Aula 109 - Parábola das dez virgens*

Ciclo 2 - História: A parábola das dez virgens - Atividade: PH - Jesus - 70 - Parábola das dez virgens.

Ciclo 3 - História: A parábola das dez virgens - Atividade: PH - Jesus - 71 - Parábola das dez virgens.

 

Dinâmicas: Parábola das dez virgens; Sejamos prudentes.

Sugestão de vídeo:

- História: A parábola das dez virgens   (Dica: pesquise no Youtube).

 

Leitura da Bíblia : Mateus - Capítulo 25


25.1 Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.


25.2   Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes.


25.3   As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo;


25.4   no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas.


25.5   E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram.


25.6   Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro!


25.7   Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas.


25.8   E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando.


25.9   Mas as prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o.


25.10   E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta.


25.11   Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta!


25.12   Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço.


25.13   Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.


 

 

Tópicos a serem abordados :

- Esta parábola é um convite do nosso Divino Mestre para que sejamos vigilantes, isto é, cuidadosos. Devemos estar sempre dispostos para o cumprimento do nosso dever. Devemos estar sempre prontos para responder à chamada de Jesus para qualquer serviço, pequenino que seja, na Seara do Evangelho. Devemos estar preparados para a hora desconhecida em que Ele nos chamar desta vida presente para a vida espiritual. É preciso estar sempre atentos, trabalhando e vigiando, para quando chegar a época da regeneração do planeta Terra.  

- A parábola das dez virgens (1) se refere a um casamento. Naquela época a cerimônia religiosa era realizada na casa da noiva, geralmente no período da noite. E depois  um grande número de convidados se dirigia para a casa do noivo, onde era realizada a festa. As dez moças esperavam para se juntar aos convidados, a fim de participar da festa. Todos deveriam carregar lâmpadas de azeite ou tochas acesas, porque as ruas eram escuras. Mas devido a demora do noivo, cinco delas ficaram sem azeite para suas lâmpadas.

- Para compreender esta parábola, é preciso saber interpretá-la. As dez moças virgens simbolizam aquelas criaturas que procuram resguardar-se das corrupções do mundo. Entetanto, nem todas são cuidadosas. Existem as virgens insensatas ( desprovidas de juízo e conhecimento espiritual) e as prudentes (preparadas para as dificuldades).  As cinco virgens insensatas representam as que se preocupam apenas em fugir ao pecado.  Já as virgens prudentes retratam as que,  além das precauções  que tomam para se manterem incorruptíveis, cuidam também de prover-se do azeite, isto é, das virtudes que devemos cultivar (tais como: a humildade, a bondade, a tolerância, a fé, a caridade, o amor à Deus e ao próximo , etc.).

-Quando foram ao encontro do noivo , as virgens prudentes muniram-se de quantidade suficiente de azeite para acender as lâmpadas. Ou seja, elas levaram quantidade suficiente do combustível do amor ,  que lhes dará inúmeras possibilidades  de integrarem-se na comunidade dos Espíritos bons, que habitam as elevadas esferas da Espiritualidade sublimada, quando tiverem vencido as etapas de provações impostas pelas leis eternas do Pai, indispensáveis para a nossa evolução .  Já as virgens insensatas, não poderão entrar lá, pois não tiveram o cuidado de levar azeite suficiente e quando foram comprá-lo já era tarde demais. Certamente, agiram deste modo, porque elas  não quiseram ter o trabalho de cumprir os seus deveres e levar o peso de tanta responsabilidade.

-   A recusa das virgens prudentes em darem do seu azeite às virgens insensatas , significa claramente que as virtudes são intransferíveis , devendo cada qual cultivá-las com seus próprios esforços.  Cada um de nós deve se esforçar para conseguir o próprio azeite para sua lâmpada, isto é, cada um deve cuidar de aperfeiçoar e iluminar seu próprio coração pois, não podemos chegar ao Divino Mestre pelos merecimentos dos outros.

- Não basta dizer: Senhor! Senhor! Não basta proferir preces, nem pronunciar orações mais ou menos emocionantes para a porta da felicidade nos seja aberta, é preciso, primeiro que tudo, “abastecer as lâmpadas e os vasos” com conhecimentos que  aumentem a nossa fé.  O mandamento não é só: amai-vos, é também: instrui-vos. A instrução espiritual é indispensável, assim como o é a instrução intelectual na vida social. A sabedoria é o óleo sagrado da instrução. Sem ela não há caminho para o Reino dos Céus, nem entrada para a “Casa de Deus”.

- Os que vendem o azeite para encher as lâmpadas vazias são os bons Espíritos. Eles oferecem ajuda, através dos seus conselhos, para que possamos progredir. O noivo, tão esperado pelas virgens,  é  Jesus. Ele é o esposo da Humanidade. É ao encontro dEle que teremos de caminhar, iluminando a nossa própria alma com os bens espirituais. A chegada do esposo simboliza a era de paz e de felicidade, que reinará no futuro com a transformação da Terra que, de um mundo de expiações e de provas, se tornará um planeta de regeneração.

- Devemos cuidar da iluminação de nossa alma enquanto é tempo. Não procedamos como as virgens sem juizo, que deixaram a compra do azeite para última hora. Por não serem cuidadosas, perderam o direito de entrada à festa do casamento. Se não cuidarmos também, com antecedência, do aperfeiçoamento de nosso Espírito, retardaremos o nosso ingresso às Moradas Luminosas de paz, de felicidade e de cooperação com Deus.

Comentário (1): A parábola das dez virgens também é conhecida por parábola das dez moças nos livros infantis.

 

Perguntas para fixação :

1. Por que devemos estar sempre preparados ?

2. Onde os judeus costumavam realizar a festa de casamento?

3. As virgens insensatas representam quais tipos de pessoas?

4. Quais são as características das virgens prudentes ?

5. Na parábola, o que representa o azeite?

6. As virgens estavam indo ao encontro de quem?

7. O que representa a chegada do noivo?

8. Por que as virgens prudentes recusaram dar azeite para as outras?

9. Quem são os vendedores  de azeite?

10. O que é preciso fazer para entrarmos no Reino dos Céus?

 

Subsídio para o Evangelizador :

            Esta magnífica parábola, emanada dos lábios de Jesus, objetiva concitar-nos à prática de obras boas e dignas, que venham a ajudar-nos quando, no limiar do túmulo, tivermos de defrontar-nos com os problemas inerentes ao processo de enquadramemo das nossas almas nos múltiplos planos espirituais, que formam as imensas moradas dos Espíritos.

            Milhões de criaturas passam pela Terra completamente despreocupadas no tocante à necessidade de acumular um tesouro no céu, preferindo perderem-se nos labirintos do orgulho, do ódio, da avareza e do egoísmo. Outros tantos milhões enveredaram pelo caminho do crime e dos vícios. Outros ainda não conseguem edificar qualquer coisa de útil no aprendizado comum - não praticando o mal, mas também deixando de fazer qualquer bem. (Maravilhosas parábolas de Jesus. Paulo Alves Godoy )

            Segundo Emídio Brasileiro, "a  parábola representa o processo evolutivo do espírito rumo a sua perfeição intelecto-moral.O sentido de virgindade está na ignorância e na simplicidade com que Deus cria os espíritos para marcha do progresso. O noivo é o prêmio da perfeição alcançado depois de inúmeras jornadas evolutivas. A lâmpada representa a consciência e o azeite representa o cumprimento dos deveres morais e materiais". (https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Parábola_das_Dez_Virgens)

            As dez virgens, nesta parábola, simbolizam aquelas criaturas que procuram resguardar-se das corrupções do mundo.

            Mas, há virgens e virgens.

            As cinco néscias representam os que se preocupam apenas em fugir ao pecado. Passam a vida impondo-se severa disciplina, evitando tudo aquilo que os possa macular, certos de que isto seja o bastante para assegurar-lhes um lugarzinho no reino de Deus. Esquecem-se, todavia, de que a pureza sem o complemento da bondade é qual uma candeia mal provida, que, no meio da noite, não dá mais luz, deixando seus portadores mergulhados na mais densa escuridão.

            Já as virgens prudentes retratam os que, além dos cuidados que tomam para se manterem incorruptíveis, tratam também de prover-se do azeite, isto é, das virtudes ativas, que se manifestam em boas obras em favor do próximo. E, com a posse do precioso combustível, que se converte em luz, garantem a iluminação de seus passos no caminho que os há-de conduzir à realização espiritual, à união com o Cristo. (Parábolas evangélicas.  Cap. 11. Rodolfo Calligaris )

            Segundo  Paulo Godoy "as virgens prudentes da parábola simbolizam aqueles que se compenetram da seriedade da vida terrena, guardando os ensinamentos evangélicos em seus corações e pautando seus atos pela mais irrestrita moral adornando-os com a prática de atos virtuosos e nobilitantes.

            Eles levam quantidade suficiente do combustível do amor, o que lhes dará possibilidades infindas de integrarem-se na comunidade dos Espíritos bons, que habitam as elevadas esferas da Espiritualidade sublimada, quando tiverem vencido as etapas de provações impostas pelas leis eternas do Pai, provações essas indispensáveis para que possamos nos tornar seres sábios, prudentes e bons, virtudes que caracterizam as almas eleitas que já atingiram o Mundo Maior.

            (...) As virgens insensatas não tiveram o cuidado de levar azeite suficiente para a longa  noite e as virgens prudentes, além do combustível do candeeiro, levaram uma reserva. Certamente é cômodo não ter o trabalho de levar o peso de tanta responsabiliidade. A vida humana é bem fácil sem as amarras do dever e sem a necessidade da observância do respeito aos direitos alheios.

            As virgens prudentes, pelo contrário, muniram-se do combustível suficiente para longa ocorrência, pois o Senhor nos afirmou que ninguém sabe quando é chegada a hora. A desencarnação chega inopinadamente e por isso é imprescindível que nos precavemos contra os imprevistos da hora fatal, acumulando suficientes dotes de virtude - necessários para nos facultar acesso aos planos mais espiritualizados e não termos de nos determos em umbrais, onde o sofrimento é o instrumento de reabilitação.

            Deus cria os Espíritos simples e ignorantes, dando a todos as mesmas possibilidades de progresso. Virgens da prática de atos maus, essas criaturas jamais poderão alegar que o Pai cumulou, um mais do que outro, de privilégios ou dons excepcionais. Colocados, entretanto, no roteiro comum da evolução, esses Espíritos escolhem a senda que melhor lhes aprouver: enquanto uns fazem reservas de boas obras, aureolando-se de virtudes edificantes, outros preferem enveredar pelos caminhos obscuros que conduzem à falência e às penosas lutas expiatórias. "(Maravilhosas parábolas de Jesus. Paulo Alves Godoy )

            Esta interessante parábola deixa ver bem claro que o Reino dos Céus não é um pandemônio de sábios e ignorantes, não é um ambiente onde tenham a mesma cotação os prudentes e os tolos.

            A instrução espiritual é indispensável, assim como o é a instrução intelectual na vida social.

            Os que passam a vida ociosamente, dela sugando o que tem de bom a lhes oferecer para a satisfação de deleites, os néscios, que julgam obter o Reino de Deus, sem estudo, sem esforço, sem trabalho, finalmente aqueles que não fazem provisão de conhecimentos que es aumentem a fé, estão sujeitos a verem apagadas as suas candeias, e a perderem a entrada às bodas quando se virem forçados, de um momento para outro, a fazer aquisição de óleo, que representa os conhecimentos que fazem combustão em nossas almas, acendendo em nosso coração a lâmpada sagrada da Fé.

            A fé sem conhecimento pode ser comparada a uma candeia mal provida que à meia noite não dá mais luz.

            Assim é a fé dogmática, misteriosa, abstrata: na ocasião das provações, das dores, dos sofrimentos, nessa metade da noite por que todos passam, essa fé é semelhante ao morrão que fumega, da torcida que já sugou a última gota de óleo.

            A prudência, ao contrário, manda ao homem que seja precavido, que abasteça abundantemente não só a sua candeia, mas também a maior vasilha que puder transportar, com o combustível que se converte em luz para lhe iluminar os passos, o caminho, a estrada por onde tem de seguir, e que assim possa, envolto em claridade, afrontar as trevas da noite inteira e ainda lhe sobre luz para com ela saudar os primeiros raios do Sol nascente.

            A prudência manda ao homem que estude, pesquise, examine, raciocine e compreenda. As virgens, tanto as da primeira condição, como as da segunda, representam a incorruptibilidade, representam todos aqueles que se conservam isentos da corrupção do mundo.

            Mas não é bastante resguardar-se da corrupção para se aproximar do Grande Modelo: Jesus, o Cristo.

            Assim como sem a candeia bem abastecida de combustível as virgens néscias não puderam ir ao encontro do noivo e entrar com ele nas bodas, assim também sem uma luz que bem esclareça e ainda uma provisão de combustível que faça luz, ninguém pode ir ao encontro do Cristo e penetrar nos umbrais da aliança espiritual, para tomar parte nas bodas, cantando hosanas ao santo nome de Deus.

            A necedade é um entrave que paralisa o espírito, arrojando-o depois na mais densa escuridão.

            Não é bastante a virgindade espiritual para a entrada criatura humana no Reino de Deus, mas é preciso que a mesma seja ligada ao conhecimento, a todo o conhecimento que nos foi dado por Jesus Cristo, nosso Mestre e Irmão Maior.

            Não pode haver no Céu um misto de ignorância e de santidade. Toda a santidade é cheia de sabedoria, porque é da sabedoria aliada à santidade que vem a verdadeira Fé e a conseqüente prática das boas obras.

            As virgens néscias, por não terem azeite, não encontraram e nem puderam receber o noivo, assim como não tomaram parte nas bodas, porque suas lâmpadas se apagaram à chegada do noivo.

            As virgens prudentes, ao contrário, acompanharam o noivo e com ele entraram nas bodas, porque tinham as suas lâmpadas bem acesas.

            A Religião não é crença abstrata. É um conjunto maravilhoso de fatos, de ensinamentos, que se unem, se completam, se harmonizam concretamente.

            Só os néscios não a compreendem, porque não abastecem as lâmpadas que lhes iluminariam esse Reino da Verdade, onde as bodas eternas felicitam os espíritos trabalhadores, humildes e prudentes.

            A necedade, é a antítese da prudência; esta não pode existir onde impera aquela.

            Necedade, ignorância, falta de tino, são os maiores entraves à elevação do Espírito para Deus.

            A prudência é cheia de sabedoria, de circunspecção, de consideração e de serenidade de espírito. A prudência não obra desordenadamente, mas se afirma pela temperança, pela sensatez e pela discrição.

            O inverso se dá com a necedade. Envolta em trevas, debatendo-se em plena escuridade, não mede as responsabilidades, não prevê conseqüências, não arrazoa os atos que pratica.

            Esta parábola, como dissemos, ensina aos que aspiram o Reino dos Céus, a necessidade da instrução, do cultivo do espírito, do exercício da inteligência e da razão, para a obtenção do conhecimento supremo, que nos guindará à eterna felicidade.

            Não basta dizer: Senhor! Senhor! Não basta proferir preces, nem pronunciar orações mais ou menos emocionantes para a porta da felicidade nos seja aberta, preciso, primeiro que tudo, “abastecer as lâmpadas e os vasos”. O mandamento não é só: amai-vos, é também: instrui-vos.

            A sabedoria é o óleo sagrado da instrução. Sem ela não há caminho para o Reino dos Céus, nem entrada para a “Casa de Deus”.

            Sendo nossa estadia na Terra um meio de instrução, seremos néscios se descurarmos desse dever para nos entregarmos a labores ou diversões fúteis que nenhum progresso espiritual nos podem proporcionar.

            As cinco “virgens prudentes” simbolizam os que lêem, estudam, experimentam, investigam, raciocinam, e, procurando compreender a vida, trabalhando pelo seu próprio aperfeiçoamento.

            As cinco “virgens néscia” são o símbolo daqueles que sabem tudo o que se passou, menos o que precisam saber: não estudam, enfastiam-se quando se lhes fala de assuntos espirituais; chegam mesmo a dizer que, enquanto estão nesta vida, dela tratarão, reservando o seu trabalho de Espírito para quando se passarem para o Outro Mundo.

            Geralmente, são estes que, nos momentos angustiosos, ou quando a “morte” lhes bate à porta, revestem-se de uma “fé” toda fictícia e exclamam: Senhor! Senhor! E como não podem obter o “óleo” de que fala a parábola, pensam poder adquiri-lo com os mercadores, mas ao voltarem encontram “fechada a porta” e ouvem a voz de dentro que lhes diz: “Em verdade, não vos conheço”!( Parábolas e Ensinos de Jesus. Parábola das virgens prudentes e das néscias . Cairbar Schutel )

            Recusando-se as virgens prudentes a darem do seu azeite, significa que cada um de nós deve aparelhar-se com as virtudes evangélicas, porque não as podemos pedir aos outros, pois é preciso que nós nos esforcemos para que elas floresçam em nossos corações. É necessário, portanto, vigiar e trabalhar sem desfalecimentos, para que, quando se inaugurar o novo ciclo evolutivo da humanidade, estejamos preparados para ingressar no mundo melhor, acompanhando a Lei da evolução. ( O Evangelho dos Humildes. Cap. 24. Eliseu Rigonatti )

            É preciso vigiar: procurar a verdade, onde quer que se encontre. É preciso adquirir conhecimentos, luzes internas que nos fazem ver o Senhor e nos permitem ingressar na sua morada.  ( Parábolas e Ensinos de Jesus. Parábola das virgens prudentes e das néscias . Cairbar Schutel )

            Devemos estar sempre prontos para o cumprimento do nosso dever.

            Devemos estar sempre prontos para responder à chamada de Jesus para qualquer serviço, pequenino que seja, na Seara do Evangelho. Devemos estar sempre prontos para a hora desconhecida em que Ele nos chamar desta vida presente para a vida espiritual.

            Isso é que significa vigilância. Cuidemos, pois, de nossas almas com muito zelo. Sejamos como as moças prudentes da parábola, que traziam suas lâmpadas e mais as vasilhas de azeite. Devemos trazer nossas almas como lâmpadas sempre acesas, alimentadas com o azeite da Palavra Divina.

            Você viu que o azeite, na parábola, não pôde ser emprestado. Assim sendo, cada um de nós deve cuidar de conseguir o próprio azeite para sua lâmpada, isto é, cada um deve cuidar de aperfeiçoar e iluminar seu próprio coração, pois, não podemos chegar a Jesus pelos merecimentos dos outros. É a “lei de esforço próprio” de que tem falado, muitas vezes, nosso grande Benfeitor Espiritual Emmanuel.

            (...) Devemos cuidar da iluminação de nossa alma enquanto é tempo. Não procedamos como as virgens sem juizo, que deixaram a compra do azeite para última hora. Por não serem cuidadosas, perderam o direito de entrada às festas do casamento. Se não cuidarmos também, com antecedência, do aperfeiçoamento de nosso Espírito, não teremos ingresso às Moradas Luminosas de paz, de felicidade e de cooperação com Deus.

             Pense nessas coisas muito sérias e santas... E desde agora, “compre” no Evangelho, com as moedas de sua boa vontade e de seu esforço o azeite das Virtudes Divinas para acender a lâmpada do seu coração, preparando-o, cuidadosamente, para os serviços do Bem, com Jesus. ( Histórias que Jesus contou. Cap. 15. Clóvis Tavares )

            Trabalhai, pois, cada um pela sua própria reforma, pelo seu próprio adiantamento, O indiferente ou o le­viano verá que quando supuser ser chegado o momento de se entregar a este trabalho, quando se estiver dis­pondo a começá-lo, bem pode acontecer soe a hora do seu comparecimento perante o juiz e ele então será colhido de surpresa.

           Não é o egoísmo o que nesta parábola se aconselha, como insensatamente alguns hão pretendido. O que nela se nos aconselha é tão-somente que nos resguardemos da indolência, que nos leva a deferir para o dia seguinte o ato que Ele, o Mestre, nos concita a executar no mesmo instante; da negligência, que a muitos induz a descansar no mérito dos “santos”, das intercessões monásticas, das absolvições clericais, como assecuratórias da salvação, quando é certo que só as nossas obras pessoais nô-la podem garantir.

            Os que vendem o óleo próprio a encher as lâmpadas vazias são os bons Espíritos, os Espíritos do Senhor. Vendem-no, fazendo-nos progredir e progredindo a seu turno. Assim, tudo é comutativo entre eles e nós.

            Portanto, vigiemos, pois não sabemos o dia, nem a hora da regeneração, o dia em que o Senhor virá; nem o dia, nem a hora em que chegará o esposo.

           Veja-se o Apocalipse, capítulo 19º, versículos 6 e 7, e capítulo 21º, versículo 22, Jesus é o esposo; a esposa é a sua Igreja, a sua doutrina. Em linguagem simbólica, trata-se da fusão de dois corações, numa união conjugal. (Elucidações Evangélicas. Cap. 165. Antônio Luiz Sayāo )

            João Batista afirmou no Capítulo 3, versículo 29, do Evangelho de João: "Aquele que tem a esposa é o esposo: mas o amigo do esposo, que lhe assiste e ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim pois, já esta minha alegria cumpriu-se". Jesus (o esposo) uniu-se à Humanidade (sua esposa), e João, o precursor do Mestre (amigo do esposo), alegrou-se sobremaneira com a Sua presença na Terra.

            Jesus é o esposo da Humanidade. É ao encontro dEle que teremos de caminhar, iluminando o nosso roteiro com as nossas próprias aquisições espirituais.

            (...)  O acesso aos planos superiores é vedado aos insensatos que têm de voltar à Terra, para, em lutas reencarnatórias, soerguerem os seus Espíritos e, pela dor e lágrimas,"comprarem o azeite suficiene" para em suas caminhadas não se defrontarem mais com a horrível contingência de não ter as boas obras para lhes facultar o ingresso aos planos mais felizes. (Maravilhosas parábolas de Jesus. Paulo Alves Godoy )

            A chegada do esposo é a era de paz e de felicidade, que chegará com a transformação da Terra que, de um mundo de expiações e de provas, se tornará um planeta de regeneração (1). ( O Evangelho dos Humildes. Cap. 24. Eliseu Rigonatti )

            Jesus disse: "O Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras." (Mateus 16:27).

            Segundo Allan Kardec, "Jesus anuncia o seu segundo advento, mas não diz que voltará à Terra com um corpo carnal, nem que personificará o Consolador. Apresenta-se como tendo de vir em Espírito, na glória de seu Pai, a julgar o mérito e o demérito e dar a cada um segundo as suas obras, quando os tempos forem chegados. "( A Gênese. Cap. 17. Item 45. Allan Kardec )

             Em que se tornarão os Espíritos expulsos da Terra? Os próprios Espíritos nos dizem que aqueles irão habitar mundos novos, onde encontrarão seres ainda mais atrasados que os daqui, aos quais estão encarregados de fazer progredir, transmitindo-lhes o produto dos conhecimentos que já adquiriram. O contato do meio bárbaro em que se acham ser-lhes-á uma cruel expiação e uma fonte de incessantes sofrimentos, físicos e morais, dos quais terão tanto mais consciência quanto mais desenvolvida for a sua inteligência; mas essa expiação será, ao mesmo tempo, uma missão que lhes oferecerá os meios de resgatar o passado, conforme a maneira pela qual a desempenharem.  Aí sofrerão uma série de encarnações, durante um período de tempo mais ou menos longo, no fim do qual os que tiverem merecimento serão retirados para mundos melhores, talvez a Terra, que, então, será uma morada de felicidade e de paz, enquanto os da Terra, por sua vez, ascenderão gradualmente até o estado de anjos ou puros Espíritos.   (Revista Espírita. Janeiro de 1862. Ensaio de interpretação sobre a doutrina dos anjos decaídos. Allan Kardec)
             É preciso, portanto, “vigiar”, ou seja, trabalhar com afinco e sem esmorecimento pelo próprio aperfeiçoamento, para que mereçamos participar dessa nova fase evolutiva do orbe terráqueo.

            Se descurarmos desse dever, deixando para a última hora as diligências desta ordem, ou imaginando, idiotamente, que outrem, os profissionais da religião, possam suprir nossas deficiências espirituais, sem qualquer esforço de nossa parte, sucederá que, no momento crítico, ver-nos-emos desprovidos do “azeite” de que fala a parábola, e, enquanto o formos procurar com os “mercadores”, o ciclo se fechará, surpreendendo-nos de fora, o que equivale a dizer, relegados a planos inferiores, onde haverá “choro e ranger de dentes.”

            Então, será inútil clamar: “Senhor, Senhor, abre-nos a porta”, porque o Cristo nos responderá: “Não vos conheço.” Nem poderia ser de outra forma, porqüanto data de dois mil anos esta advertência evangélica: “Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; apenas entrará aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Parábolas evangélicas.  Cap. 11. Rodolfo Calligaris )

            Não foram poucas as passagens evangélicas nas quais Jesus definiu a necessidade de agirmos com prudência no trato das coisas de conseqüências espirituais.

            (...) A prudência é, pois, um atributo relevante em nossa vida. Devemos usá-la do melhor modo possível, pois, sem ela, dificilmente poderemos equacionar os problemas agudos que fustigam as nossas almas e que se nos deparam no decurso do nosso aprendizado terreno.  Se formos prudentes, não alimentaremos ódio, inveja, orgulho ou ciúme, contra os nossos irmãos, jamais chafurdaremos nossas almas no lodaçal dos vícios, da intemperança e do descalabro moral.

            Agindo de modo prudente, nunca perderemos os frutos que devem advir de uma vida pautada nas normas sadias prescritas pelos Evangelhos de Jesus. As regras de prudência nos indicam que devemos viver os Evangelhos de Jesus, manancial de vida eterna, que contribuirá de modo decisivo para impulsionar as nossas almas para o Meigo Rabi.(Os padrões evangélicos. A prudência. Paulo Alves Godoy )

            Observação  (1): Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se. Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.

            Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida. Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.  ( O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 3. Item 17. Allan Kardec )

 

Bibliografia:

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 3. Item 17. Allan Kardec.

- A Gênese. Cap. 17. Item 45. Allan Kardec.

- Revista Espírita. Janeiro de 1862. Ensaio de interpretação sobre a doutrina dos anjos decaídos. Allan Kardec.

- Parábolas e Ensinos de Jesus. Parábola das virgens prudentes e das néscias . Cairbar Schutel .

- Histórias que Jesus contou. Cap. 15. Clóvis Tavares.

- Elucidações Evangélicas. Cap. 165. Antônio Luiz Sayāo.

-  O Evangelho dos Humildes. Cap. 24. Eliseu Rigonatti .

- Maravilhosas parábolas de Jesus. Paulo Alves Godoy .

- Parábolas evangélicas.  Cap. 11. Rodolfo Calligaris .

- Bíblia: Mateus 16:27.

- https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Parábola_das_Dez_Virgens. Data de consulta: 22-01-18.