunados; mas não podemos esquecer que as expressões religiosas sectárias também organizaram as edificações materiais para a caridade no mundo, sem olvidar os templos, asilos, orfanatos e monumentos. Todavia, quase todas as suas obras se desvirtuaram, em vista do esquecimento da iluminação dos Espíritos encarnados.

            A Igreja Romana é um exemplo típico.

            Senhora de uma fortuna considerável e havendo construído numerosas obras tangíveis, de assistência social, sente hoje que as suas edificações são apenas de pedra, porquanto, em seus estabelecimentos suntuosos, o homem contemporâneo experimenta os mais dolorosos desenganos.

            As obras da caridade material somente alcançam a sua feição divina quando colimam a espiritualização do homem, renovando-lhe os valores íntimos, porque, reformada a criatura humana em Jesus-Cristo, teremos na Terra uma sociedade transformada, onde o lar genuinamente cristão será naturalmente o asilo de todos os que sofrem.

            Depreende-se, pois, que o serviço de cristianização sincera das consciências constitui a edificação definitiva, para a qual os espiritistas devem voltar os olhos, antes de tudo, entendendo a vastidão e a complexidade da obra educativa que lhes compete efetuar, junto de qualquer realização humana, nas lutas de cada dia, na tarefa do amor e da verdade. (O Consolador.  Questão 255. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

            O Espírito de Cárita nos esclarece dizendo : "há várias maneiras há de fazer-se a caridade, que muitos dentre vós confundem com a esmola. Diferença grande vai, no entanto, de uma para outra. A esmola, meus amigos, é algumas vezes útil, porque dá alívio aos pobres; mas é quase sempre humilhante, tanto para o que a dá, como para o que a recebe. A caridade, ao contrário, liga o benfeitor ao beneficiado e se disfarça de tantos modos! Pode-se ser caridoso, mesmo com os parentes e com os amigos, sendo uns indulgentes para com os outros, perdoando-se mutuamente as fraquezas, cuidando não ferir o amor-próprio de ninguém. Vós, espíritas, podeis sê-lo na vossa maneira de proceder para com os que não pensam como vós, induzindo os menos esclarecidos a crer, mas sem os chocar, sem investir contra as suas convicções e, sim, atraindo-os amavelmente às nossas reuniões, onde poderão ouvir-nos e onde saberemos descobrir nos seus corações a brecha para neles penetrarmos. Eis aí um dos aspectos da caridade.

            Escutai agora o que é a caridade para com os pobres, os deserdados deste mundo, mas recompensados de Deus, se aceitam sem queixumes as suas misérias, o que de vós depende. Far-me-ei compreender por um exemplo. Vejo, várias vezes, cada semana, uma reunião de senhoras, havendo-as de todas as idades. Para nós, como sabeis, são todas irmãs. Que fazem? Trabalham depressa, muito depressa; têm ágeis os dedos. Vede como trazem alegres os semblantes e como lhes batem em uníssono os corações. Mas, com que fim trabalham? É que vêem aproximar-se o inverno que será rude para os lares pobres. As formigas não puderam juntar durante o estio as provisões necessárias e a maior parte de suas utilidades está empenhada. As pobres mães se inquietam e choram, pensando nos filhinhos que, durante a estação invernosa, sentirão frio e fome! Tende paciência, infortunadas mulheres. Deus inspirou a outras mais aquinhoadas do que vós; elas se reuniram e estão confeccionando roupinhas; depois, um destes dias, quando a terra se achar coberta de neve e vós vos lamentardes, dizendo: "Deus não é justo'', que é o que vos sai dos lábios sempre que sofreis, vereis surgir a filha de uma dessas boas trabalhadoras que se constituíram obreiras dos pobres, pois que é para vós que elas trabalham assim, e os vossos lamentos se mudarão em bênçãos, dado que no coração dos infelizes o a amor acompanha de bem perto o ódio.

            Como essas trabalhadoras precisam de encorajamento, vejo chegarem-lhes de todos os lados as comunicações dos bons espíritos. Os homens que fazem parte dessa sociedade lhes trazem também seu concurso, fazendo-lhes uma dessas leituras que agradam tanto. E nós, para recompensarmos o zelo de todos e de cada um em particular, prometemos às laboriosas obreiras boa clientela, que lhes pagará à vista, em bênçãos, única moeda que tem curso no Céu, garantindo-lhes, além disso, sem receio de errar, que essa moeda não lhes faltará. " (O Evangelho segundo o espiritismo. Cap. 13. Item 14. Cárita. Lião, 1861. Allan Kardec)

            O Espírito Emmanuel nos afirma: " se possuirmos a verdadeira caridade espiritual, se trabalhamos pela nossa iluminação íntima, irradiando luz, espontaneamente, para o caminho dos nossos irmãos em luta e aprendizado, mais receberemos das fontes puras dos planos espirituais mais elevados, porque, depois de valorizarmos a oportunidade recebida, horizontes infinitos se abrirão no campo ilimitado do Universo, para as nossas almas..." (O Consolador. Questão 259. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

            A caridade não é trabalho exclusivo daquele que se encontra temporariamente detido na abastança material. É, sobretudo, amor, auxílio, doação de si mesmo. Todos podemos ajudar. ( Dicionário da alma. Caridade. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

            Do ponto de vista espírita, pode haver: esmola sem caridade, esmola com caridade e... caridade sem esmola, dependendo tudo dos sentimentos que acompanhem ou inspirem o modo de agir das criaturas.

            Antes, porém, de dar prosseguimento à tese que nos propomos desenvolver, conceituemos um e outro termo: “Esmola”, para nós, é a coisa que se dá, como, p. ex., dinheiro, comida, remédio, vestimenta, etc, enquanto “Caridade” é essencialmente amor, não amor a nós mesmos (egoísmo), mas amor ao próximo (altruísmo).

            Feita essa distinção, aliás necessária, ser-nos-à fácil demonstrar agora o que afirmamos linhas acima.

            Entre as esmolas sem caridade incluem-se as doações arrancadas contra a vontade, por injunções a que, a pesar seu, a “vítima” não pôde resistir nem esquivar-se; os auxílios dados com fins propagandísticos, seja para “fazer cartaz” em períodos preeleitorais, seja para exaltação da própria personalidade, visando a granjear fama de santo ou de benemérito; os donativos feitos com total indiferença pela sua aplicação, assim como quem atira fora a ponta de seu charuto, etc.

            A essas e outras esmolas, em que o coração não intervém, é que o apóstolo Paulo quis referir-se em sua 1ª Epístola aos Coríntios, quando disse: “mesmo que eu houvesse distribuído meus bens para alimentar os pobres, se eu não tivesse caridade, de nada me serviria.”

            As esmolas com caridade, a seu turno, compreendem uma escala progressiva de mérito, não evidentemente em função do quantum distribuído, mas sim dos estados de alma, que lhes sejam intrínsecos. Em outras palavras, isto quer dizer que a esmola será tanto mais meritória aos olhos de Deus quanto mais puro seja o seu conteúdo caritativo, isto é, quanto mais às escondidas seja feita, quanto mais delicadeza, encerre, quanto mais abnegação expresse e quanto menos vergonha cause a quem a recebe.

            No primeiro degrau situam-se os óbolos concedidos de boa vontade, quando solicitados, esperando os doadores provas de gratidão dos infelizes aos quais favoreceram.

            No segundo, as esmolas da mesma espécie, cujos autores, conquanto não contem com a gratidão imediata dos homens, têm como certo tornarem-se merecedores do paraíso por causa delas.

            No terceiro, as espontâneas, porém não na justa medida dos recursos de que disponha o esmoler.

            No quarto, as dadas com alegria e em acordo com as possibilidades de quem as dá, mas de forma que o favorecido saiba a procedência do favor recebido.

            No quinto, idem, mas já sem que o beneficiado tenha conhecimento de quem seja o seu benfeitor.

            No sexto, aquelas que se realizam em absoluto anonimato e de maneira tal que nem o dispensador de benefícios conheça individualmente seus beneficiários, nem estes possam identificar o filantropo que os ajuda.

           No sétimo, aquelas que, ao invés de simplesmente socorrer os pobres, os enfermos, enfim, os necessitados de todos os matizes, concorram para eliminar a pobreza, a enfermidade e os demais aspectos da miséria humana, ensejando novas e mais amplas oportunidades de educação e trabalho, elevando física, mental, espiritual e socialmente os pârias de todo o mundo, para que se promovam, sintam-se “gente” como nós e experimentem, cada vez mais, “a alegria de viver

            E a caridade sem esmola, em que consiste? Como pode ser praticada?

            Consiste no cultivo das virtudes cristãs, que são “filhas do Amor”, havendo para todos inúmeras formas de exercitá-la.

            Sim, do nababo ao mendigo, “ninguém há que, no pleno gozo de suas faculdades, não possa prestar um serviço qualquer, prodigalizar um consolo, minorar um sofrimento físico ou moral, fazer um esforço útil.” (Kardec)

            Podendo, como pode, o ouro amoedado, transformar-se em toda sorte de bens e utilidades de consumo é, sem dúvida, um precioso elemento de que a Caridade sói lançar mãos nas tarefas do Bem; nem sempre, entretanto, é ele o recurso mais apropriado para estancar lágrimas, curar feridas e dirimir aflições, pois males existem, e infinitos, em que as boas qualidades do coração valem mais ou operam melhor que todas as riquezas materiais. ( As leis morais.  Cap. 41. Rodolfo Calligaris)

            O Espírito Emmanuel e os Espíritos Superiores nos trazem outros esclarecimentos , respondendo as seguintes questões : Que se deve pensar da esmola? Como interpretar a esmola material?

             Segundo o Espírito  Emmanuel, "o pedido de uma providência material tem o seu sentido e a sua utilidade oportuna, como resultante da lei de equilíbrio que preside o movimento das trocas no organismo da vida.

            A esmola material, porém, é índice da ausência de espiritualização nas características sociais que a fomentam.

            Ninguém, decerto, poderá reprovar o ato de pedir e, muito menos, deixará de louvar a iniciativa de quem dá a esmola material; todavia, é oportuno considerar que, à medida que o homem se cristianiza, iluminando as suas energias interiores, mais se afasta da condição de pedinte para alcançar a condição elevada do mérito, pelas expressões sadias do seu trabalho.

            Quem se esforça, nos bastidores da consciência retilínea, dignifica-se e enriquece o quadro de seus valores individuais.

            E o cristão sincero, depois de conquistar os elementos da educação evangélica, não necessita materializar a idéia da rogativa da esmola material, compreendendo que, esperando ou sofrendo, agindo ou lutando, nos esforços da ação e do bem, há de receber, sempre, de acordo com as suas obras e de conformidade com a promessa do Cristo." (O Consolador. Questão 256. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

            De acordo com  os Espíritos Superiores  “condenando-se a pedir esmola, o homem se degrada física e moralmente: embrutece-se. Uma sociedade que se baseia na lei de Deus e na justiça deve prover à vida do fraco, sem que haja para ele humilhação. Deve assegurar a existência dos que não podem trabalhar, sem lhes deixar a vida à mercê do acaso e da boa-vontade de alguns.”(O Livro dos Espíritos. Questão 888. Allan Kardec)

            Então condenais a esmola? (Questiona Allan Kardec)

            “Não; o que merece reprovação não é a esmola, mas a maneira por que habitualmente é dada. O homem de bem, que compreende a caridade de acordo com Jesus, vai ao encontro do desgraçado, sem esperar que este lhe estenda a mão.

            A verdadeira caridade é sempre bondosa e benévola; está tanto no ato, como na maneira por que é praticado. Duplo valor tem um serviço prestado com delicadeza. Se o for com altivez, pode ser que a necessidade obrigue quem o recebe a aceitá-lo, mas o seu coração pouco se comoverá.

            Lembrai-vos também de que, aos olhos de Deus, a ostentação tira o mérito ao benefício. Disse Jesus: Ignore a vossa mão esquerda o que a direita der. Por essa forma, ele vos ensinou a não tisnardes a caridade com o orgulho.

            Deve-se distinguir a esmola, propriamente dita, da beneficência. Nem sempre o mais necessitado é o que pede. O temor de uma humilhação detém o verdadeiro pobre, que muita vez sofre sem se queixar. A esse é que o homem verdadeiramente humano sabe ir procurar, sem ostentação.

            Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei, lei divina, mediante a qual governa Deus os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.

            Não esqueçais nunca que o Espírito, qualquer que seja o grau de seu adiantamento, sua situação como encarnado, ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. Sede, pois, caridosos, praticando, não só a caridade que vos faz dar friamente o óbolo que tirais do bolso ao que vo-lo ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes com os defeitos dos vossos semelhantes. Em vez de votardes desprezo à ignorância e ao vício, instruí os ignorantes e moralizai os viciados.

            Sede brandos e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à lei de Deus.”(O Livro dos Espíritos. Questão 888-a). Allan Kardec)

            Não há homens que se vêem condenados a mendigar por culpa sua?

“Sem dúvida; mas, se uma boa educação moral lhes houvera ensinado a praticar a lei de Deus, não teriam caído nos excessos causadores da sua perdição.             Disso, sobretudo, é que depende a melhoria do vosso planeta.” ( O Livro dos Espíritos. Questão 889. Allan Kardec )

             Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?

            Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações. Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia.

            Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: "Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz." Aos velhos que vos disserem: "É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi", dizei: "Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-vos dos obreiros da última hora." As crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: "Deus vos vê, meus caros pequenos", e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens. Também isso é caridade. Dizem, outros dentre vós: "Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos." Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa. Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência.             Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. As vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso. Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.

            Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo: "Amai-vos uns aos outros."                 Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 13. Item 9. Espírito protetor. Lião,1860. Allan Kardec )

            Os espíritos nos ensinam, com efeito, que a caridade é a virtude por excelência; só ela dá a chave dos planos elevados.

            “É preciso amar os homens”, repetem após o Cristo, que resumira nessas palavras todos os mandamentos da lei moral.

            Mas, objetam, os homens não são muito amáveis.

            Muita maldade incuba-se neles e a caridade é muito difícil de se praticar com relação a eles.

            Se os julgamos dessa forma, não será porque nos agrada considerar unicamente o lado mau dos seus caracteres, seus defeitos, suas paixões, suas fraquezas, esquecendo, com muita frequência, de que nós mesmos não estamos isentos e que, se eles têm necessidade de caridade, teremos menos necessidade de indulgência?

            Todavia, o mal não reina sozinho nesse mundo. Há no homem, também, o bem, qualidades, virtudes. Há, sobretudo, sofrimentos. Se queremos ser caridosos e devemos sê-lo, em nosso próprio interesse como no interesse da ordem social, não nos prendamos, nos nossos julgamentos sobre nossos semelhantes, naquilo que pode nos levar à maledicência, à difamação, mas vejamos sobretudo no homem um companheiro de provas, um irmão de armas na luta da vida. Vejamos os males que ele suporta em todas as classes da sociedade. Quem é que não esconde uma chaga no fundo da sua alma? Quem não suporta o peso de desgostos, de amarguras? Se nos colocássemos nesse ponto de vista para considerar o próximo, nossa maledicência transformar-se-ia rapidamente em simpatia.

            Ouve-se, muitas vezes, recriminar a grosseria e as paixões brutais das classes operárias, as cobiças e as reivindicações de alguns homens do povo. Refletimos bastante nos maus exemplos que os envolveram desde a infância? As necessidades da vida, as necessidades imperiosas de cada dia lhes impõem uma tarefa rude e absorvente. Nenhum lazer, nenhum espaço de tempo para esclarecer sua inteligência.

            As doçuras do estudo, os gozos da arte lhes são desconhecidos. O que sabem sobre as leis morais, sobre seu destino, sobre o mecanismo do Universo? Poucos raios consoladores projetam-se nessas trevas. Para eles, a luta cruel contra a necessidade é de todos os instantes. O desemprego, a doença, a negra miséria os ameaçam e assediam, incessantemente. Qual o caráter que não se exasperaria em meio a tantos males?

            Para suportá-los com resignação, é preciso um verdadeiro estoicismo, uma força da alma tanto mais admirável quanto mais instintiva que racional.

            Ao invés de atirar pedras nesses desafortunados, apliquemo-nos em aliviar seus males, enxugar suas lágrimas, trabalhar com todas as nossas forças para introduzir na Terra uma partilha mais equitativa dos bens materiais e dos tesouros do pensamento. Não se sabe suficientemente o que podem fazer sobre essas almas ulceradas: uma boa palavra, um sinal de interesse, um cordial aperto de mão. Os vícios do pobre desagradam-nos e, entretanto, quanta desculpa não merece por causa de sua miséria! Mas queremos ignorar suas virtudes, que são muito mais admiráveis, por desabrocharem no lodaçal.

            Que devotamentos obscuros entre os humildes! Que lutas heroicas e tenazes contra a adversidade! Pensemos nas inumeráveis famílias que vegetam sem-apoio, sem-socorro, nas crianças privadas do necessário, em todos esses seres que tiritam de frio, no fundo de casebres úmidos e sombrios ou em mansardas desoladas. Qual é o papel da mulher do povo, da mãe de família em tais lugares, quando o inverno se abate sobre a Terra, o fogão sem-lume, a mesa sem-alimentos, sobre o leito gelado farrapos substituem o cobertor vendido ou hipotecado para se ter pão! Seu sacrifício não é de todos os instantes? Como seu pobre coração se parte diante das dores dos seus! O ocioso opulento não deveria enrubescer de expor sua riqueza em meio a tanto sofrimento? Que responsabilidade esmagadora para ele se, no meio da sua abundância, esquece aqueles a quem a necessidade oprime!

            Sem dúvida, muito lodo e coisas repugnantes se misturam às cenas da vida dos pequenos. Lamentos e blasfêmias, embriaguez e alcovitice, crianças desapiedadas e pais desalmados, todas as deformidades aí se confundem; mas sob esses exteriores repugnantes, é sempre a alma humana que sofre, a alma nossa irmã, cada vez mais digna de interesse e afeição.

            Arrancá-la da lama, esclarecê-la, fazê-la subir degrau por degrau a escada de reabilitação, que grande tarefa! Tudo se purifica no fogo da caridade. É esse fogo que abrasava o Cristo, Vicente de Paulo, todos aqueles que, no seu imenso amor pelos fracos e os decaídos, encontraram o princípio de sua abnegação sublime.

            Acontece o mesmo com aqueles que têm a faculdade de muito amar e muito sofrer. A dor é para eles como uma iniciação à arte de consolar e sustentar os outros. Eles sabem elevar-se acima de seus próprios males para ver apenas os males de seus semelhantes e buscar-lhe o remédio. Daí, os grandes exemplos dados por essas almas de elite que, no fundo de sua aflição, de sua agonia dolorosa, encontram ainda o segredo de curar os ferimentos dos vencidos da vida.

            A caridade tem outras formas que não a solicitude pelos desgraçados. A caridade material ou a beneficência, pode se aplicar a um certo número de nossos semelhantes, sob a forma de socorro, de sustentação, de encorajamentos. A caridade moral deve se estender a todos aqueles que partilham da nossa vida nesse mundo. Ela não consiste mais em esmolas, mas numa benevolência que deve envolver todos os homens, do mais virtuoso ao mais criminoso e regular nossas relações com eles. Essa caridade, todos podemos praticá-la, por mais modesta que seja nossa condição.

            A verdadeira caridade é paciente e indulgente. Não magoa, não desdenha a ninguém, é tolerante e se procura dissuadir, é com doçura, sem machucar nem atacar as ideias enraizadas.

            Entretanto, essa virtude é rara. Um certo fundo de egoísmo nos leva muito mais a observar, a criticar os defeitos do próximo, enquanto nos cegamos para com os nossos. Mesmo que haja em nós tantos defeitos, empregamos voluntariamente nossa sagacidade para fazer sobressair os defeitos dos nossos semelhantes. Por isso, não há verdadeira superioridade moral sem a caridade e a modéstia. Não temos o direito de condenar nos outros faltas a que nós mesmos estamos expostos; e, embora nossa elevação moral nos tenha libertado dessas fraquezas para sempre, não devemos esquecer de que houve um tempo em que nos debatíamos contra a paixão e o vício.

            Há poucos homens que não tenham maus hábitos a corrigir, deploráveis pendores a reformar. Lembremo-nos de que seremos julgados com a mesma medida que nos tenha servido para medir nossos semelhantes. As opiniões que temos deles são quase sempre um reflexo da nossa própria natureza.

            Sejamos mais prontos em desculpar do que em censurar.

            Nada é mais funesto para o futuro da alma do que as más intenções, do que essa maledicência incessante que alimenta a maior parte das conversas. O eco das nossas palavras repercutem na vida futura, a atmosfera dos nossos pensamentos malévolos forma como uma espessa nuvem que envolve e entenebrece o espírito. Abstenhamo-nos dessas críticas, dessas apreciações malignas, dessas palavras escarnecedoras que envenenam o futuro. Fujamos da maledicência como de uma peste; retenhamos nos lábios qualquer intenção amarga pronta para escapar. Nossa felicidade tem esse preço. ( Depois da morte. Cap. 47. León Denis)

 

Bibliografia:

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 15 - Item 7; Cap. 13- Itens 9, 11, 14. Allan Kardec.

- O Livro dos Espíritos. Questão 886, 888, 888 - a ) e 889. Allan Kardec .

- Revista Espírita. Agosto de 1858. A caridade. Pelo  Espírito São Vicente de Paulo. Sociedade de Estudos Espíritas, sessão de 8 de junho de 1858. Allan Kardec .

- Revista Espírita. Dezembro  de 1868. Sessão Anual Comemorativa do dia dos Mortos. Allan Kardec .

- Revista Espírita. Outubro de 1869. A caridade.  Bernard.Allan Kardec.

- Dicionário da alma. Caridade. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier .

- As leis morais. Cap. 41 e 42. Rodolfo Calligaris .

-  O Consolador. Questões 255, 256 e 259. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier .

- Depois da morte. Cap. 47. León Denis .

-  Site: http://michaelis.uol.com.br/busca?id=NoVD. Data da consulta :10-02-18.