A importância da evangelização infantojuvenil - Material para Capacitação de Evangelizadores

Apresentação:

              Este material de estudo foi organizado com o  objetivo de conscientizar  os evangelizadores e  pais  sobre a importância da Evangelização infantojuvenil. Além disso, tem a finalidade de incentivar outros trabalhadores da Seara Espírita para a tarefa de Evangelizar . Infelizmente, faltam pessoas que tenham interesse e disposição para trabalhar com crianças nos centros espíritas. Muitos rejeitam esta tarefa,  alegando que não são dignos e que  possuem débitos lamentáveis. No entanto, perdem a oportunidade de agir em benefício dos semelhantes e desperdiçam a possibilidade de alcançar o resgate preciso. Deus chama todos os filhos à cooperação em sua obra, por isso sejamos voluntários na Evangelização Infantojuvenil . Façamos esforços para aprimorar nossas qualidades, através do estudo e do trabalho contínuo . Entretanto,   é importante ressaltar que, este material  não exclui a necessidade de estudo das obras básicas da Doutrina Espírita e da reciclagem constante. Sempre que possível o interessado na educação moral deverá participar de cursos de capacitação e aperfeiçoamento para Evangelizadores.  (Fabiana F. Freitas)

 

Introdução:

            Essa tarefa, a ser desenvolvida pelo Centro Espírita com atenção especial de sua diretoria e com o apoio dos órgãos de unificação do Movimento Espírita local, estadual e nacional, é, sem dúvida, importante realização para a qual se devem voltar as vistas de todos aqueles que se preocupam com o futuro do nosso Movimento, além de se interessar profundamente pela formação espírita das novas gerações.

            (...)É preciso, através de um plano elaborado com a participação  de todos os trabalhadores do Centro, ir criando as condições para as atividades de evangelização das novas gerações. Essas condições consistem em reunir pessoas interessadas no trabalho, em procurar os órgãos de unificação do Movimento Espírita para obter programas de ensino, planos de aula e outras informações, que são facilmente encontradas nesses órgãos. Deve haver um envolvimento geral de toda a diretoria da Casa no sentido de manifestar interesse pelo novo trabalho, gerando um clima propício à instalação e posterior desenvolvimento.

            Criada a tarefa, parte-se em busca do seu constante aprimoramento, pois quem se dedica ao ensino da Doutrina Espírita às crianças e aos jovens precisa estar sempre atualizado em relação a métodos e processos de ensino, sem falar na necessidade dos conhecimentos doutrinários e da conduta condizente com a incumbência que lhe está afeta.

            O Centro Espírita, consciente de sua missão, deve envidar todos os esforços, não só para a criação das Escolas de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil como para seu pleno funcionamento, considerando a sua importância em termos da formação moral das novas gerações e da preparação dos futuros obreiros da Casa e do Movimento espíritas. ( Reformador, 103 (1875): 180, junho, 1985. Evangelização  Espírita Infanto-Juvenil)

 

Tópicos a serem abordados:

- O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos.  Até aos sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isso, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho, na consolidação dos princípios de responsabilidade.

- Os Espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-los progredir. Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão de dar contas.

- Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ainda quando se trata de uma criança de maus pendores, cobrem-se-lhe as más ações com a capa da inconsciência. Essa inocência não constitui superioridade real com relação ao que eram antes, não. Pois,  ao sair da adolescência o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era.

- A criança não é um "adulto miniaturizado", nem uma "cera plástica", facilmente moldável. Trata-se de um Espírito em recomeço, momentaneamente em esquecimento das realizações positivas e negativas que traz das vias pretéritas, empenhado na conquista da felicidade. Redescobrindo o mundo e se reidentificando, tende a repetir atitudes e atividades familiares em que se comprazia antes, ou através das quais sucumbiu.
- Tendências, aptidões, percepções são lembranças evocadas inconscientemente, que renascem em forma de impressões atraentes, dominantes, assim como limitações, repulsas, frustrações, agressividade e psicoses constituem impositivos constritores ou restritivos - não poucas vezes dolorosos - de que se utilizam as Leis Divinas para corrigir e disciplinar o rebelde que, apesar da manifestação física em período infantil, é Espírito relapso, mais de uma vez acumpliciado com o erro, a ele fortemente vinculado, em fracasso morais sucessivos.
- Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se. Não existe criança -nem uma só -que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento.

-  Na Bíblia está escrito:   ''Eduque a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele'' (Provérbios 22:6).

  - Nunca se deve transferir para mais tarde o mister de educar-se, corrigir-se ou educar e corrigir.  O que agora não se faça, neste particular, ressurgirá complicado, em posição diversa, com agravantes de mais difícil remoção.

  - Não basta ensinar à criança os elementos da Ciência. Tão essencial quanto saber ler, escrever, calcular, é ensinar a governar-se, a conduzir-se como ser racional e consciente; é entrar na vida, armado não apenas para a luta material, mas sobretudo para a luta moral.      

- A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

- A primeira cartilha da criança, na escola da vida, é o exemplo dos adultos que a cercam.  A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.  Costumamos dizer que as crianças aprendem com facilidade as coisas más e dificilmente as boas. E é verdade. Mas a culpa é nossa e não das crianças. Nossos exemplos exercem maior influência sobre elas do que as nossas palavras.  Ensinamos o que não fazemos e queremos que as crianças sigam as nossas palavras. Mas elas não podem fazer isso porque aprendem muito mais pela observação, pelo contágio social do que pelo nosso palavrório vazio.

- Ensinar às crianças o princípio da reencarnação, da lei de causas e efeitos, da presença do anjo-guardião em suas vidas, da comunicabilidade dos espíritos e assim por diante, é um dever inalienável dos pais.  O maior patrimônio que os pais podem legar aos filhos é o conhecimento de uma doutrina que vai garantir-lhes a tranqüilidade e a orientação certa no futuro.

- Entretanto, há pais espíritas que, erroneamente, têm deixado, em nome da liberdade e do livre-arbítrio, que os filhos avancem na idade cronológica para então escolherem este ou aquele caminho religioso que lhes complementem a conquista educativa no mundo.

- O próprio Divaldo Franco disse: Tenho ouvido alguns confrades afirmarem: Eu não forço os meus filhos para a evangelização espírita porque sou muito liberal. Ao que poderia acrescentar: “ Porque não tenho força moral”. Se o filho está doente, ele o força a tomar remédios, se o filho não quer ir à escola, ele o força. Isto porque acredita no remédio e na educação. Mas não crê na religião que abraçou, quando afirma: “Vou deixá-lo crescer e depois ele escolherá”.

- Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã, para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência terrena.

- As crianças de hoje estão preparadas para enfrentar a realidade do novo mundo que está nascendo. Esse novo mundo tem por alicerce os fundamentos do Espiritismo, porque os princípios da doutrina estão sendo confirmados dia a dia pelas Ciências. 

- É através da educação que as gerações se transformam e se aperfeiçoam. Para se ter uma sociedade nova é preciso homens novos. Por isso, a educação, desde a infância, é de uma importância capital.

-  A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral.

- A tarefa da educação deve começar de dentro para fora e não somente nos comportamentos da moral social, da aparência, produzindo efeitos poderosos, de profundidade.       

- Educar é amar, porque a mecânica da educação é a ajuda, o amparo, o estímulo. A vara, o ponteiro, a palmatória, as descomposturas e os gritos pertencem à domesticação e não à educação.  A violência contra a criança é um estímulo negativo que desperta as suas reações inferiores, acorda a fera do passado na criaturinha vestida de inocência que Deus nos enviou. Só o amor educa, só a ternura faz as almas crescerem no bem.

- Nesse sentido, o Evangelho é, quiçá, dos mais respeitáveis repositórios metodológicos de educação e da maior expressão de filosofia educacional.  O Evangelho de Jesus é o maior repositório de ensinamentos que devem formar a estrutura afetiva do ser humano.

- Consideramos que o Culto do Evangelho em casa pode funcionar e deve funcionar em apoio da Escola Espírita de Evangelização, sob amparo e supervisão dos pais que, a rigor, são os primeiros orientadores dos filhinhos.
- A evangelização da criança e do adolescente é uma das mais importantes tarefas do Movimento Espírita por situar-se na base da educação humana.  Educar e amparar a infância é preservar a sociedade futura de todos os males que a afligem na atualidade, é evitar que se reproduzam os desequilíbrios que hoje perturbam o mundo.
- Nestes anos de transição que nos separam de novo milênio terrestre, é imprescindível abracemos, com empenho e afinco, a tarefa da evangelização junto às almas infanto-juvenis, tão carentes de amor e sabedoria, porém, receptivas e propícias aos novos ensinamentos.

- É notório que a especialidade da tarefa não se compraz com improvisações descabidas, tão logo a experiência aponte o melhor e o mais rendoso, razão pela qual os servidores integrados na evangelização devem buscar, continuamente, a atualização de conteúdos e procedimentos didático-pedagógicos, visando a um melhor rendimento, em face da economia da vida na trajetória da existência, considerando-se que, de fato, os tempos são chegados…

- Ao educador, além do currículo a que se deve submeter, são indispensáveis os conhecimentos da psicologia infantil, das leis da reencarnação, alta compreensão afetiva junto aos problemas naturais do processo educativo e harmonia interior, valores esses capazes de auxiliar eficientemente a experiência educacional.
- Aliás, a programação para a preparação de evangelizadores infanto-juvenis tem tido preocupação em oferecer esses elementos básicos nos Encontros e Cursos que são ministrados periodicamente em diversas regiões do país .

-  O evangelizador consciente de si mesmo jamais se julga pronto, acabado, sem mais o que aprender, refazer, conhecer...Ao contrário, avança com o tempo, vê sempre degraus acima a serem galgados, na infinita escala da experiência e do conhecimento.

- Todos os espíritas engajados realmente nas fileiras da fé raciocinada quão atuante devem estar, de certo modo, empenhados na tarefa da evangelização que é, sem dúvida, o sublime objetivo da Doutrina Espírita. Naturalmente que uns estarão com participação direta e maior soma de esforços, enquanto outros permanecerão servindo em outras leiras, porém todos deverão estar voltados para um mesmo alvo comum — a redenção do homem.

- Os educadores devem distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e desencarnados, colaborando de modo efetivo na implantação essencial da Verdade Eterna.  Pois o livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.

 -  A criança nos primeiros tempos de vida, tem necessidade da história tocada de amor, tocada de ternura, beleza, espiritualidade.

- Cremos que os orientadores espíritas das Escolas Espíritas de Evangelização devem efetuar rigorosa triagem nos recursos mentais que serão administrados à criança, suprimindo quaisquer apontamentos tendentes a acalentar fanatismo ou superstição no ânimo infantil. 

- Mas, além disso, é preciso lembrar que a evangelização da infância não é nem pode ser feita em termos de pura  abstração, o que seria um ilogismo. Daí o apelo muito justo e muito pedagógico, pois inegavelmente didático, às estorietas figuradas.  Trata-se de uma técnica audio-visual de inegável eficiência.  

- Normalmente o que atrai a criança às aulas de moral evangélica são as histórias com ilustrações, os vídeos,os teatro com fantoches, as músicas, as dinâmicas, os jogos, os passatempos, as atividades recreativas, o material didático interessante, e também a simpatia e bondade do evangelizador.
- Os conteúdos das aulas deverão ser dosados e aplicados como atividades adequadas ao nível de desenvolvimento das crianças. Aos evangelizadores caberá a tarefa de estudar o conteúdo e transformá-los em atividades assimiláveis.   A Doutrina Espírita, como um todo, precisa ser trabalhada em todas as idades, mas de forma adequada, para que o Espírito reencarnado possa ir construido gradativamente e, muitas vezes lentamente, os princípios básicos da Doutrina que irá clarear seu raciocínio, iluminar sua mente e seu coração .
 - O papel do evangelizador deve ser de higienista mental, canalizador de energias e orientador. Sua assistência deve ser amigável, deixando de lado o espírito de unicamente ''transmitir conhecimentos'', movido em ''cumprir o programa'' traçado.

- Aliás , os educadores devem eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prêmios ou dádivas como recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não viciar-lhes a mente. A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações.

-Além disso, é importante ressaltar que  não é conveniente levar a criança a assistir reunião espírita de natureza mediúnica, conforme prescreve "O Livro dos Médiuns". A criança, portadora de processo obssessivo, deve receber passes na casa espírita em dia próprio e usar água fluidificada. Os pais devem ser esclarecidos da necessidade de se manter um ambiente o mais harmonioso possível no grupo doméstico, onde cada um se empenhe em melhorar os relacionamentos. Os pais devem ensinar desde cedo os seus filhos o hábito da oração, seja em que religião for. Se for possível, a criança deve ser encaminhada para as aulas de Evangelização Infantil.
  - Segundo Chico Xavier, quando vemos pessoas trabalhando com a criança, sinceramente empenhadas na sua educação, são Espíritos que reencarnam com a missão do resgate... A gente costuma dizer que se trata de Espíritos missionários — estão na missão de quitar os seus débitos de vidas passadas. Há muitos pais que se responsabilizaram pela queda dos seus filhos.

- No entanto, muitos companheiros na Terra se declaram indignos de trabalhar na Seara do Bem, alegando que não merecem a confiança do Senhor, quando a lógica patenteia outra coisa. Se o Senhor não te observasse o devotamento afetivo, não te entregaria a formação da família, em cuja intimidade, criaturas diversas te aguardam carinho e cooperação; Se não te apreciasse o espírito de responsabilidade, não te permitiria desenvolver tarefas de inteligência, através das quais influencias grande número de pessoas.

- Muitos confessam que possuem débitos lamentáveis e desertam das boas obras; quando precisamente dispomos da oportunidade de agir, a benefício dos semelhantes, a fim de que venhamos a alcançar o resgate preciso. 

- Não procure o isolamento, a pretexto de imperfeição.  Seja voluntário na evangelização infantil. Não aguarde convite para contribuir em favor da Boa Nova no coração das crianças. Auxilie a plantação do futuro.

- Se desejamos solucionar os problemas do mundo, de maneira definitiva, é indispensável ajudar a criança.  A recuperação da mente infantil para o equilíbrio da vida planetária é trabalho urgente e inadiável, que devemos executar, se nos propomos alcançar o porvir com a verdadeira regeneração.

-   Quem instrui, oferece meios para que a mente alargue a compreensão das coisas e entenda a vida. Quem educa, cria os valores éticos culturais para uma vivência nobre e ditosa.   Quem evangeliza, liberta para a vida feliz. A criança evangelizada, torna-se jovem digno, transformando-se em cidadão do amor, com expressiva bagagem de luz para toda a vida, mesmo que se transitando em trevas exteriores.

-  Educar é a melhor maneira de curar o desequilíbrio do mundo e orientar com Jesus é curar todas as chagas do espírito eterno.

-  O homem será o que da sua infância se faça. A criança incompreendida, resulta no jovem revoltado e este assume a posição de homem traumatizado, violento. A criança desdenhada, ressurge no adolescente inseguro, que modela a personalidade do adulto infeliz. A criança é sementeira que aguarda, o jovem é campo fecundado, o adulto é a seara em produção. Conforme a qualidade da semente teremos a colheita.

-  "Espíritas! Amai-vos, este é o primeiro ensinamento, instruí-vos este o segundo''

-  Há sempre muitos "chamados" em todos os setores de construção e aprimoramento do mundo! Os "escolhidos", contudo, são sempre poucos.  Deus chama todos os filhos à cooperação em sua obra augusta, mas somente os devotados, persistentes, operosos e fiéis constroem qualidades eternas que os tornam dignos de grandes tarefas. E, reconhecendo-se que as qualidades são frutos de construções nossas, nunca poderemos esquecer que a escolha divina começará pelo esforço de cada um.

 


 Conteúdo:

            Qual é o valor espiritual de uma Escola Espírita de Evangelização (E.E.E.) em instituição espírita?

            Dr. Bezerra de Menezes responde: — “Filhos, Jesus nos abençoe. Vinculemos propósitos e tarefas às raízes kardequianas que nos presidem esforços e manifestações. Da importância de uma Escola Espírita de Evangelização para crianças falaram, positivamente, os instrutores de Allan Kardec, em lhes respondendo à questão 383, de “O Livro dos Espíritos”, quando assim se expressaram, em torno do estado de infância: “Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.” Meditemos no assunto que foi objeto da melhor atenção do Codificador, nas primeiras horas da Doutrina Espírita.

            (Perguntas elaboradas pelo Depto. de Evangelização da Criança de Juiz de Fora. Respostas fornecidas pelo Dr. Bezerra de Menezes, através do médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, na noite de 10 de novembro de 1964.  Transcrita da Revista “O Médium”, janeiro de 1965, Juiz de Fora, MG. Fonte: “O Espírita Mineiro”, números 111/112, abril /maio de 1965.)

            ''O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos.  Até aos sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isso, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho, na consolidação dos princípios de responsabilidade (...)'' (Emmanuel. O consolador. Questão 109. Psicografado por Chico Xavier).

            Que é o que motiva a mudança que se opera no caráter do indivíduo em certa idade, especialmente ao sair da adolescência? É que o Espírito se modifica?

            “É que o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era. “Não conheceis o que a inocência das crianças oculta. Não sabeis o que elas são, nem o que foram, nem o que serão. Contudo, afeição lhes tendes, as acaricias, como se fossem parcelas de vós mesmos, a tal ponto que se considera o amor que uma mãe consagra a seus filhos como o maior amor que um ser possa votar a outro. Donde nasce o meigo afeto, a terna benevolência que mesmo os estranhos sentem por uma criança? Sabeis? Não. Pois bem! Vou explicá-lo.”

            “As crianças são os seres que Deus manda a novas existências. Para que não lhe possam imputar excessiva severidade, dá-lhes Ele todos os aspectos da inocência. Ainda quando se trata de uma criança de maus pendores, cobrem-se-lhe as más ações com a capa da inconsciência. Essa inocência não constitui superioridade real com relação ao que eram antes, não. É a imagem do que deveriam ser e, se não o são, o conseqüente castigo exclusivamente sobre elas recai.

            “Não foi, todavia, por elas somente que Deus lhes deu esse aspecto de inocência; foi também e sobretudo por seus pais, de cujo amor necessita a fraqueza que as caracteriza. Ora, esse amor se enfraqueceria grandemente à vista de um caráter áspero e intratável, ao passo que, julgando seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados. Desde que, porém, os filhos não mais precisam da proteção e assistência que lhes foram dispensadas durante quinze ou vinte anos, surge-lhes o caráter real e individual em toda a nudez. Conservam-se bons, se eram fundamentalmente bons; mas, sempre irisados de matizes que a primeira infância manteve ocultos.

            “Como vedes, os processos de Deus são sempre os melhores e, quando se tem o coração puro, facilmente se lhes apreende a explicação.

            “Com efeito, ponderai que nos vossos lares possivelmente nascem crianças cujos Espíritos vêm de mundos onde contraíram hábitos diferentes dos vossos e dizei-me como poderiam estar no vosso meio esses seres, trazendo paixões diversas das que nutris, inclinações, gostos, inteiramente opostos aos vossos; como poderiam enfileirar-se entre vós, senão como Deus o determinou, isto é, passando pelo tamis da infância? Nesta se vêm confundir todas as idéias, todos os caracteres, todas as variedades de seres gerados pela infinidade dos mundos em que medram as criaturas. E vós mesmos, ao morrerdes, vos achareis num estado que é uma espécie de infância, entre novos irmãos. Ao volverdes à existência extraterrena, ignorareis os hábitos, os costumes, as relações que se observam nesse mundo, para vós, novo. Manejareis com dificuldade uma linguagem que não estais acostumado a falar, linguagem mais vivaz do que o é agora o vosso pensamento. (319)

            “A infância ainda tem outra utilidade. Os Espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-los progredir. Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão de dar contas.

            “Assim, portanto, a infância é não só útil, necessária, indispensável, mas também conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo.” (O Livro dos Espíritos. Questão 385. Allan Kardec)

           Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as idéias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.
            Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. E necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.

            A partir do nascimento, suas idéias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que toma mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.   (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 8. Itens 1 a 4. Allan Kardec)

 Na Bíblia diz:   ''Eduque a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele'' (Provérbios 22:6).

            Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra?

            A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

            Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade. (O Consolador. Questão 110. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

             A primeira cartilha da criança, na escola da vida, é o exemplo dos adultos que a cercam”. (Excursão de Paz. Evangelização para crianças. Espírito Bezerra de Menezes. Psicografado por Chico Xavier)

            Ensinar às crianças o princípio da reencarnação, da lei de causas e efeitos, da presença do anjo-guardião em suas vidas, da comunicabilidade dos espíritos e assim por diante, é um dever inalienável dos pais. Pensar que isso pode assustar as crianças e criar temores desnecessários é ignorar que as crianças já trazem consigo o germe desses conhecimentos e também que estão mais próximos do mundo espiritual do que os adultos.

            Descuidar da educação espírita dos filhos é negar-lhes a verdade. O maior patrimônio que os pais podem legar aos filhos é o conhecimento de uma doutrina que vai garantir-lhes a tranqüilidade e a orientação certa no futuro. Os pais que temem dar educação espírita às crianças não têm uma noção exata do Espiritismo e por isso mesmo não confiam no valor da doutrina que esposam.

            Porque razão os católicos e os protestantes podem ensinar aos filhos que existe o inferno e o diabo, que a condenação eterna os ameaça e que o anjo da guarda pode protegê-los, e o espírita não pode ensinar princípios muito mais confortadores e racionais? Se o medo do diabo e do inferno não traumatiza as crianças das religiões formalistas, por que razão o ensino de que não existe o inferno nem existe o diabo vai apavorá-las? Não há lógica nenhuma nessa atitude que decorre apenas de preconceitos ainda não superados pelos pais, na educação errônea que receberam quando crianças.

        As crianças de hoje estão preparadas para enfrentar a realidade do novo mundo que está nascendo. Esse novo mundo tem por alicerce os fundamentos do Espiritismo, porque os princípios da doutrina estão sendo confirmados dia a dia pelas Ciências. A mente humana se abre neste século para o conhecimento racional dos problemas espirituais. Chegou o momento do Consolador prometido pelo Cristo. Os pais espíritas precisam compreender isso e iniciar sem temor os seus filhos na doutrina que lhes garantirá tranqüilidade e confiança na vida nova que iniciam.

        A melhor maneira de desenvolver a educação espírita no lar é organizar  festinhas domingueiras com prece, recitativos infantis de tema evangélico, explicação de parábolas, canções espíritas e brincadeiras criativas, que ajudem a despertar a criatividade das crianças. Espiritismo é alegria, espontaneidade, sociabilidade. Essas festinhas preparam o espírito da criança para o aprendizado nas aulas dos Centros e para as aulas de Espiritismo na escola.

        Esconder às crianças de hoje a verdade espírita é cometer um verdadeiro crime contra o seu progresso espiritual e a sua integração na cultura espírita do novo mundo que está nascendo. Que os pais espíritas não se furtem a esse dever. A educação no lar é a base de todo o processo posterior de educação escolar e de educação social, que os adolescentes e os jovens irão enfrentar na vida.

        Não importa que alguns espíritas metidos a sabichões combatam a educação espírita. Deus os perdoará, porque eles não sabem o que fazem. O que importa é os pais se inteirarem de suas responsabilidades pessoais, que não podem transferir a ninguém, e tratem de cumpri-las. Se forem realmente espíritas, os pais saberão quanto o Espiritismo lhes tem valido na vida. Que direito terão de negar aos filhos o conhecimento dessa doutrina que tanto bem lhes faz? Quererão que os filhos se extraviem no materialismo e na irresponsabilidade que desgraça tantos jovens de hoje?  (Pedagogia Espírita. Educação no lar. J. Herculano Pires)

            Segundo o Espírito Emmanuel :" O período infantil, em sua primeira fase, é o mais importante para todas as bases educativas, e os pais espiritistas cristãos não podem esquecer seus deveres de orientação aos filhos, nas grandes revelações da vida. Em nenhuma hipótese, essa primeira etapa das lutas terrestres deve ser encarada com indiferença.

            O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos. Já se disse, no mundo, que o menino livre é a semente do celerado. A própria reencarnação não constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo?... (O Consolador. Questão 113. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

            Divaldo Franco, nos traz outro argumento, dizendo :“Temos ouvido alguns confrades afirmarem: Eu não forço os meus filhos para a evangelização espírita porque sou muito liberal. Ao que poderia acrescentar: “ Porque não tenho força moral”. Se o filho está doente, ele o força a tomar remédios, se o filho não quer ir à escola, ele o força. Isto porque acredita no remédio e na educação. Mas não crê na religião que abraçou, quando afirma: “Vou deixá-lo crescer e depois ele escolherá”. (Trecho de artigo da Revista Internacional de Espiritismo - Out/01, em comentário ao livro: Diálogo, pág. 68 por Divaldo Pereira Franco.)

            O Espírito André Luiz faz as seguintes recomedações : 

            "(...) Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã, para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência terrena.

            Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e desencarnados, colaborando de modo efetivo na implantação essencial da Verdade Eterna.

             O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.

            (...) Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prêmios ou dádivas como recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não viciar-lhes a mente.

            A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações.

            Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos, e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.

            A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.

            Furtar-se de incrementar o desenvolvimento de faculdades mediúnicas em crianças, nem lhes permitir a presença em atividades de assistência a desencarnados, ainda mesmo quando elas apresentem perturbações de origem mediúnica, circunstância esta em que devem receber auxílio através da oração e do passe magnético.

            Somente pouco a pouco o Espírito se vai inteirando das realidades da encarnação.

            Em toda a divulgação, certame ou empreendimento doutrinário, não esquecer a posição singular da educação da infância na Seara do Espiritismo, criando seções e programas dedicados à criança em particular. Sem boa semente, não há boa colheita. (Conduta Espírita. Perante a criança. Espírito André Luiz. Waldo Vieira)

            (...) Não existe criança -nem uma só -que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento.

            Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espírito adulto, traz o cérebro extremamente sensível pelo fato de estar reiniciando o trabalho da reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o que você fala ou faz.

            A mente infantil dar-nos-á de volta, no futuro, tudo aquilo que lhe dermos agora.

            Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.

            Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com eles,dentro das normas do respeito e sinceridade que você espera dos outros em relação a você.

            (...) Não tente transfigurar seus filhinhos em bibelôs, apaixonadamente guardados, porque são eles espíritos eternos, como acontece a nós, e chegará o dia em que despedaçarão perante você mesmo quaisquer amarras de ilusão.

            Se você encontra algum pirralho de maneiras desabridas ou de formação inconveniente, não estabeleça censura, reconhecendo que o serviço de reeducação dele, na essência, pertence aos pais ou aos responsáveis e não a você.

            Se veio a sofrer algum prejuízo em casa, por depredações de pequeninos travessos, esqueça isso, refletindo no amor e na consideração que você deve aos adultos que respondem por eles. (Sinal Verde. Ante os pequeninos.  Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier)

            O comportamento dos adultos, não só em relação às crianças mas também ao redor das crianças, tem sobre elas um poder maior do que geralmente pensamos. O exemplo é uma didática viva. Por isso mesmo é perigoso. Costumamos dizer que as crianças aprendem com facilidade as coisas más e dificilmente as boas. E é verdade. Mas a culpa é nossa e não das crianças. Nossos exemplos exercem maior influência sobre elas do que as nossas palavras. Nosso ensino oral é quase sempre falso, insincero. Ensinamos o que não fazemos e queremos que as crianças sigam as nossas palavras. Mas elas não podem fazer isso porque aprendem muito mais pela observação, pelo contágio social do que pelo nosso palavrório vazio.

            Renouvier dizia que aprender é fazer e fazer é aprender. Nós mesmos, os adultos, só aprendemos realmente alguma coisa quando a fazemos. Na criança o aprendizado está em função do seu instinto de imitação. A menina imita a mãe (e a professora), o menino imita o pai (e o professor). De nada vale a mãe e o pai, a professora e o professor ensinarem bom comportamento se não derem o exemplo do que ensinam. As palavras entram por um ouvido e saem pelo outro, mas o exemplo fica, o exemplo cala na alma infantil. Tagore, o poeta-pedagogo da Índia, comparava a criança a uma árvore. Dizia que a criança se alimenta do solo social pelas raízes da espécie, mas também extrai da atmosfera social a clorofila do exemplo. O psiquismo infantil é como uma fronde aberta no lar e na escola, haurindo avidamente as influências do ambiente. (Pedagogia Espírita. O perigo do exemplo. J. Herculano Pires)

            A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. ( O Livro dos Espíritos. Questão 917. Allan Kardec).

            CONCEITO - A educação é base para a vida em comunidade, por meio de legítimos processos de aprendizagem que fomentam as motivações de crescimento e evolução do indivíduo.
            Não apenas um preparo para a vida, mediante a transferência de conhecimentos pelos métodos da aprendizagem. Antes, é um processo de desenvolvimento de experiências, no qual educador e educando desdobram as aptidões inatas, aprimorando-as como recursos para a utilização consciente nas múltiplas oportunidades da existência.
            Objetivada como intercâmbio de aprendizagens, merece considerá-la nas matérias, nos métodos e fins, quando se restringe à instrução. Não somente a formar hábitos e desenvolver o intelecto, deve dedicar-se a educação, mas, sobretudo, realizar um continuum permanente, em que as experiências, por não cessarem, se fixam ou se reformulam, tendo em conta as necessidades da convivência em sociedade e da auto-realização do educando.
            Os métodos na experiência educacional devem ser consentâneos às condições mentais e emocionais do aprendiz. Em vez de se lhe impingir, por meio do processo repetitivo, os conhecimentos adquiridos, o educador há de motivá-lo às próprias descobertas, com ele crescendo, de modo que a sua contribuição não seja o resultado do "pronto e concluído", processo que, segundo a experiência de alguns, "deu certo até aqui".
            Na aplicação dos métodos e escolha das matérias merece considerar as qualidades do educador, sejam de natureza intelectual ou emocional e psicológica, como de caráter afetivo ou sentimental.
            Os fins, sem dúvida, estão além das linhas da escolaridade. Erguem-se como permanente etapa a culminar na razão do crescimento do indivíduo, sempre além, até transcender-se na realidade espiritual do porvir.
            A criança não é um "adulto miniaturizado", nem uma "cera plástica", facilmente moldável.
            Trata-se de um Espírito em recomeço, momentaneamente em esquecimento das realizações positivas e negativas que traz das vias pretéritas, empenhado na conquista da felicidade.
            Redescobrindo o mundo e se reidentificando, tende a repetir atitudes e atividades familiares em que se comprazia antes, ou através das quais sucumbiu.
            Tendências, aptidões, percepções são lembranças evocadas inconscientemente, que renascem em forma de impressões atraentes, dominantes, assim como limitações, repulsas, frustrações, agressividade e psicoses constituem impositivos constritores ou restritivos - não poucas vezes dolorosos - de que se utilizam as Leis Divinas para corrigir e disciplinar o rebelde que, apesar da manifestação física em período infantil, é Espírito relapso, mais de uma vez acumpliciado com o erro, a ele fortemente vinculado, em fracasso morais sucessivos.
            Ao educador, além do currículo a que se deve submeter, são indispensáveis os conhecimentos da psicologia infantil, das leis da reencarnação, alta compreensão afetiva junto aos problemas naturais do processo educativo e harmonia interior, valores esses capazes de auxiliar eficientemente a experiência educacional.
            As leis da reencarnação, quando conhecidas, penetradas necessariamente e aplicadas, conseguem elucidar os mais intricados enigmas com que se defronta o educador no processo educativo, isto porque sem elucidação bastante ampla, nem sempre exitosas, hão redundado as mais avançadas técnicas e modernas experiências.
            A instrução é setor da educação, na qual os valores do intelecto encontram necessário cultivo.
            A educação, porém, abrange área muito grande, na quase totalidade da vida. No período de formação do homem é pedra fundamental, por isso que ao instituto da família compete a indeclinável tarefa, porquanto peça educação, e não pela instrução apenas, se dará a transformação do indivíduo e, conseqüentemente, da Humanidade.
            No lar assentam os alicerces legítimos da educação, que se transladam para a escola que tem a finalidade de continuar aquele mister, de par com a contribuição intelectual, as experiências sociais...
            O lar constrói o homem.
            A escola forma o cidadão.
            DESENVOLVIMENTO - A escola tradicional, fundamentada no rigor da transmissão dos conhecimentos, elaborava métodos repetitivos de imposição, mediante o desgoverno da força, sem abrir oportunidades ao aprendiz de formular as próprias experiências, através do redescobrimento da vida e do mundo.
            O educador, utilizando-se da posição de semideus, fazia-se um simples repetidor das expressões culturais ancestrais, asfixiando as germinações dos interesses novos no educando e matando-as, como recalcando por imposição os sentimentos formosos e nobres, ao tempo em que assinalava, irremediavelmente, de forma negativa os que recomeçavam a vida física sob o abençoado impositivo da reencarnação.
            Expunha-se o conhecimento, impondo-o.
            Com a escola progressiva, porém, surgiu mais ampla visão em torno da problemática da educação, e o educando passou a merecer o necessário respeito, de modo a desdobrar possibilidades próprias, fomentando intercâmbios experienciais a benefício de mais valiosa aprendizagem.
            Não mais a fixidez tradicional, porém os métodos móveis da oportunidade criativa.
            Atualizada através de experiências de liberdade exagerada - graças à técnica da enfática da própria liberdade -, vem pecando pela libertinagem que enseja, porquanto, sem e fundamentando em filosofias materialistas, não percebe no educando um Espírito em árdua luta de evolução, mas um corpo e uma mente novos a armazenagem num cérebro em formação e desenvolvimento a herança cultural do passado e as aquisições do presente, com hora marcada para o aniquilamento, após a transposição do portal do túmulo...
            Nesse sentido, conturbadas e infelizes redundaram as tentativas mais modernas no campo educacional, produzindo larga e expressiva faixa de jovens desajustados, inquietos, indisciplinados, qual a multidão que ora desfila, com raras exceções, a um passo da alucinação e do suicídio.
            Inegavelmente, na educação a liberdade é primacial, porém com responsabilidade, a fim de que as conquistas se incorporem nos seus efeitos ao educando, que os ressarcirá quando negativos, como os fruirás em bem-estares quando positivos.
            Nesse sentido, nem agressão nem abandono ao educando.
            Nem severidade exagerada nem negligência contumaz. Antes, técnicas de amor, através de convivência digna, assistência fraternal e programa de experiências vividas, atuantes, em tarefas dinâmicas. (Livro: SOS Família. Educação.  Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo P. Franco)

            Educar é amar, porque a mecânica da educação é a ajuda, o amparo, o estímulo. A vara, o ponteiro, a palmatória, as descomposturas e os gritos pertencem à domesticação e não à educação.  A violência contra a criança é um estímulo negativo que desperta as suas reações inferiores, acorda a fera do passado na criaturinha vestida de inocência que Deus nos enviou. Só o amor educa, só a ternura faz as almas crescerem no bem. (Pedagogia Espírita. Educar é amar. J. Herculano Pires)

            ESPIRITISMO E EDUCAÇÃO - Doutrina eminentemente racional, o Espiritismo dispõe de vigorosos recursos para a edificação do templo da educação, porquanto penetra nas raízes da vida, jornadeando com o Espírito através dos tempos, de modo a elucidar recalques, neuroses, distonias que repontam desde os primeiros dias da conjuntura carnal, a se fixarem no carro somático para complexas provas ou expiações.
            Considerando os fatores preponderantes como os secundários que atuam e desorganizam os implementos físicos e psíquicos, equaciona como problemas obsessivos as conjunturas em que padecem os trânsfugas da responsabilidade, agora travestidos em roupagem nova, reencetando tarefas, repetindo experiências para a libertação.
            A educação encontra no Espiritismo respostas precisas para melhor compreensão do educando e maior eficiência do educador no labor produtivo de ensinar a viver, oferecendo os instrumentos do conhecimento e da serenidade, da cultura e da experiência aos reiniciantes do sublime caminho redentor, através dos quais os tornam homens voltados para Deus, o bem e o próximo. (Livro: SOS Família. Educação.  Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo P. Franco)

            A tarefa da educação deve começar de dentro para fora e não somente nos comportamentos da moral social, da aparência, produzindo efeitos poderosos, de profundidade.           

          (...)  Por educar, entenda-se, também, a técnica de disciplinar o pensamento e a vontade, a fim de o educando penetrar-se de realizações que desdobrem as inatas manifestações da natureza animal, adormecidas, dilatando o campo íntimo para as conquistas mais nobres do sentimento e da psique.

            Nas diversas fases etárias da aprendizagem humana, em que o ser aprende, apreende e compreende, a educação produz os seus efeitos especiais, porqüanto, através dos processos persuasivos, libera o ser das condições precárias, armando-o de recursos que resultam em benefícios que não pode ignorar.

            A reencarnação, sem dúvida, é valioso método educativo de que se utiliza a vida, a fim de propiciar os meios de crescimento, desenvolvimento de aptidões e sabedoria ao Espírito que engatinha no rumo da sua finalidade grandiosa. Como criatura nenhuma se realiza em isolacionismo, a sociedade se torna, como a própria pessoa, educadora por excelência, em razão de propiciar exemplos que se fazem automaticamente imitados, impregnando aqueles que lhes sofrem a influência imediata ou mediatamente. No contexto da convivência, pelo instinto da imitação, absorvem-se os comportamentos, as atitudes e as reações, aspirando-se a psicosfera ambiente, que produz, também, sua quota importante, no desempenho das realizações individuais e coletivas.

            Como se assevera, com reservas, que o homem é fruto do meio onde vive, convém se não esquecer de que o homem é o elemento formador do meio, competindo-lhe modificar as estruturas do ambiente em que vive e elaborar fatores atraentes e favoráveis onde se encontre colocado a viver. Não sendo infenso aos contágios sociais, não é, igualmente, inerme a eles, senão, quando lhe compraz, desde que reage aos fatores dignificantes a que não está acostumado, se não deseja a estes ajustar-se.

            Além do ensino puro e simples dos valores pedagógicos, a educação deve esclarecer os benefícios que resultam da aprendizagem, da fixação dos seus implementos culturais, morais e espirituais. Por isso, e sobretudo, a tarefa da educação há que ser moralizadora, a fim de promover o homem não apenas no meio social, antes preparando-o para a sociedade essencial, que é aquela preexistente ao berço donde ele veio e sobrevivente ao túmulo para onde se dirige.

            Nesse sentido, o Evangelho é, quiçá, dos mais respeitáveis repositórios metodológicos de educação e da maior expressão de filosofia educacional. Não se limitando os seus ensinos a um breve período da vida e sim prevendo-lhe a totalidade, propõe uma dieta comportamental sem os pieguismos nem os rigores exagerados que defluem do próprio conteúdo do ensino.

            Não raro, os textos evangélicos propõem a conduta e elucidam o porquê da propositura, seus efeitos, suas razões. Em voz imperativa, suas advertências culminam em consolação, conforto, que expressam os objetivos que todos colimam.

            — “Vinde a mim”, — assentiu Jesus, — porque eu “Sou o caminho, a Verdade e a Vida”, não delegando a outrem a tarefa de viver o ensino, mas a si mesmo se impondo o impostergável dever de testemunhar a excelência das lições por meio de comprovados feitos.

            Sintetizou em todos os passos e ensinamentos a função dupla de Mestre — educador e pedagogo —, aquele que permeia pelo comportamento dando vitalidade à técnica de que se utiliza, na mais eficiente metodologia, que é a da Vivência.

            Quando os mecanismos da educação falecem, não permanece o aprendiz da vida sem o concurso da evolução, que lhe surge como dispositivo de dor, emulando-o ao crescimento com que se libertará da situação conflitante, afugente, corrigindo-o e facultando-lhe adquirir as experiências mais elevadas.

            A dor, em qualquer situação, jamais funciona como punição, porqüanto sua finalidade não é punitiva, porém educativa, corretora. Qualquer esforço impõe o contributo do sacrifício, da vontade disciplinada ou não, que se exterioriza em forma de sofrimento, mal-estar, desagrado, porque o aprendiz, simplesmente, se recusa considerar de maneira diversa a contribuição que deve expender a benefício próprio.

             (...)  Nunca se deve transferir para mais tarde o mister de educar-se, corrigir-se ou educar e corrigir.

            O que agora não se faça, neste particular, ressurgirá complicado, em posição diversa, com agravantes de mais difícil remoção.

            Pedagogos eminentes, os Espíritos Superiores ensinam as regras de bom comportamento aos homens como educadores que exemplificam depois de haverem passado pelas mesmas faixas de sombra, ignorância e dor, de que já se libertaram.

            Imperioso, portanto, conforme propôs Jesus, que se faça a paz com o “adversário enquanto se está no caminho com ele”, de vez que, amanhã, talvez seja muito tarde e bem mais difícil alcançá-lo.

            O mesmo axioma se pode aplicar à tarefa da educação: agora, enquanto é possível, moldar-se o eu, antes que os hábitos e as acomodações perniciosas impeçam a tomada de posição, que é o passo inicial para o deslanchar sem reversão.

            Educação, pois, da mente, do corpo, da alma, como processo de adaptação aos superiores degraus da vida espiritual para onde se segue.

            A educação, disciplinando e enriquecendo de preciosos recursos o ser, alça-o à vida, tranqüilo e ditoso, sem ligações com as regiões inferiores donde procede. Fascinado pelo tropismo da verdade que é sabedoria e amor, após as injunções iniciais, mais fácil se lhe torna ascender, adquirir a felicidade. (SOS Família. Necessidade de Evolução - Educação-Fonte de Bênção. Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo P. Franco)

            É através da educação que as gerações se transformam e se aperfeiçoam. Para se ter uma sociedade nova é preciso homens novos. Por isso, a educação, desde a infância, é de uma importância capital.

            Não basta ensinar à criança os elementos da Ciência. Tão essencial quanto saber ler, escrever, calcular, é ensinar a governar-se, a conduzir-se como ser racional e consciente; é entrar na vida, armado não apenas para a luta material, mas sobretudo para a luta moral.        Ora, é com isso que menos se ocupa. Presta-se mais atenção em desenvolver as faculdades e os lados brilhantes da criança, não, porém, suas virtudes. Na escola, como na família, negligencia-se muito em esclarecê-la sobre seus deveres e sobre seu destino. Assim, desprovida de princípios elevados, ignorando o objetivo da vida, no dia em que entra na vida pública, entrega-se a todas as armadilhas, a todos os arrastamentos da paixão, num meio sensual e corrompido.

            Mesmo no ensino secundário, aplica-se em atulhar o cérebro dos estudantes com um amontoado indigesto de noções e fatos, de datas e de nomes, o todo em detrimento do ensino moral. A moral da escola, desprovida de sanção efetiva, sem-objetivo de ordem universal, não passa de uma moral estéril, incapaz de reformar a sociedade.

            (...)  Não confiem seus filhos a outros, a não ser que sejam a isso obrigados. A educação não deve ser mercenária. Que importa a uma babá que uma criança fale ou ande antes de outra? Ela não tem nem o orgulho, nem o amor maternos. Mas que alegria para a mãe nos primeiros passos do seu querubim! Nenhuma fadiga, nenhuma dor a detém. Ela ama! Façam pela alma dos seus filhos o mesmo. Tenham mais solicitude ainda pela sua alma do que pelo seu corpo. Este consumir-se-á, em breve, e será lançado a uma sepultura, enquanto que a alma imortal, resplandecendo pelos cuidados com que foi cercada, pelos méritos adquiridos, pelos progressos realizados, viverá através dos tempos para abençoá-los e amá-los.

            A educação, baseada numa concepção exata da vida, mudaria a face do mundo. Suponhamos cada família iniciada nas crenças espiritualistas sancionadas pelos fatos, incutindo-as nos filhos, ao mesmo tempo em que a escola neutra lhes ensinaria os princípios da Ciência e as maravilhas do Universo; em breve, uma rápida transformação social produzir-se-ia sob a ação dessa dupla corrente.

             Todas as chagas morais decorrem da má educação. Reformá-la, colocá-la sobre novas bases teria para a Humanidade consequências incalculáveis. Instruamos a juventude, esclareçamos sua inteligência; mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemo-lhe a despojar-se de suas imper­feições. Lembremo-nos de que a Ciência por excelência consiste em melhorar. (Depois da morte. Cap. LIV. Léon Denis)

            Como tratar a criança no regime habitual de educação ?

            Vemos que a natureza não dispensa a disciplina em momento algum.

            Se quisermos um jardim ou se esperamos rendimento mais amplo de um pomar, cogitamos de geometria, irrigação, apoio e preparação; em vista disso, acreditamos que a criança não prescinde da educação através de muito amor, aliado à disciplina, reconhecendo-se que no período da infância estamos vindo ou retornando do Mundo Espiritual com as nossas próprias necessidades de aperfeiçoamento.

            Este é um ponto de vista do Espiritismo Cristão; na condição de criança, procedemos do Mais Além, com certos obstáculos de ordem espiritual.

            Se não encontrarmos criaturas que nos concedam amor e segurança, paz e ordem, será muito difícil o proveito da nova reencarnação que estajamos encetando. (Chico Xavier em Goiânia. Questão 9. Espírito Emmanuel. Chico Xavier).

            Onde a base mais elevada para os métodos de educação?

            -As noções religiosas, com a exemplificação dos mais altos deveres da vida, constituem a base de toda a educação no sagrado instituto da família.
(O Consolador. Questão 108. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).
             Há outras fontes de conhecimento para a iluminação dos homens, além da constituída pelos ensinamentos divinos do Evangelho?

            - O mundo está repleto de elementos educativos, mormente no referente às teorias nobilitantes da vida e do homem, pelo trabalho e pela edificação das faculdades e do caráter. Mas, em se tratando de iluminação espiritual, não existe fonte alguma além da exemplificação de Jesus, no seu Evangelho de Verdade e Vida. Os próprios filósofos que falaram na Terra, antes d’Ele, não eram senão emissários da sua bondade e sabedoria, vindos à carne de modo a preparar-lhe a luminosa passagem pelo mundo das sombras, razão por que o modelo de Jesus é definitivo e único para a realização da luz e da verdade em cada homem.  (O Consolador. Questão 235. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).
            Por isso, o Dr. Bezerra de Menezes nos recomenda, dizendo:  “Consideramos que o Culto do Evangelho em casa pode funcionar e deve funcionar em apoio da Escola Espírita de Evangelização, sob amparo e supervisão dos pais que, a rigor, são os primeiros orientadores dos filhinhos.
            Somos de opinião que o recinto de evangelização pública, num templo espírita, é sempre o lugar mais adequado à evangelização da criança, porquanto semelhante cenáculo do pão espiritual guarda consigo a natureza da escola.” (Excursão de Paz. Evangelização para crianças.  Espírito Bezerra de Menezes. Psicografado por Chico Xavier)

            Existe diferença entre doutrinar e evangelizar?

            - Há grande diversidade entre ambas as tarefas. Para doutrinar, basta o conhecimento intelectual dos postulados do Espiritismo; para evangelizar é necessária a luz do amor no íntimo. Na primeira, bastarão a leitura e o conhecimento, na segunda, é preciso vibrar e sentir com o Cristo.  Por estes motivos, o doutrinador, muitas vezes não é senão o canal dos ensinamentos, mas os sinceros evangelizados serão sempre o reservatório da verdade, habilitado a servir às necessidades de outrem, sem privar-se da fortuna espiritual de si mesmo. (O Consolador. Questão 237. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).
            Por que é importante Evangelizar?

             A evangelização da criança e do adolescente é uma das mais importantes tarefas do Movimento Espírita por situar-se na base da educação humana. E a educação humana, sem estar estribada nos princípios da Doutrina Espírita, não vai cumprir a sua extraordinária missão na Terra.

            A educação humana, vista à luz dos esclarecimentos espíritas, focaliza o educando antes do nascimento, durante a vida física, prolongando-se até a vida espiritual; sua abrangência é, pois, transcendental.
            Não resta dúvida que a nossa sociedade precisa mudar, com urgência, o seu modo de pensar, de sentir e de agir a fim de imprimir uma diretriz mais segura ao processo educativo. É preciso definir o educando como um ser imortal e sujeito à ação educativa antes, durante e depois da vida física, focando-o em seus aspectos: vital, mental, psíquico e espiritual.
            Esses aspectos se sucedem cronologicamente, não se substituem mutuamente, mas complementam-se.
            Educar e amparar a infância é preservar a sociedade futura de todos os males que a afligem na atualidade, é evitar que se reproduzam os desequilíbrios que hoje perturbam o mundo.
            A formação de sentimentos é de grande importância na educação. Essa formação se processa por meio do desenvolvimento das potências embrionárias do Espírito, tais como: a piedade, a fraternidade e o amor ao próximo.
            Os conteúdos de ordem afetiva são os mais importantes a serem ministrados na Evangelização Espírita. O Evangelho de Jesus é o maior repositório de ensinamentos que devem formar a estrutura afetiva do ser humano.

            Quando o Cristo ensinou que os mansos herdariam a Terra, valorizou, sobremaneira, a capacidade de  tolerância e de ajuda mútua que os homens devem cultivar, e que é a base do desenvolvimento da afetividade e do amor ao próximo.
            Somente o homem evangelizado será capaz de mudar os parâmetros da sociedade atual, e podemos  considerar evangelizado o homem de sentimentos elevados e razão esclarecida pelo conhecimento espírita. Razão e sentimento formam, pois, um binômio da maior importância na conquista da espiritualidade maior.(Revista Reformador. Cecília Rocha . Março de 2012)

            Indiscutivelmente, vive-se na Terra o momento da grande transição planetária, na qual as ocorrências dolorosas, os desastres coletivos, as tragédias do cotidiano, as contínuas ondas de violência e os descalabros de toda ordem chamam a atenção de todos, apresentando momentos terríveis de aflição e de sofrimentos.

            Os denominados sinais dos decantados  fins dos tempos , estão presentes na civilização hodierna convidando os seres humanos às reflexões profundas, impondo-lhes a necessidade de mudança para melhor no comportamento moral e emocional.

            Além das alterações que sucedem coletivamente na sociedade, outras, mais sutis, no entanto, não menos preocupantes, estão presentes nestes dias aguardando a atenção dos estudiosos: pais, psicólogos, educadores, sociólogos, religiosos e todas as pessoas interessadas na construção da sociedade feliz do futuro.

            Acompanhando o inevitável processo das reencarnações, pode-se constatar facilmente a presença de uma nova geração de espíritos que se encontra no planeta em condições surpreendentes, fora do habitual. Aqui encontram-se, a fim de preparar a grande transição que vem tendo lugar lentamente, de modo a que o planeta mude de estágio evolutivo, conforme a assertiva de Jesus, na Sua memorável mensagem no  Sermão profético , conforme narrativa de Marcos no capítulo XIII, versículos 1 a 32.

            Facilmente podem-se identificar esses espíritos que constituem a geração nova, a que se refere Allan Kardec, em  A Gênese , no item 27 do capítulo VIII, elucidando as emigrações e imigrações programadas para que ocorra a grande e inevitável mudança de evolução.

            De igual maneira que os espíritos progridem, também os mundos, as suas moradas transitórias elevam-se, proporcionando os fatores mesológicos necessários ao seu desenvolvimento intelecto-moral.

            A  lei de destruição,   bem pouco compreendida pelos seres humanos, é o mecanismo de que se utiliza a Divindade para a grande revolução que sempre ocorre, sendo através das alterações, às vezes, dolorosas para as criaturas, o meio eficaz para que se operem as grandes transformações morais e espirituais.

            Observam-se, no planeta terrestre, na atualidade, mais do que noutros períodos, os sinais próprios dos acontecimentos previstos e programados, especialmente no que diz respeito aos valores éticos e morais, as convulsões sísmicas, as mudanças que se produzem em muitos países com alterações profundas no seu arcabouço econômico e financeiro, assim como nas guerras que desencadeiam para manter o predomínio, dando lugar ao seu declínio. Enquanto isso ocorre, outros, os denominados emergentes, crescem e desenvolvem-se, a fim de terem oportunidade de produzir novas culturas, nova civilização.

            Simultaneamente, a onda de loucura e obsessão que assola a Terra faz parte da transição planetária, quando os espíritos que tentam obstaculizar o processo evolutivo são removidos para outros planos, de modo que as dores sejam diminuídas e o tempo menos prolongado.

*   *   *

            O processo da evolução é inevitável e faz parte dos Divinos Planos a respeito da vida.

            (...) A atualidade espiritual do planeta na fase de transição caracteriza-se por expressivo número daqueles que retornam, missionários do bem e da verdade, do conhecimento e da beleza, da tecnologia e da ciência, da fé religiosa e da caridade, a fim de apressarem o processo evolutivo, ao tempo em que outros, ainda aferrados ao mal despedem-se da oportunidade, igualmente renascendo para terem a sua última chance no lar terrestre que não têm sabido valorizar...

            Certamente que retornarão, quando se recuperarem dos delitos praticados e da teimosia do orgulho e do egoísmo exacerbado, da soberba e das paixões primitivas, quais filhos pródigos de retorno ao regaço paterno...

            Não seja de estranhar-se que, de igual maneira, nobres espíritos de outra esfera evolutiva igualmente estejam reencarnando-se na Terra, a fim de contribuírem em favor do seu processo de regeneração.

            A grande maioria que está chegando chama a atenção por características muito especiais, sendo que, alguns deles apresentam-se com distúrbio de déficit de atenção (DDA) ou mesmo transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), gerando situações perturbadoras na área da conduta. O fenômeno, porém, tem por objetivo convidar os estudiosos do comportamento e da educação a uma análise mais profunda a respeito da ocorrência.

            Há muitos especialistas, no entanto, que negam a possibilidade do TDAH, conservando o diagnóstico apenas na classificação DDA.

            Todavia, aprofundadas investigações demonstram que o TDAH tem origem nos intrincados mecanismos da hereditariedade, da convivência familiar, necessitando de cuidados especiais.

            Invariavelmente têm-se aplicado nos pacientes infantis drogas denominadas como da  obediência,   o que constitui grave responsabilidade pelos efeitos colaterais que podem ocasionar no seu futuro, especialmente a partir da adolescência.

            Ideal será uma cuidadosa análise e aplicação da moderna psicopedagogia, especialmente baseada no amor e na paciência, no diálogo e na convivência com os pais, de maneira a transmitir-se afetividade e respeito, carinho e segurança psicológica ao paciente infantil.

            Quando a criança dê-se conta de que é amada e compreendida, novos estímulos contribuirão para a diminuição da desatenção e da hiperatividade, ajustando-a aos programas de ação edificante e de construção da sociedade feliz. (Liberta-te do mal. Crianças de uma nova era. Joanna de Ângelis . Psicografado por Divaldo Pereira Franco)

            Em relação aos processos obsessivos na infância,  Divaldo Franco esclarece à questão no livro "Palavras de Luz". Ele afirma:

            "A criança, portadora de uma problemática de tal natureza (a obsessão), deve receber passes na casa espírita em dia próprio, usar água fluidificada. Devem ser orientados os seus pais para melhor saberem conduzir-se junto à criança e como conduzi-la, a fim de minimizar-lhe a dor e libertá-la desta aflição que procede de vidas passadas.

            Nunca é conveniente levar a criança a assistir reunião espírita de natureza mediúnica, conforme prescreve "O Livro dos Médiuns". Kardec aborda a questão, elucidando que crianças não devem participar de experiências práticas, diga-se, mediúnicas, da Doutrina Espírita, pois que, para os Espíritos se comunicarem, não se faz necessária a presença do seu paciente". (Palavras de Luz. Divaldo Franco)

            O tratamento espiritual abrange alguns aspectos extremamente necessários à recuperação da criança e familiares. Quando a família aceita a orientação espírita, torna-se mais fácil alcançar bons resultados. Deve-se esclarecê-los da necessidade de se manter um ambiente o mais harmonioso possível no grupo doméstico, onde cada um se empenhe em melhorar os relacionamentos. Para tanto, é imprescindível a realização do Culto do Evangelho no Lar, pelo menos uma vez por semana. Os pais devem ensinar desde cedo os seus filhos o hábito da oração, seja em que religião for. Todavia, muitos se esquecem ou não se preocupam com esta parte da educação e formação da pessoa de bem, que é a parte da religião. Dentre os pontos da orientação espírita, destaca-se o tratamento através dos passes e a freqüência dos familiares às reuniões doutrinárias, para que, aos poucos, possam ir assimilando os princípios luminosos do Espiritismo. Se for possível, a criança deve ser encaminhada para as aulas de Evangelização Infantil.

Por outro lado, a estrutura das reuniões de desobsessão possibilita o atendimento às entidades que estejam envolvidas com o caso, sem que seja necessária a presença de qualquer um dos familiares à reunião. (Mediunidade e Obsessão em crianças. Suely Caldas Schubert)

            Por meio do médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, Dr. Bezerra de Menezes responde a um questionário e diz sobre a   opinião dos Espíritos sobre a importância da Evangelização :

            1 – Qual a importância da Evangelização Espírita Infanto-juvenil na formação da Sociedade do Terceiro Milênio?

Reconhecendo-se no Espiritismo evangélico a presença do Consolador, do Paracleto,  consoante as promessas de Jesus, disseminando por toda a Terra as luzes cristalinas da Verdade e despertando a consciência humana para a era porvindoura de uma autêntica compreensão espiritual da Vida, não é difícil entender-lhe a abençoada missão evangelizadora do mundo com vistas ao futuro onde as mais sublimes esperanças de felicidade na Terra se concretizarão.

            Considerando-se, naturalmente, a criança como o porvir acenando-nos agora e o jovem como o adulto de amanhã, não podemos, sem graves comprometimentos espirituais, sonegar-lhes a educação, as luzes do Evangelho de Nosso Senhor Jesus-Cristo, fazendo brilhar em seus corações as excelências das lições do excelso Mestre com vistas à transformação das sociedades terrestres para uma nova Humanidade.

            O momento que atravessamos no mundo é difícil e sombrio, enquanto as sociedades terrestres necessitam, mais e mais, dos tocheiros do Evangelho, a fim de que não se percam nos meandros do mal ou resvalem nos penhascos do crime os corações menos experientes e as almas desavisadas. O sublime ministério da Evangelização Espírita Infanto-juvenil nos pede prosseguir e avançar.

            Nestes anos de transição que nos separam de novo milênio terrestre, é imprescindível abracemos, com empenho e afinco, a tarefa da evangelização junto às almas infanto-juvenis, tão carentes de amor e sabedoria, porém, receptivas e propícias aos novos ensinamentos. E isto com a mesma ansiedade e presteza com que o agricultor cedo acorda para o arroteamento do solo, preparando a sementeira de suas esperanças para abundantes meses da colheita pretendida.

            Assim, faz-se inadiável buscarmos os serviços que nos competem junto à evangelização da criança e do jovem para que as comunidades terrestres, edificadas em Jesus, adentrem o Terceiro Milênio como alicerces ótimos de uma nova civilização que espelhe, no mundo, o Reino de Deus.

            2 – Com que intensidade o Plano Espiritual tem apoiado o Movimento de Evangelização Espírita Infanto-juvenil? Como isto se opera?

            A missão educativa do Espiritismo às almas é tarefa por demais intensa, contínua e crescente, buscando revelar a verdadeira luz e estimulando a fé junto aos panoramas regenerativos da Terra, onde somente um Mestre, que é Jesus, há de inspirar cada criatura em sua própria iluminação.

            Assim sendo, sem improvisações, mas obedientes aos ditames dos Planos Superiores da Vida, entrevemos legiões de obreiros espirituais insinuando e sugerindo, orientando e estimulando, convocando e determinando, dirigindo e comandando, participando e servindo, diretamente, no seio da evangelização, notadamente de crianças e jovens, que representam esperanças dos céus nos jardins da Vida.

            Mas, é importante salientar que o plano espiritual, somando esforços ao trabalho  perseverante dos companheiros encarnados, conta, sobretudo, com a fidelidade dos servidores a Jesus, uma vez que na base do êxito almejado permanece a fiel observância das lições evangélicas, sob os ditames do amor incondicional.

            3 – Como os Espíritos Superiores estão vendo a participação dos companheiros encarnados nas tarefas da Evangelização Espírita Infanto-juvenil?

Conquanto os operários da gleba humana disponham de livre-arbítrio o bastante para debandar ou desertar, esquecer ou adiar compromissos assumidos com a Vida, anotamos, com júbilos imensos, a excelente caravana de denodados lidadores da Evangelização Espírita Infanto-juvenil, de corações voltados para um melhor desempenho, coesos no interesse de sempre produzir o máximo pela dedicação de todos os dias. São companheiros jovens ou adultos, de ambos os sexos, afanosos, idealistas, conscientizados cada vez mais de que a obra não nos pertence, mas sim ao Mestre Amado que, por misericórdia, utiliza a todos por instrumentos de iluminação do mundo.

            É notório que a especialidade da tarefa não se compraz com improvisações descabidas, tão logo a experiência aponte o melhor e o mais rendoso, razão pela qual os servidores integrados na evangelização devem buscar, continuamente, a atualização de conteúdos e procedimentos didático-pedagógicos, visando a um melhor rendimento, em face da economia da vida na trajetória da existência, considerando-se que, de fato, os tempos são chegados…

            4 – Como os Espíritos situam, no conjunto das atividades da Instituição Espírita, a tarefa da Evangelização Espírita Infanto-juvenil?

Tem sido enfatizado, quanto possível, que a tarefa da Evangelização Espírita Infanto-juvenil é do mais alto significado dentre as atividades desenvolvidas pelas Instituições Espíritas, na sua ampla e valiosa programação de apoio à obra educativa do homem. Não fosse a evangelização, o Espiritismo, distante de sua feição evangélica, perderia sua missão de Consolador, renteando-se com a diversidade das escolas religiosas no mundo que, embora úteis e oportunas, estiolaram-se no tempo absorvendo posições de terminalidade e dogmatismo.

            É forçoso reconhecer que Espiritismo sem aprimoramento moral, sem evangelização do homem é como um templo sem luz.

            Já tivemos oportunidade de lembrar que uma Instituição Espírita representa uma equipe de Jesus em ação e, como tal, deverá concretizar seus sublimes programas de iluminação das almas, dedicando-se com todo empenho à evangelização da infância e da mocidade.

            5 – Quais seriam as condições essenciais para que alguém possa desempenhar a tarefa da Evangelização Espírita Infanto-juvenil?

            Nas bases de todo programa educativo o amor é a pedra angular favorecendo o entusiasmo e a dedicação, a especialização e o interesse, o devotamento e a continuidade, a disciplina e a renovação, uma vez que no trato com a criança e o jovem o esforço renovador pela evangelização jamais prescindirá da força da exemplificação para quem ensina.

            Jesus é o Mestre por excelência: ofereceu-se-nos por amor, ensinou até o último instante, fez-se o exemplo permanente aos nossos corações e nos paroxismos da dor, pregado ao madeiro ignominioso, perdoou-nos as defecções de maus aprendizes.

            É justo, pois, que o evangelizador deva estudar e rever, quanto possível, todos os ensinos da Verdade, granjeando meios de descortinar caminhos de libertação espiritual para quantos se lhe abeirem do coração dadivoso.

            6 – Que papel cabe aos espíritas que não atuam diretamente na Evangelização Espírita Infanto-juvenil, no crescimento e maior êxito desta tarefa?

            Todos os espíritas engajados realmente nas fileiras da fé raciocinada quão atuante devem estar, de certo modo, empenhados na tarefa da evangelização que é, sem dúvida, o sublime objetivo da Doutrina Espírita. Naturalmente que uns estarão com participação direta e maior soma de esforços, enquanto outros permanecerão servindo em outras leiras, porém todos deverão estar voltados para um mesmo alvo comum — a redenção do homem.

            Desta forma, nada mais recomendável que a solidariedade de propósitos na escola de almas, onde todos nos matriculamos.

Os responsáveis pelos Centros, Grupos, Casas ou Núcleos espiritistas devem mobilizar o maior empenho e incentivo, envidando todos os esforços para que a evangelização de crianças e jovens faça evidenciar os valores da fé e da moral nas gerações novas. É necessário que a vejam com simpatia, como um trabalho integrado nos objetivos da Instituição e jamais como atividade à parte.

            O Movimento Espírita, acompanhando a dinâmica progressiva da própria Doutrina, já vem deixando longe os primeiros tempos das reuniões somente para adultos, com características próprias, fechadas… Hoje se busca, sobremodo, oferecer o conhecimento iluminador à criança e ao jovem, facilitando-lhes a renovação da mentalidade quanto à renovação do caráter, com vistas ao futuro do mundo, aprisco e Reino do Senhor.

            A Evangelização Espírita Infanto-juvenil, assim, vem concitar a todos para um trabalho árduo e promissor, no campo da implantação das ideias libertadoras, a que fomos chamados a servir, pela vitória do conhecimento superior e pela conquista da Vida Maior.

             7 – Que orientação os Amigos Espirituais dariam aos pais espíritas em relação ao encaminhamento dos filhos à Escola de Evangelização dos Centros Espíritas?

            Conquanto seja o lar a escola por excelência onde a criatura deva receber os mais amplos favores da educação, burilando-lhe o sentimento e o caráter, não desconhecemos a imperiosidade de os pais buscarem noutras instituições sociais o justo apoio à educação da prole; e, assim, deverão encaminhar os filhos, no período oportuno, para as escolas do saber, viabilizando-lhes a instrução. Entretanto, jamais deverão descuidar-se de aproximá-los dos serviços da evangelização, em cujas abençoadas atividades se propiciará a formação espiritual da criança e do jovem diante do porvir.

            Há pais espíritas que, erroneamente, têm deixado, em nome da liberdade e do livre-arbítrio, que os filhos avancem na idade cronológica para então escolherem este ou aquele caminho religioso que lhes complementem a conquista educativa no mundo.

            Tal medida tem gerado sofrimento e desespero, luto e mágoa, inconformação e dor. Porque, uma vez perdido o ensejo educativo na idade propícia à sementeira evangélica, os corações se mostram endurecidos, qual terra ressequida, árida, rebelde ao bom plantio, desperdiçando-se valioso período de ajuda e orientação.

            É então que somente a dor, a duros golpes provacionais, poderá despertar para refazer e construir.

            8 – Que recursos os Amigos Espirituais poderiam sugerir com vistas à dinamização da tarefa de Evangelização Espírita Infanto-juvenil?

            Os serviços da Evangelização Espírita Infanto-juvenil vêm caminhando consoante seu ritmo próprio, segundo as possibilidades de seus colaboradores e dentro da amplitude da gleba favorável.

            Entretanto, renovando-se a mentalidade dos adultos, sejam eles pais ou preceptores, diretores de Instituições ou servidores do Movimento espírita, com esclarecimentos sobre a importância e necessidade da Evangelização Espírita Infanto-juvenil, haverá uma notável aceleração, uma ampliação mais sensível das tarefas previstas.

            Por esse motivo, são tão necessárias as campanhas de esclarecimento junto à família cristã, às Instituições Espíritas, como também aos próprios evangelizadores.

            Não há dúvida de que, crescendo a demanda, novos colaboradores se apresentarão para a ampliação das legiões evangélicas de encarnados e desencarnados, às quais não faltarão os recursos da fé e as inspirações do Mais Alto para que se efetivem as semeaduras da luz.

            Por outro lado, o apoio dos novos métodos de ensino, na dinâmica pedagógica dos tempos atuais, ensejará ajuda, estímulo e segurança ao Movimento Espírita de Evangelização de crianças e de jovens, onde professores, educadores e leigos, de corações entrelaçados no objetivo comum, continuarão a recolher dos Planos Acima a inspiração precisa para conduzirem com acerto, maestria e objetividade a nobilitante tarefa que lhes foi confiada em nome do Amor.

            9 – Qual o papel da Evangelização Espírita Infanto-juvenil na expansão do Movimento Espírita brasileiro?

            Sem dúvida alguma, a expansão do Movimento Espírita no Brasil, em número e em qualidade, está assentada na participação da criança e do jovem, naturais continuadores da causa e do ideal.

            Preparando-os convenientemente para o porvir, aformoseando-lhes uma nova  mentalidade cristã, será o mesmo que fornecer-lhes recursos de crescimento para a responsabilidade e para o dever, na conquista de si mesmos.

            Entendemos que somente assim a Evangelização Espírita Infanto-juvenil estará atingindo seu abençoado desiderato, não apenas pela expansão do             Espiritismo no Brasil, mas, sobretudo, contribuindo para a formação do homem evangelizado que há de penetrar a alvorada de um novo milênio de alma liberta e coração devotado à construção de sua própria felicidade.

            10 – Como o Plano Espiritual vê a colaboração que o Brasil vem oferecendo a outros países na área da Evangelização Espírita Infanto-juvenil?

            Inegavelmente o Brasil se tem evidenciado como o grande celeiro do Evangelho nos dias atuais e, por sua destinação histórico-espiritual, há de espelhar, em favor do mundo, as belezas evangélicas, trabalhando a alma de seu povo, com vistas à nova civilização do Terceiro Milênio.

            Correm informações e previsões abençoadas, nas tradições espirituais, quanto ao transplante da árvore do Evangelho do coração cansado da Velha Europa para o regaço acolhedor e juvenil da Pátria do Cruzeiro.

            Assim sendo, toda colaboração, em nome da fraternidade e da fé, que o Movimento Espírita brasileiro possa oferecer aos países irmãos, nada mais será que efetiva obediência aos programas com que o Mais Alto tem distinguido o Brasil no concerto fraternal das nações.

            Compreendemos que a grandiosa tarefa da divulgação evangélica junto à criança e ao moço, mobilizando novos cooperadores nos países irmãos, é ação por demais gigantesca de que o Brasil jamais desertará.

            Não é, pois, sem júbilos imensos que o Planeta Espiritual tem acompanhado a multiplicação dos primeiros esforços, o lançamento das primeiras sementinhas da Evangelização Espírita Infanto-juvenil, que o Brasil, nossa Pátria do Evangelho, tem mobilizado junto à ambiência acolhedora de outras pátrias irmãs.

            11 – Algo mais a ser dito?

            Filhos,

            Roguemos a Jesus pela obra que prossegue sob o divino amparo. Que não haja desânimo nem apressamento, mas, acima de tudo, equilíbrio e amor. Muito amor e devotamento!

            A Evangelização Espírita Infanto-juvenil amplia-se como um sol benfazejo abençoando os campos ao alvorecer.

            O próprio serviço, sem palavras articuladas, mas à luz da experiência, falará conosco sobre quaisquer alterações que se façam necessárias, enquanto, no sustento da prece, estabeleceremos o conúbio de forças com o Alto, de modo a nos sentirmos amparados pelas inspirações do bem.

            De tempos em tempos ser-nos-á necessária uma pausa avaliativa para revermos a extensão e a qualidade dos serviços prestados e das tarefas realizadas. Somente assim podemos verificar o melhor rendimento de nossos propósitos.

            Unamo-nos, que a tarefa é de todos nós. Somente a união nos proporciona forças para o cumprimento de nossos serviços, trazendo a fraternidade por lema e a humildade por garantia do êxito.

            Com Jesus nos empreendimentos do Amor e com Kardec na força da Verdade, teremos toda orientação aos nossos passos, todo equilíbrio à nossa conduta.

            Irmanemo-nos no sublime ministério da evangelização de almas e caminhemos adiante, avançando com otimismo.

            Os amigos e companheiros desencarnados podem inspirar e sugerir, alertar e esclarecer, mas é necessário reconhecermos que a oportunidade do trabalho efetivo é ensejo bendito junto aos que desfrutam a bênção da reencarnação.

            Jesus aguarda!

            Cooperemos com o Cristo na evangelização do Homem.

            Paz!

            Bezerra

            (Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização - Bezerra de Menezes. Fonte: Mensagem recebida pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, em sessão pública no dia 2.8.1982, na Casa Espírita Cristã, em Vila Velha, Espírito Santo - Revista Reformador - Outubro de 1982)

            Através da psicografia de Divaldo Franco, Joanna de Ângelis responde a outras questões :

            4. Como os Espíritos vêem, no conjunto das atividades da Instituição Espírita, a tarefa de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil?

            Têm-nos informado os Benfeitores Espirituais, entre os quais Dr. Bezerra de Menezes, Joanna de Ângelis e Amélia Rodrigues, que este necessário labor é o “sémen” fecundante do Bem no organismo da criatura humana, produzindo “frutos” da sabedoria e de paz. A Casa Espírita, através das suas diversas atividades doutrinárias, mediúnicas, educacionais e assistenciais, compromete-se a ensinar e viver a Doutrina codificada por Allan Kardec. Tarefas essas todas grandiosas e de valor incontestável. No setor doutrinário-educacional a obra se agiganta quando dirigida às gerações novas, ainda não comprometidas emocionalmente com os problemas da atualidade e receptivas às orientações que lhe chegam. A divulgação do Espiritismo sob todas as formas é o grande desafio para os espíritas e suas Instituições neste momento grave da Humanidade. A Evangelização Espírita Infanto-Juvenil é uma das primeiras atividades a serem encetadas como base para a construção moral do Mundo Novo.

            5. Existem condições mínimas para que alguém possa desempenhar a tarefa de evangelização? Quais seriam?

            Não pretendemos estabelecer regras de comportamento doutrinário, que já se encontram muito bem apresentadas no corpo da Doutrina Espírita, e, em particular, na excelente página “o homem de bem” e a seguir “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec.

            Não obstante, a pessoa que deseje desempenhar a tarefa de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil deve possuir conhecimento da Doutrina Espírita e boa moral como embasamento para a tarefa que pretende. Como necessidade igualmente primordial, deve ter conhecimentos de Pedagogia, Psicologia Infantil, Metodologia, sem deixar à margem o alimento do amor, indispensável em todo cometimento de valorização do homem. Aliás, a programação para a preparação de evangelizadores infanto-juvenis tem tido preocupação em oferecer esses elementos básicos nos Encontros e Cursos que são ministrados periodicamente em diversas regiões do país sob a orientação da FEB.

            6. Que papel cabe aos espíritas de um modo geral, isto é, àqueles que não atuam diretamente na Evangelização Espírita Infanto-Juvenil, para o crescimento e maior êxito dessa tarefa?

            O de divulgar este trabalho importante, estimulando os pais para que encaminhem, quanto antes, os seus filhos à preparação e orientação evangélico-espírita, de modo a contribuírem significativamente para os resultados que todos esperamos. Da mesma forma, exemplificarem, levando os filhos às aulas hebdomadárias e mantendo, no lar, a vivência espírita, que ainda é a melhor metodologia para influenciar mentes e conduzir sentimentos.

            7. Que orientação os Amigos Espirituais dariam aos pais espíritas em relação ao encaminhamento dos filhos à Escola de Evangelização dos Centros Espíritas?

            Informa-me Joanna de Ângelis que, na condição de pais e orientadores, temos a preocupação de oferecer a melhor alimentação aos filhos e aos nossos educandos; favorecê-los com o melhor círculo de amigos; vesti-los de forma decente e agradável; encaminhá-los aos melhores professores, dentro da nossa renda; proporcionar-lhes o mais eficiente médico e os mais eficazes medicamentos quando estejam enfermos; conceder-lhes meios para a manutenção da vida; encaminhá-los na profissão que escolham… É natural que, também, tenhamos a preocupação maior de atendê-los com a melhor diretriz para uma vida digna e um porvir espiritual seguro, e esta rota é a Doutrina Espírita. Portanto, encarminhemo-los às Escolas de Evangelização dos Centros Espíritas, ou, do contrário, não estaremos cumprindo com as nossas obrigações.

            8. Que recursos poderiam ser, ainda, acionados para expandir a tarefa de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil?

Maior e mais constante contato entre evangelizadores e pais, a fim de os conscientizar da alta responsabilidade que a estes últimos diz respeito, pedindo ajuda e num intercâmbio freqüente, já que ambos são interessados na formação moral e espiritual da criança e do jovem.

Seria, também, muito válido, que os resultados da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil fossem mais divulgados nos Centros Espíritas e se insistisse mais na colocação de que todo bem feito à infância se transforma em bênção no adulto.  (Joanna de Ângelis. Psicografia Divaldo Franco – Salvador (BA), 23 de agosto de 1982 - Revista Reformador - outubro de 1982)

            O Espírito  Guillon Ribeiro traz a seguinte mensagem aos Evangelizadores:

            (...) Abençoados os lidadores da orientação espírita, entregando-se afanosos e de boa vontade ao plantio da boa semente!

            Mas para um desempenho mais gratificante, que procurem estudar e estudar, forjando sempre luzes às próprias convicções.

            Que se armem de coragem e decisão, paciência e otimismo, esperança e fé, de modo a se auxiliarem reciprocamente, na salutar troca de experiências, engajando-se com entusiasmo crescente nas leiras de Jesus.

            Que jamais se descuidem do aprimoramento pedagógico, ampliando, sempre que possível, suas aptidões didáticas para que não se estiolem sementes promissoras ante o solo, pela inadequação de métodos e técnicas de ensino, pela insipiência de conteúdos, pela ineficácia de um planejamento inoportuno e inadequado. Todo trabalho rende mais em mãos realmente habilitadas.

            Que não estacionem nas experiências alcançadas, mas que aspirem sempre a mais, buscando livros, renovando pesquisas, permutando idéias, ativando-se em treinamentos, mobilizando cursos, promovendo encontros, realizando seminários, nesta dinâmica admirável quão permanente dos que se dedicam aos abençoados impositivos de instruir e de educar.

            É bom que se diga, o evangelizador consciente de si mesmo jamais se julga pronto, acabado, sem mais o que aprender, refazer, conhecer… Ao contrário, avança com o tempo, vê sempre degraus acima a serem galgados, na infinita escala da experiência e do conhecimento.

            Entretanto, não menos importante é a conscientização dos pais espíritas diante da evangelização de seus filhos, como prestimoso auxiliar na missão educativa da família.

            Que experimentem vivenciar quando necessário a condição de evangelizadores, tanto quanto se recomenda aos evangelizadores se posicionarem sempre naquela condição de pais bondosos e pacientes junto à gleba de suas realizações.

            Que os pais enviem seus filhos às escolas de evangelização, disciplinando-os na assiduidade tão necessária, interessando-se pelo aprendizado evangélico da prole, indagando, motivando, acompanhando…

            Por outro lado não podemos desconsiderar a importância do acolhimento e do interesse, do estímulo e do entusiasmo que devem nortear os núcleos espiritistas diante da evangelização.

            Que dirigentes e diretores, colaboradores, diretos e indiretos, prestigiem sempre mais o atendimento a crianças e jovens nos agrupamentos espíritas, seja adequando-lhes a ambiência para tal mister, adaptando ou, ainda, improvisando meios, de tal sorte que a evangelização se efetue, se desenvolva, cresça, ilumine…

            É imperioso se reconheça na evangelização das almas tarefa da mais alta expressão na atualidade da Doutrina Espírita. Bem acima das nobilitantes realizações da assistência social, sua ação preventiva evitará derrocadas no erro, novos desastres morais, responsáveis por maiores provações e sofrimentos adiante, nos panoramas de dor e lágrimas que compungem a sociedade, perseguindo os emolumentos da assistência ou do serviço social, públicos e privados.

            Evangelizemos por amor!

            Auxiliemos a todos, favorecendo sobretudo à criança e ao jovem um melhor posicionamento diante da vida, em face da reencarnação.

            Somente assim plasmaremos desde agora os alicerces de uma nova Humanidade para o mundo porvindouro.

            É de suma importância amparar as almas através da evangelização, colaborando de forma decisiva junto à economia da vida para quantos deambulam pelas estradas existenciais.

            E não tenhamos dúvidas de que a criança e o jovem evangelizados agora serão, indubitavelmente, aqueles cidadãos do mundo, conscientes e alertados, conduzidos para construir, por seus esforços próprios, os verdadeiros caminhos da felicidade na Terra. (Guillon Ribeiro - Página recebida em 1963, durante o 1º Curso de preparação de evangelizadores – CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cézar Grandi Ribeiro / Revista Reformador - Outubro de 1982 ).

Qual a tarefa do dirigente espírita junto aos evangelizadores?

            Chico Xavier responde: Cremos que o dirigente de Instituição Espírita, a nosso ver, deveria prestigiar no máximo o trabalho dos evangelizadores, porque eles funcionam dentro da Organização Espírita-Cristã, como legítimos educadores dos pequeninos que amanhã tomarão o nosso lugar, em todos os setores da experiência terrestre.

            Esse trabalho é grande e sublime demais para ser subestimado, por isso mesmo nós admitimos, que o assunto não pode escapar do apoio dos dirigentes espíritas, que, naturalmente, se estão devidamente conscientizados de suas tarefas, hão de apoiar os professores como sendo companheiros dos mais estimáveis na Seara Espírita evangélica. ( A Terra e o Semeador. Entrevista de Chico Xavier sobre a Evangelização da criança .Chico Xavier/ Emmanuel)
            Pergunta– Em face do desenvolvimento mental da criança, da influência dos meios de comunicação do processo de aprendizagem, justificar-se-ia a programação de aulas predominantemente de Doutrina Espírita?

            Chico Xavier responde: - Pelo menos depois de 8 a 10 anos de idade, acreditamos que sim, porque a mente infantil de 9 a 10 anos de idade, já se encaminha para uma posição consolidada na reencarnação, que a criança está começando a viver.

            Aos 10 anos, dos 10 aos 12, temos um mundo de informações para dar à criança, está encontrando hoje, um mundo muito diferente daquele que os adultos de agora encontraram há 40, 50, 30 anos atrás. Há muitos pequeninos que são chamados aos 8, 9, 10 e 11 anos de idade a facear problemas que só adultos conheciam há 10 anos passados. Hoje, autoridades da Europa e da América do Norte, em diversos comentários e estudos de revistas de divulgação cientifica, muitas autoridades andam impressionadas, com o suicídio entre crianças, suicídio de crianças de 10, de 11, de 12, de 13. Ainda ontem, tivemos em nossa casa, aqui na Comunhão Espírita Cristã, um casal de São Paulo que vinha desolado à procura de reconforto, porque o filho único do casal, um menino de 12 para 13 anos se enforcou deliberadamente, tão-só porque encontrou negativa da parte dos pais, para ir ao cinema, depois de ter ido ao cinema durante algumas noites consecutivas. Isto é muito importante.

            Estes suicídios nessa idade não eram comuns, nem eram mesmo conhecidos há 15, 20 anos atrás. Crianças que sofrem a perda de pais ou que são abandonadas pelos pais e que se suicidam mesmo, se afogam, se envenenam, procurando armas, atiram contra si próprias.

            Isto é um problema sério para todos aqueles que se sentem vinculados à tarefa de socorro à criança.  ( A Terra e o Semeador. 102 - Programação das aulas infantis. Entrevista de Chico Xavier sobre a Evangelização da criança.  Chico Xavier/ Emmanuel)

            Pergunta– O que o senhor tem a nos dizer sobre material didático constante de apólogos e símbolos para as Escolas de Evangelização, desde a faixa de 5 a 13 anos?

            Chico Xavier responde: Nós estamos vendo discussão em torno deste assunto, por toda parte. Uns não querem  que a criança ouça apólogos com vozes humanas em animais, outros exigem que este material seja posto em função. Não estando dentro do movimento de educação da criança nos meios espíritas, nós não temos o direito de opinar, porque só devemos opinar num assunto quando estamos em atividade dentro dele.

            Mas, como criatura humana que sou, creio que até os 6 anos nessa faixa, uma árvore, uma borboleta, uma fonte, uma andorinha conversar, isto ajuda muito a criança. Agora, depois dos 6, 7 anos é interessante que a criança, entre num mundo de realidade objetivas, para que ela não acuse o adulto de mentiroso. Mas, não devemos legar tão longe essa idéia de que estejamos mentindo.

            A criança nos primeiros tempos de vida, tem necessidade da história tocada de amor, tocada de ternura, beleza, espiritualidade. E o apólogo em que os animais comparecem conversando entre si, dando lições, este apólogo é sempre um agente muito proveitoso no esclarecimento da mente. Não vemos nenhum inconvenientemente, mas deixamos o assunto para os técnicos.   ( A Terra e o Semeador. 103 - O Ensino e a realidade. Entrevista de Chico Xavier sobre a Evangelização da criança.  Chico Xavier/ Emmanuel)

            Pergunta — A Psicologia autoriza sejam adotadas histórias de animais, vegetais e coisas inanimadas que “falam”, etc., para a faixa de idade chamada fase da fantasia (até os 6 anos, aproximadamente). Perguntamos: a) Nas E.E.E., o emprego deste recurso psicológico é perfeitamente justo? b) ou nas E.E.E., embora características psicológicas justifiquem, este recurso deve ser evitado?

            Dr. Bezerra de Menezes responde: — “Cremos que os orientadores espíritas das Escolas Espíritas de Evangelização devem efetuar rigorosa triagem nos recursos mentais que serão administrados à criança, suprimindo quaisquer apontamentos tendentes a acalentar fanatismo ou superstição no ânimo infantil.  Nesse aspecto do assunto, as ficções compreensíveis e naturais na chamada fase da fantasia exigem a seleção necessária, entendendo-se que é sempre aconselhável fornecer a realidade ao espírito da criança, na dose adequada às circunstâncias. Não podemos esquecer que é necessário preparar os pais e mães, mentores e servidores de amanhã para a fé raciocinada que a Doutrina Espírita preconiza.”

            (Transcrita da Revista “O Médium”, janeiro de 1965, Juiz de Fora, MG. Fonte: “O Espírita Mineiro”, números 111/112, abril /maio de 1965. - Perguntas elaboradas pelo Depto. de Evangelização da Criança de Juiz de Fora. Respostas fornecidas pelo Dr. Bezerra de Menezes, através do médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, na noite de 10 de novembro de 1964. Livro : Mandato de amor. Chico Xavier)

Segundo Walter Oliveira Alves, "Os conteúdos deverão ser dosados e aplicados como atividades adequadas ao nível de desenvolvimento das crianças. Aos evangelizadores caberá a tarefa de estudar o conteúdo e transformá-los em atividades assimiláveis.   

            (...) A Doutrina Espírita, como um todo, precisa ser trabalhada em todas as idades, mas de forma adequada, para que o Espírito reencarnado possa ir construido gradativamente e, muitas vezes lentamente, os princípios básicos da Doutrina que irá clarear seu raciocínio, iluminar sua mente e seu coração ." (Prática Pedagógica na Evangelização. Walter Oliveira Alves).

            De acordo com J. Herculano Pires, " As condições de aprendizado da criança variam numa escala progressiva, segundo o seu desenvolvimento psicossomático. Determinar uma idade-limite em que essas fases se sucedem é temerário. Atualmente as escalas ontogenéticas são bastante flexíveis. No campo específico da psicogenética verifica-se uma continuidade (e não uma sucessão descontínua) entre a percepção e o desenvolvimento da representação. Por outro lado, o desenvolvimento da linguagem, como observa René Hubert (La Croissance Mentale) equivale ao desenvolvimento da inteligência. Vejamos a sua afirmação textual: Em particular, a linguagem humana é certamente o fator mais poderoso da passagem da inteligência prática à inteligência representativa. Tanto Piaget como Wallon concordam com isso e são citados por Hubert. (I parte: a Infância, obra citada.). A inteligência infantil se manifesta progressivamente, passando da fase sensório-motora para a fase prática, desta para a representativa e desta para a abstrata. Mas está sempre atuante no  desenvolvimento orgânico e psíquico.

        Enfrentando o problema na posição materialista podemos negar à criança a capacidade de compreensão de certos princípios abstratos, mas enfrentando-o numa posição espírita teremos de admitir as suas possibilidades latentes. A captação intuitiva, subliminar, antecipa a compreensão racional e prepara o seu desabrochar no futuro. A contribuição atual da Parapsicologia, nesse sentido, abre novas perspectivas ao revelar maior dinamismo do inconsciente, tanto na criança quanto rio adulto. As ciências de hoje se aproximam rapidamente das rejeitadas conclusões espíritas.

        Mas, além disso, é preciso lembrar que a evangelização da infância não é nem pode ser feita em termos de pura  abstração, o que seria um ilogismo. Daí o apelo muito justo e muito pedagógico, pois inegavelmente didático, às estorietas figuradas.  Trata-se de uma técnica audio-visual de inegável eficiência.   E seu objetivo não é a transmissão dos princípios doutrinários, mas o despertar da criança para a compreensão de realidades que ela já traz no inconsciente, na memória profunda que guarda as vivências do passado. A função da estorieta é a mesma da maiêutica de Sócrates e lembra o acordar da reminiscência platônica na mente do espírito encarnado. Essa função, por sinal, corresponde precisamente ao objetivo real da educação, que não é transmitir ensinamentos mas predispor a mente a recebê-los através da instrução e assimilá-los na formação cultural.

        Por tudo isso a evangelização da criança não pode ser encarada como ato de imposição ou de violência. Nenhuma aula de evangelização espírita impõe dogmas de fé nem pretende realizar a internalização dos princípios espíritas, pois sua finalidade é o contrário: despertar na criança as suas forças intriores e fazê-las aflorar no plano da consciência. O que se pode é enriquecer essas aulas com as contribuições do Método Montessori, criando um ambiente estimulante e juntando às estorietas outros elementos sensoriais, de acordo com as faixas etárias dos alunos. Os trabalhos de Maria Montessori e a sua teoria educacional correspondem em grande parte às aspirações e aos objetivos da evangelização espírita das crianças. Não seria deixando a criança entregue a si mesma, a título de respeitar o seu livre-arbítrio, que a poderíamos conduzir à liberdade de consciência e à responsabilidade pessoal sustentadas pelo Espiritismo. O próprio conhecimento da psicologia infantil, particularmente acrescida da contribuição espírita — que nos oferece uma interpretação psicológica da infância muito mais profunda e real — exige que nos interessemos pela sua evangelização. (Pedagogia Espírita. Condições da criança.  J. Herculano Pires)

                     No livro "O Evangelho de Chico Xavier", Chico Xavier nos mostra um dos motivos pelo qual existem pessoas que se empenham na educação moral das crianças.  Ele disse: "Várias vezes, visitei, com Emmanuel e André Luiz, as regiões do Umbral…  Não vi por lá uma criança sequer, mas pude observar muitos pais que se responsabilizaram pela queda dos filhos — mais pais do que mães!…  Muitas mulheres são vítimas de seus maridos; foram abandonadas por eles, lutando sozinhas com a educação dos filhos… É um caso difícil.  A reencarnação para muitos Espíritos é um processo doloroso.  Quando vemos pessoas trabalhando com a criança, sinceramente empenhadas na sua educação, são Espíritos que reencarnam com a missão do resgate… A gente costuma dizer que se trata de Espíritos missionários — estão na missão de quitar o débito!…  O Umbral é a Erraticidade, mencionada por Allan Kardec; os Espíritos sofredores, errantes, que não conseguem ascender às regiões superiores, permanecem na expectativa de um novo corpo…  Há Espírito que reencarna de qualquer jeito; não dá para escolher família, raça, sexo…" (O Evangelho de Chico Xavier.  Chico Xavier /Carlos A. Baccelli)

            Muitos companheiros na Terra se declaram indignos de trabalhar na Seara do Bem, alegando que não merecem a confiança do Senhor, quando a lógica patenteia outra coisa.

            Se o Senhor não te observasse o devotamento afetivo, não te entregaria a formação da família, em cuja intimidade, criaturas diversas te aguardam carinho e cooperação; Se não te apreciasse o espírito de responsabilidade, não te permitiria desenvolver tarefas de inteligência, através das quais influencias grande número de pessoas; Se não acreditasse em tua nobreza de sentimentos, não te induziria a sublimar princípios e atitudes, na realização das boas obras, com as quais aprendes a estender-lhe, no mundo, o reino de Amor; e não te reconhecesse o senso de escolha, não te levaria a examinar teorias do bom e do mal, para que abraces livremente o próprio caminho; se não te aceitasse o discernimento, não te facultaria a obtenção desse ou daquele título de competência, com o qual consegues aliviar, melhorar, instruir ou elevar a vida dos semelhantes.

            Se o Senhor não confiasse em ti, não te emprestaria o filho que educas, a afeição que abençoas, o solo que cultivas, a moeda que dás.

            "Não cai uma folha de árvore sem que o Pai o queira", ensinou-nos Jesus.

            Toda possibilidade da criatura, na edificação do bem, é concessão do Criador. O crédito vem do pai supremo; a aplicação com as responsabilidades conseqüentes diz respeito a nós.

            Sempre que te refiras aos problemas da fé, não te fixes tão-somente na fé que depositas em Deus. Recorda que Deus, igualmente confia em ti. (Coragem. Item 11. Confiança recíproca. Espírito  Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier )

            Em outra mensagem, psicografada por Chico Xavier, o Espírito Emmanuel nos faz outra advertência:

            Diante das soluções aguardadas para amanhã, é imperioso atender aos problemas de hoje.

            Declaras-te sob manchas morais e foges de servir, quando precisamente a vida nos descerra a ensejo de auxiliar, para que o suor, na prática do bem, nos dissipe as nódoas do coração.

            Confessas-te em débitos lamentáveis e desertas das boas obras; quando precisamente dispomos da oportunidade de agir, a benefício dos semelhantes, a fim de que venhamos a alcançar o resgate preciso.

            Asseveras-te em falta grave e acolhes-te à intolerância, quando precisamente no exercício da bondade para com os outros é que obteremos desculpa em favor de nós mesmos.

            Afirmas-te frágil, quando precisamente por isso é que as tribulações nos sitiam a estrada, a fim de que saibamos conquistar o apoio da fortaleza.

            Dizes-te inútil, quando precisamente para que nos façamos prestativos e valiosos é que possibilidades inúmeras de trabalho nos rodeiam em cada dia.

            Acusas-te ignorante, quando precisamente para que nos instruamos é que as experiências difíceis nos desafiam, em toda a parte.

            Não te isoles, a pretexto de imperfeição.

             O discípulo permanece no educandário, precisamente para aprender.

            E, em todo educandário, as lições seguem curso normal, conforme o programa que as preceitua.

            Ao aluno aplicado, passaporte de competência. Ao aluno vadio, convite à repetição.

            Assim também conosco. A vida é a escola de nossas almas. Quem quiser pode aproveitá-la em todas as circunstâncias.

            O tempo, contudo, assemelha-se ao professor equilibrado e correto que premia o merecimento, considera o esforço, reconhece a boa vontade e respeita a disciplina, mas não cria privilégio e nem dá cola a ninguém. (Justiça divina. Precisamente. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier )

            Há sempre muitos "chamados" em todos os setores de construção e aprimoramento do mundo! Os "escolhidos", contudo, são sempre poucos.

            E precisamos reajustar nossas definições sobre os "escolhidos". Os companheiros assim classificados não são especialmente favorecidos pela graça divina, que é sempre a mesma fonte de bênçãos para todos. Sabemos que a "escolha", em qualquer trabalho construtivo, não exclui a "qualidade", e se o homem não oferece qualidade superior para o serviço divino, em hipótese alguma deve esperar a distinção da escolha.  Infere-se, pois, que Deus chama todos os filhos à cooperação em sua obra augusta, mas somente os devotados, persistentes, operosos e fiéis constroem qualidades eternas que os tornam dignos de grandes tarefas. E, reconhecendo-se que as qualidades são frutos de construções nossas, nunca poderemos esquecer que a escolha divina começará pelo esforço de cada um. (Missionários da Luz. Cap. 8. André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

            Seja voluntário na evangelização infantil.

            Não aguarde convite para contribuir em favor da Boa Nova no coração das crianças. Auxilie a plantação do futuro.

            Seja voluntário no Culto do Evangelho.

            Não espere a participação de todos os companheiros do lar para iniciá-lo. Se preciso, faça-o sozinho.

            Seja voluntário no templo espírita.

            Não aguarde ser eleito diretor para cooperar. Colabore sem impor condições, em algum setor, hoje mesmo.

            Seja voluntário no estudo edificante.

            Não espere que os outros lhe chamem a atenção. Estude por conta própria.

            Seja voluntário na mediunidade.

            Não aguarde o desenvolvimento mediúnico, sistematicamente sentado à mesa de sessões. Procure a convivência dos Espíritos Superiores, amparando os infelizes.

            Seja voluntário na assistência social.

            Não espere que lhe venham puxar o paletó, rogando auxílio. Busque os irmãos necessitados e ajude como puder.

            Seja voluntário na propaganda libertadora.

            Não aguarde riqueza para divulgar os princípios da fé. Dissemine, desde já, livros e publicações doutrinárias.

            Seja voluntário na imprensa espírita.

            Não espere de braços cruzados a cobrança da assinatura. Envie o seu concurso, ainda que modesto, dentro das suas possibilidades.

            Sim, meu amigo. Não se sinta realizado.

            Cultive espontaneidade nas tarefas do bem.

            “A sementeira, é grande e os trabalhadores são poucos.”

            Vivemos os tempos da renovação fundamental.

            Atravessemos, portanto, em serviço, o limiar da Era do Espírito!

            Ressoam os clarins da convocação geral para as fileiras do Espiritismo.

            Há mobilização de todos.

            Cada qual pode servir a seu modo.

            Aliste-se enquanto você se encontra válido.

            Assuma iniciativa própria.

            Apresente-se em alguma frente de atividade renovadora e sirva sem descansar.

            Quase sempre, espírita sem serviço é alma a caminho de tenebrosos labirintos do umbral.

            Seja voluntário na Seara de Jesus, Nosso Mestre e Senhor! (O Espírito de Verdade. Seja voluntário. Cairbar Schutel. Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira)

            Se nos propomos a edificar o futuro com o Cristo de Deus é necessário auxiliar a criança.

            Se desejamos solucionar os problemas do mundo, de maneira definitiva, é indispensável ajudar a criança.

            Se buscamos sustentar a dignidade humana, abolindo a perturbação e imunizando o povo contra as calamidades da delinqüência, é preciso proteger a criança.

            Se anelamos a construção da Era Nova, na qual as criaturas entrelacem as mãos na verdadeira fraternidade, em bases de serviço e sublimação espiritual, é imprescindível socorrer a criança.

            Entretanto convenhamos que os grandes malfeitores da Terra, os fazedores de guerras e os verdugos das nações, via de regra foram crianças primorosamente resguardadas contra quaisquer provações na infância. E ainda hoje os jovens transviados habitualmente procedem de climas domésticos em que a abastança material não lhes proporcionou ensejo a qualquer disciplina, pelo conforto excessivo. Urge, pois, não só amparar a criança, mas educar a criança e induzi-la ao esforço de construção do Mundo Melhor. (Mais Luz. Amparo a criança.  Espírito de Batuíra. Psicografado por Chico Xavier)

            A recuperação da mente infantil para o equilíbrio da vida planetária é trabalho urgente e inadiável, que devemos executar, se nos propomos alcançar o porvir com a verdadeira regeneração.

            Como esperar o aprimoramento da Humanidade, sem a melhoria do Homem, e como aguardar o Homem renovado, sem o amparo à criança?(Palavras de Emmanuel. Vinde a mim as criancinhas.  Espírito Emmanuel. Chico Xavier)

            O homem será o que da sua infância se faça.

            A criança incompreendida, resulta no jovem revoltado e este assume a posição de homem traumatizado, violento. A criança desdenhada, ressurge no adolescente inseguro, que modela a personalidade do adulto infeliz.

            A criança é sementeira que aguarda, o jovem é campo fecundado, o adulto é a seara em produção.

            Conforme a qualidade da semente teremos a colheita.

            Excetuam-se, é claro, os casos de espíritos recalcitrantes, em recomeços difíceis, reacionários por atavismo pretérito às luzes da educação.

            Mesmo em tais, os efeitos da salutar pedagogia educacional fazem-se valiosos.

            A tarefa da educação, por isso mesmo, é de relevância, enquanto que a da evangelização é de urgência salvadora.

            Quem instrui, oferece meios para que a mente alargue a compreensão das coisas e entenda a vida.

            Quem educa, cria os valores éticos culturais para uma vivência nobre e ditosa.

            Quem evangeliza, liberta para a vida feliz.

            Evangelizar é trazer Cristo de volta ao solo infantil como benção de alta magnitude, cujo resultado, ainda não se pode, realmente, aquilatar.

            A criança evangelizada, torna-se jovem digno, transformando-se em cidadão do amor, com expressiva bagagem de luz para toda a vida, mesmo que se transitando em trevas exteriores.

            Ofertem-se pães, medicamento, agasalhos, cuidados, instrução e educação à criança. Não se evangelizando hoje o ser que surge, periclitará toda a segurança do edifício social e humano do futuro .

            Impostergável, desse modo, o mistério preparatório das gerações novas, guiando-as para Jesus, a fim de que se construa, desde agora, o reino de Deus, definitivamente, no mundo.

            A infância é o período em que melhor se aprende, enquanto que na adolescência se apreende.

            Na idade adulta, mais facilmente se compreende, evitando-se o período em que o ancião apenas repreende...

       “Deixai que venham a mim as criancinhas...” --  solicitou Jesus.

            Tomemos dessa argila plástica, ainda não compreendida pelos erros atuais e modelemos com as mãos do amor o homem integral do porvir.

            Evangelização espírita é sol nas almas, clareando o mundo inteiro sob as constelações das estrelas dos céus, que são os bem aventurados do Senhor, empenhados em seu nome, pela transformação urgente da Terra, em “mundo de regeneração” e paz. (Terapêutica de emergência. Evangelização - Desafio de urgência .Amélia Rodrigues. Psicografia de Divaldo P. Franco.)
            ''Educar é a melhor maneira de curar o desequilíbrio do mundo e orientar com Jesus é curar todas as chagas do espírito eterno'' (Dicionário da Alma. Benedita Fernandes. Psicografado por Chico Xavier).

            "Espíritas! Amai-vos, este é o primeiro ensinamento, instruí-vos este o segundo'' (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 6. Item 5.Espírito de Verdade. Allan Kardec. ).

 

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos. Questão 385, 917. Allan Kardec.

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 6. Item 5/ Cap. 8. Itens 1 a 4. Allan Kardec.

-  Bíblia:Provérbios 22:6.

-  Pedagogia Espírita. Educação no lar / O perigo do exemplo/ Educar é amar/ Condições da criança. J. Herculano Pires.

- Artigo da Revista Internacional de Espiritismo - Out/01, em comentário ao livro: Diálogo, pág. 68 por Divaldo Pereira Franco.
-  SOS Família. Educação/ Necessidade de Evolução - Educação-Fonte de Bênção.   Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo P. Franco.

- Palavras de Luz. Divaldo Franco.

- Terapêutica de emergência. Evangelização - Desafio de urgência .Amélia Rodrigues. Psicografia de Divaldo P. Franco.

- Liberta-te do mal. Crianças de uma nova era. Joanna de Ângelis . Psicografado por Divaldo Pereira Franco.

- Prática Pedagógica na Evangelização. Walter Oliveira Alves.

- Mediunidade e Obsessão em crianças. Suely Caldas Schubert.

- Depois da morte. Cap. LIV. Léon Denis.

- Conduta Espírita. Perante a criança. Espírito André Luiz. Waldo Vieira.

- O consolador. Espírito Emmanuel. Questão 108, 109, 110, 113, 235, 237. Psicografado por Chico Xavier.

- Chico Xavier em Goiânia. Questão 9. Espírito Emmanuel. Chico Xavier.

-  Excursão de Paz. Espírito Bezerra de Menezes. Psicografado por Chico Xavier.

- O Evangelho de Chico Xavier.  Chico Xavier /Carlos A. Baccelli.

- Coragem. Item 11. Confiança recíproca. Espírito  Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier .

- Justiça divina. Precisamente. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier .

- Missionários da Luz. Cap. 8. André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- Mais Luz. Amparo a criança.  Espírito de Batuíra. Psicografado por Chico Xavier.

- Palavras de Emmanuel. Vinde a mim as criancinhas.  Espírito Emmanuel. Chico Xavier.

- Dicionário da Alma. Benedita Fernandes. Psicografado por Chico Xavier.

-  A Terra e o Semeador. Item 102 e 103. Entrevista de Chico Xavier sobre a Evangelização da criança .Chico Xavier/ Emmanuel.

- “O Espírita Mineiro”, números 111/112, abril /maio de 1965. Perguntas elaboradas pelo Depto. de Evangelização da Criança de Juiz de Fora. Respostas fornecidas pelo Dr. Bezerra de Menezes, através do médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, na noite de 10 de novembro de 1964.  Transcrita da Revista “O Médium”, janeiro de 1965, Juiz de Fora, MG.

- Mandato de amor. Transcrita da Revista “O Médium”, janeiro de 1965, Juiz de Fora, MG. Fonte: “O Espírita Mineiro”, números 111/112, abril /maio de 1965. - Perguntas elaboradas pelo Depto. de Evangelização da Criança de Juiz de Fora. Respostas fornecidas pelo Dr. Bezerra de Menezes, através do médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, na noite de 10 de novembro de 1964.

- Revista Reformador - Outubro de 1982. Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização - Bezerra de Menezes. Fonte: Mensagem recebida pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, em sessão pública no dia 2.8.1982, na Casa Espírita Cristã, em Vila Velha, Espírito Santo .

- Revista Reformador - Outubro de 1982 . Guillon Ribeiro - Página recebida em 1963, durante o 1º Curso de preparação de evangelizadores – CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cézar Grandi Ribeiro .

-Revista Reformador - Outubro de 1982.  Joanna de Ângelis. Psicografia Divaldo Franco – Salvador (BA), 23 de agosto de 1982.

- Revista Reformador. Cecília Rocha . Março de 2012.

 

Obs.: A idéia de desenvolver este estudo surgiu após receber a sugestão por e-mail  da Evangelizadora Anna Paula Sortino ( em  05/07/ 2018) ,que queria realizar  um curso de reciclagem de Evangelização no centro espírita em que ela trabalhava, para incentivar outros voluntários  à tarefa de Evangelizar.