Aula 11 - Pluralidade dos mundos

Ciclo 1 - História: A Tartaruguinha verde -  Atividade: ESE- Cap.3- 1-Diferentes estados da alma na erraticidade. Obs.: Ao invés de desenhar os planetas, poderá recortá-los da dinâmica e colar na atividade.

Ciclo 2 - História: O Universo -  Atividade: LE - L1 - Cap.3- 5- Pluralidade dos Mundos e/ou ESE- Cap.3-2- Diferentes categorias de mundos habitados.

Ciclo 3 - História: O Peixinho Vermelho -  Atividade: ESE- Cap.3-4- Mundos superiores e mundos inferiores.

 

Dinâmica: Pluralidade dos Mundos.

Mensagens Espíritas: Pluralidade dos Mundos

Sugestão de vídeos: - Música Espírta - Pluralidade dos mundos habitados (Dica: pesquise no Youtube)

- História: Chico Estrela e Zé foguetinho . Obs.: Nem todos os Espíritos exilados retornaram para Capela - Ver Aula 12.  (Dica: pesquise no Youtube).

Sugestão de livros infantis: - O peixinho vermelho. Willian Luz. Editora Elevação

- Vermelhinho: o peixinho. Rita Foelker. Editora EME.

 

Leitura da Bíblia: João - Capítulo 14


14.1   Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.


14.2   Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.


14.3   E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.


14.4   E vós sabeis o caminho para onde eu vou.


 

Tópicos a serem abordados:

- Os Espíritos nos ensinam que todos os mundos são habitados por seres corporais apropriados à constituição física de cada globo. Mesmo que a Ciência terrestre não tenha comprovado a existência de vida em outros planetas, nada prova que não possam existir seres vivos com corpos apropriados a outros locais, diferentes ao Planeta Terra. 

- Existem mundos espirituais e materiais. Jesus disse: '' Há muitas moradas na casa de meu Pai''. A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas (habitações) são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes a sua evolução.

- Os mundos são diferentes uns dos outros, segundo o seu aspecto físico e moral dos habitantes que neles vivem.  Há mundos inferiores ao planeta Terra, física e moralmente; outros, da mesma condição que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores em todos os aspectos.

- Ao mesmo tempo em que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam evoluem materialmente.

-  Os mundos são classificados conforme o seu grau de evolução, portanto podem ser divididos em 5 tipos: 

- Mundos primitivos: destinados as primeiras encarnações da alma humana; Sua existência é toda material; Não possuem sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto. A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. O Planeta Terra já foi um planeta primitivo.

- Mundos de expiações e provas: Onde o mal domina sobre o bem; grande número dos seus habitantes são inteligentes, mas possuem ainda muitos vícios (tais como: o orgulho, egoísmo, a inveja, o ódio, a revolta etc...), isto mostra a sua imperfeição moral. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive o homem com tanto sofrimento.

- Mundos de regeneração –  Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma sofredora encontra neles a calma e o repouso. Ainda estão sujeitos as leis da matéria. Todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo suas leis. Ainda não existe a felicidade perfeita. O homem ainda é de carne, e por isso sujeito aos sofrimentos materiais. Ainda tem que suportar provas, porém sem as duras angústias das expiações. Neste mundo, o homem ainda pode cair na tentação do mal e poderá retornar para um mundo de provas e expiações se permanecer nos vícios.

 - Mundos felizes: Onde o bem domina. Não estão sujeitos às doenças. A leveza do corpo permite locomoção rápida e fácil, em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza pela superfície, sem qualquer outro esforço além da vontade. A infância é curta e quase nula, a vida é muito mais longa do que na Terra. Os seres vivos não tem mais necessidade de se destruírem para se alimentar. Não há senhores, nem escravos. Os Espíritos que lá vivem não possuem vícios, tais como o ódio, o ciúmes, a inveja etc.; pois uns ajudam os outros. Possuem bens, em maior ou menor quantidade, conforme os tenham adquirido, mais ou menos por meio da inteligência. Ninguém sofre, por lhe faltar o necessário, uma vez que ninguém se acha em expiação. Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe (1).

- Mundos divinos: Onde reina exclusivamente o bem; habitação de espíritos puros, que já atingiram perfeição. Não sofrem provas e nem expiações. Não precisam reencarnar mais e não ficam presos a determinado local, podem percorrer o espaço e outros mundos. São os mensageiros  de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento e nas suas aflições. Possuem uma felicidade suprema.

- Segundo os Espíritos, o planeta Marte seria ainda menos adiantado que a Terra . A Terra viria em seguida; Mercúrio e Saturno vêm depois da Terra. A superioridade numérica dos Espíritos bons dá-lhes preponderância sobre os Espíritos inferiores, do que resulta uma ordem social mais perfeita, relações menos egoístas e, consequentemente, condições de existência mais felizes. A Lua e Vênus encontram-se mais ou menos no mesmo grau e, sob todos os aspectos, mais adiantados que Mercúrio e Saturno.  Urano seria ainda superior a estes últimos. E Júpiter seria o mais avançado de todos os planetas, um mundo feliz.

- O Sol não seria mundo habitado por seres corpóreos, mas simplesmente um lugar de reunião dos Espíritos superiores, os quais de lá irradiam seus pensamentos para os outros mundos, que eles dirigem por intermédio de Espíritos menos elevados, transmitindo-os a estes por meio do fluido universal.

- Para alcançar a perfeição, o destino final de toda a humanidade, o Espírito não precisará passar por todos os mundos existentes no Universo, pois alguns possuem o mesmo grau de adiantamento e, portanto, nenhuma coisa nova aprenderia o Espírito.  

Comentário (1): E.S.E. Cap. 3. Item 9. A.K.

 

Perguntas para fixação:

1. Todos os planetas são habitados por seres vivos?

2. O que é a casa de nosso Pai, ou seja de Deus, segundo Jesus?

3. O que são as diversas moradas, segundo Jesus?

4.  Todos os planetas são fisicamente iguais?

5.  Quantos tipos de mundos existem, segundo a classificação dos Espíritos? Quais são eles?

6. Que tipo de mundo é considerado o Planeta Terra?

7. Em quais mundos costumam viver as primeiras encarnações da alma humana?

8. Qual é o nome do planeta mais evoluído do nosso sistema solar?

9. Qual é o nome dado aos mundos, onde vivem os Espíritos perfeitos?

 

Subsídio para o Evangelizador:

            Quem ainda não se perguntou, considerando a Lua e os outros astros, se esses globos são habitados?

            Parece, dizem, que a Lua não tem atmosfera e, provavelmente, não tem água. Em Mercúrio, tendo em vista a sua proximidade do Sol, a temperatura média deve ser a do chumbo fundido, de sorte que, se ali houver este metal, deve correr como a água dos nossos rios. Em Saturno dá-se exatamente o oposto; não temos um termo de comparação para o frio que lá deve reinar. (...) Em tais condições, pergunta-se se seria possível viver.

            (...) Se a atmosfera da Lua não foi percebida, será racional inferir que não exista? Não poderá ser formada de elementos desconhecidos ou bastante rarefeitos para não produzirem refração sensível?

            (...) Por que, então, não admitir que os seres possam ser constituídos de maneira a viver em outros globos e em um meio totalmente diferente do nosso? Seguramente, sem conhecer a constituição física da Lua, dela sabemos o bastante para estarmos certos de que, tais quais somos, ali não poderíamos viver, como não o podemos no seio do oceano, na companhia dos peixes. Pela mesma razão, se os habitantes da Lua, constituídos para viver sem ar ou num ar muito rarefeito, talvez completamente diverso do nosso, pudessem um dia vir à Terra, seriam asfixiados em nossa espessa atmosfera, como ocorre conosco quando caímos na água. Ainda uma vez, se não temos a prova material e de visu da presença de seres vivos em outros mundos, nada prova que não possam existir organismos apropriados a um meio ou a um clima qualquer. Ao contrário, diz-nos o simples bom-senso que deve ser assim, uma vez que repugna à razão acreditar que esses inumeráveis globos que circulam no espaço não passem de massas inertes e improdutivas. (Vide: O que é o Espiritismo. Capítulo terceiro. Questão 106. Allan Kardec)

            (...) Os Espíritos nos ensinam que todos esses mundos são habitados por seres corporais apropriados à constituição física de cada globo; que, entre os habitantes desses mundos, uns são mais, outros menos adiantados que nós, do ponto de vista intelectual, moral e mesmo físico. Ainda mais: sabemos hoje que podemos entrar em relação com eles e obter informações sobre o seu estado; sabemos, igualmente, que não apenas são habitados todos os globos por seres corpóreos, mas que o espaço é povoado de seres inteligentes, a nós invisíveis por causa do véu material lançado sobre nossa alma e que revelam sua existência por meios ocultos ou patentes. Assim, tudo é povoado no Universo, a vida e a inteligência estão por toda parte: nos globos sólidos, no ar, nas entranhas da Terra, e até nas profundezas etéreas (Revista Espírita. Março de 1858. Pluralidade dos Mundos. Allan Kardec).

            Em entrevista no programa pinga-fogo de 1971 na TV -Tupi, Saulo Gomes pergunta a Chico Xavier:

            Pergunta: Nossa humanidade assiste neste momento a mais um lance dramático da corrida espacial. A “Apolo 15” se encaminha para a Lua. Acreditam os mestres espirituais de Chico Xavier, ainda em nossa atual civilização, o homem poderá entrar em contato com civilizações de outros planetas?

            Resposta: "(...) Se não entrarmos numa guerra de extermínio nos próximos 50 anos, então nós podemos esperar realizações extraordinárias da ciência humana partindo da Lua. (...) Porque se não entrarmos, por exemplo, num conflito de proporções imensas, então na Lua é possível que o homem construa as cidades de vidro, as cidades-estufas, onde cientistas possam estabelecer pontos de apoio para observação da nossa Galáxia. Essas cidades não são sonhos da Ciência, essas cidades, naturalmente com muito sacrifício da humanidade terrestre, podem ser feitas e provavelmente vamos dizer — vai se obter azoto e oxigênio e usinas de alumínio e formações de vidro e matéria plástica na própria Lua para a construção desses redutos, produtos da ciência terrestre e provavelmente a água fornecida pelo próprio solo lunar. (...) Então, teremos, quem sabe, a possibilidade de entrar em contato com outras comunidades da nossa Galáxia. Então vamos, definitivamente, encerrar o período bélico na evolução dos povos terrestres, porque nós vamos compreender que fazemos parte de uma só família universal, que não somos o único mundo criado por Deus. O próprio Jesus a quem reverenciamos como Nosso Senhor e mestre, disse: “Há muitas moradas na casa de meu pai.” Portanto, nós precisamos prestigiar a paz dos povos, a tranquilidade de todos com o respeito de todos, com a veneração máxima pela Ciência para que nós possamos auferir esses benefícios num futuro talvez mais próximo do que remoto, se nós fizermos por merecer. (Pinga-Fogo. Chico Xavier/ Emmanuel)

            Jesus disse: '' Há muitas moradas na casa de meu Pai''. A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.

            Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticidade. Conforme se ache este mais ou menos depurado e desprendido dos laços materiais, variarão ao infinito o meio em que ele se encontre, o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que tenha. Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos.

            Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.

            Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal, predominando um ou outro, segundo o grau de adiantamento da maioria dos que os habitam. Embora se não possa fazer, dos diversos mundos, uma classificação absoluta, pode-se contudo, em virtude do estado em que se acham e da destinação que trazem, tomando por base os matizes mais salientes, dividi-los, de modo geral, como segue: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias.

            Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer ideia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe. Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam. Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos  não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto. A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona; no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo.

            Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.

            Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados.

            Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se. Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita eqüidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.

            Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação.

            Mas, ah! nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.  ( O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 3. Itens 2, 3, 4, 8, 13, 14,17, 18. Allan Kardec).

            Segundo os Espíritos, o planeta Marte seria ainda menos adiantado que a Terra . Os Espíritos ali encarnados parecem pertencer quase que exclusivamente à nona classe, a dos Espíritos impuros, de sorte que o primeiro quadro, que demos acima, seria a imagem desse mundo. Vários outros pequenos globos estão, com alguns matizes, na mesma categoria. A Terra viria em seguida; a maioria de seus habitantes pertence incontestavelmente a todas as classes da terceira ordem, e uma parte bem menor às últimas classes da segunda ordem. Os Espíritos superiores, os da segunda e da terceira classes, aqui cumprem, algumas vezes, missões de civilização e de progresso, mas constituem exceções. Mercúrio e Saturno vêm depois da Terra. A superioridade numérica dos Espíritos bons dá-lhes preponderância sobre os Espíritos inferiores, do que resulta uma ordem social mais perfeita, relações menos egoístas e, consequentemente, condições de existência mais felizes. A Lua e Vênus encontram-se mais ou menos no mesmo grau e, sob todos os aspectos, mais adiantados que Mercúrio e Saturno. Juno  e Urano seriam ainda superiores a estes últimos. Pode supor-se que os elementos morais desses dois planetas são formados das primeiras classes da terceira ordem e, em sua grande maioria, de Espíritos da segunda ordem. Os homens são ali infinitamente mais felizes que na Terra, em razão de não terem de sustentar as mesmas lutas, nem sofrer as mesmas tribulações, assim como não se acham expostos às mesmas vicissitudes físicas e morais. (Revista Espírita. Março de 1858. Júpiter e alguns outros mundos.  Allan Kardec).

            O Sol não seria mundo habitado por seres corpóreos, mas simplesmente um lugar de reunião dos Espíritos superiores, os quais de lá irradiam seus pensamentos para os outros mundos, que eles dirigem por intermédio de Espíritos menos elevados, transmitindo-os a estes por meio do fluido universal. (O Livro dos Espíritos. Observação da questão 188. Allan Kardec).

            De todos os planetas, o mais adiantado sob todos os aspectos é Júpiter (1). É o reino exclusivo do bem e da justiça, porquanto só tem Espíritos bons. Pode fazer-se uma ideia do estado feliz de seus habitantes pelo quadro que demos de um mundo habitado apenas por Espíritos da segunda ordem.

            A superioridade de Júpiter não está somente no estado moral de seus habitantes; está também na sua constituição física.

            A conformação do corpo é mais ou menos a mesma daqui, porém é menos material, menos denso e de uma maior leveza específica. Enquanto rastejamos penosamente na Terra, o habitante de Júpiter transporta-se de um a outro lugar, deslizando sobre a superfície do solo, quase sem fadiga, como o pássaro no ar ou o peixe na água. Sendo mais depurada a matéria de que é formado o corpo, dispersa-se após a morte sem ser submetida à decomposição pútrida. Ali não se conhece a maioria das moléstias que nos afligem, sobretudo as que se originam dos excessos de todo gênero e da devastação das paixões. A alimentação está em relação com essa organização etérea; não seria suficientemente substancial para os nossos estômagos grosseiros, sendo a nossa por demais pesada para eles; compõe-se de frutos e plantas; de alguma sorte, aliás, a maior parte eles a haurem no meio ambiente, cujas emanações nutritivas aspiram. A duração da vida é, proporcionalmente, muito maior que na Terra; a média equivale a cerca de cinco dos nossos séculos; o desenvolvimento é também muito mais rápido e a infância dura apenas alguns de nossos meses.  (Revista Espírita. Março de 1858. Júpiter e alguns outros mundos.  Allan Kardec).

            Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos?    

            É fora de dúvida que têm corpos, porque o Espírito precisa estar revestido de matéria para atuar sobre a matéria. Esse envoltório, porém, é mais ou menos material, conforme o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. É isso o que assinala a diferença entre os mundos que temos de percorrer, porquanto muitas moradas há na casa de nosso Pai, sendo, conseguintemente, de muitos graus essas moradas. Alguns o sabem e desse fato têm consciência na Terra; com outros, no entanto, o mesmo não se dá.” O Livro dos Espíritos. Questão 181. Allan Kardec).

            Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por envoltório o perispírito?

            Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros. (O Livro dos Espíritos. Questão 186. Allan Kardec).

            Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.

            Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade, porém, não é a ociosidade monótona,a transcorrer em perpétua contemplação. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento e lhes designam as suas missões. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservem distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins. ( O Livro dos Espíritos. Item 113. Allan Kardec).            

               Os Espíritos puros habitam mundos especiais, ou se acham no espaço universal, sem estarem mais ligados a um mundo do que a outros?

                Habitam certos mundos, mas não lhes ficam presos, como os homens à Terra; podem, melhor do que os outros, estar em toda parte. ( O Livro dos Espíritos. Questão 188. Allan Kardec).            

            Para chegar à perfeição e à suprema felicidade, destino final de todos os homens, tem o Espírito que passar pela fieira de todos os mundos existentes no Universo?

            Não, porquanto muitos são os mundos correspondentes a cada grau da respectiva escala e o Espírito, saindo de um deles, nenhuma coisa nova aprenderia nos outros do mesmo grau.(O Livro dos Espíritos. Item 177. Allan Kardec).    

 

Observação (1): Júpiter é um mundo feliz; mas pensais que, dentre

todos somente ele seja favorecido por Deus? São tão numerosos quanto os grãos de areia do oceano. (Revista Espírita. Dezembro 1858. A Bela Cordeira. Allan Kardec).

 

Bibliografia: 

- Revista Espírita. Março de 1858. Pluralidade dos Mundos. Júpiter e alguns outros mundos. Allan Kardec.

- Revista Espírita. Dezembro 1858. A Bela Cordeira. Allan Kardec.

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 3. Itens 2, 3, 4, 8, 13, 14,17, 18. Allan Kardec.

- O Livro dos Espíritos. Item 113. Questões 177, 181, 186 e 188. Allan Kardec.

- O que é o Espiritismo. Capítulo terceiro. Questão 106. Allan Kardec.

- Pinga-fogo. Chico Xavier/ Emmanuel.